Montfort Associação Cultural

31 de outubro de 2011

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Cristo Rei: “Um reino de verdade e de vida”

O texto abaixo foi redigido a partir da homilia proferida hoje, domingo de Cristo Rei, pelo Padre Rafael Navas, do IBP.

 

A festa de Cristo Rei, que celebra hoje a Igreja, resume a razão de ser e a finalidade de toda a vida do católico e do homem. Não são coisas distintas o Reino de Jesus Cristo, que todos os homens devem procurar em sua vida pessoal e íntima – que Cristo reine nos corações! – igualmente na vida familiar – que hoje se arruína pela ausência do pilar que a deve sustentar, que é o mesmo Sagrado Coração de Jesus! – e finalmente na vida da sociedade, na ordem nacional e internacional, onde somente é possível a verdadeira paz com o acatamento voluntário, agradecido e amoroso da soberania plena de Cristo Rei, o qual é o foco que deve iluminar e guiar a sociedade, por cuja ausência hoje assistimos à destruição de toda ordem.

Nas circunstâncias atuais, a tranqüilidade se perde e em qualquer momento o mundo está em convulsões. Clama-se pela paz, mas não se põe fundamento sólido à mesma. Certamente Santo Agostinho já o advertiu: a paz é a tranqüilidade na ordem e a ordem se identifica com o Reino de Cristo. Esse Reino começa nos corações e daí passa aos demais níveis. Por isso devemos trabalhar e lutar, começando por nós mesmos!  Pois se em uma sociedade existir uma alma na qual Cristo reine plenamente, podemos dizer que Cristo reina nessa sociedade, através dessa alma. Quem se impregna no fogo do amor de Cristo pode iniciar o incêndio pedido por Cristo: “Eu vim trazer o fogo à terra e que quero senão que arda?”.

Lutemos pois, irmãos, pela restauração desse reino e, como diz o prefácio desse Domingo de Cristo Rei, “depois de haver submetido a seu império todas as criaturas, [Ele] entregasse a Vossa infinita majestade um reino eterno e universal: reino de verdade e de vida, reino de santidade e de graça, reino de justiça amor e paz”. Esse Reino é o único que salvará o mundo das convulsões sociais que se fabricam por todas as partes, para negar e, se fosse possível, destruir esse reino de Cristo. Confiemos plenamente e trabalhemos para essa nova vitória histórica que hoje se prepara nos corações dos homens que vivem da Fé: “O justo vive da fé”.

Acorramos a Ela, à Rainha, a qual na monarquia judaica não era a esposa mas a Mãe do Rei,  para que ela nos guie nas trevas do neo-paganismo que invadem o mundo. Ave Maria Puríssima.

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