Montfort Associação Cultural

27 de janeiro de 2005

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Cristo é o próprio Deus ?

  • Consulente: Carlos Kleber Santos Feitosa
  • Idade: 35
  • Localizaçao: Aracaju – SE – Brasil
  • Escolaridade: 2.o grau concluído
  • Profissão: Técnico em informática
  • Religião: Católica

Em resposta a pergunta ao senhor Paulo Roberto “Espírita nega a divindade de Cristo”, você comenta que Cristo é o próprio Deus. Gostaria saber porque então antes de morrer Cristo disse “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”.

Caro Carlos, salve Maria!

Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?… Minha garganta está seca qual barro cozido, pega-se no paladar a minha língua: vós me reduzistes ao pó da morte. Sim, rodeia-me uma malta de cães, cerca-me um bando de malfeitores. Traspassaram minhas mãos e meus pés poderia contar todos os meus ossos. Eles me olham e me observam com alegria,
repartem entre si as minhas vestes, e lançam sorte sobre a minha túnica” (Salmo XXI: 13, 16-18)

Este salmo, que descreve fielmente o sofrimento de Nosso Senhor na Cruz, nos indica que ele, no momento da agonia, faz uma súplica e também uma citação da profecia que se concretizava.

Numa resposta a outro consulente, o professor Orlando Fedeli explica o porque destas palavras de Nosso Senhor:

“A morte de Cristo é um dos mistérios da nossa Fé. Mistério, porque não podemos compreendê-la até o fundo. Como Cristo, Deus e homem, pôde morrer? Ele morreu enquanto homem, responde-nos o catecismo, porque como Deus não podia nem padecer, nem morrer.

Na Cruz, Nosso Senhor quis pagar todos os nossos pecados. Quis sofrer também a angústia do pecador, abandonado por Deus. O mistério, nesse caso, consiste em que Cristo, na cruz, estando sempre unido à Divindade, foi como que abandonado por Ela, como o pecador é abandonado por Deus. Daí o grito lancinante de Cristo: “Pai, por que me abandonaste?”

Cristo sofreu, então, a tristeza do pecador abandonado por Deus, Ele que não tinha pecado, para nos resgatar do pecado e das garras do demônio, quis suportar todas as penas devidas ao nossos pecados. Por aí, podemos compreender até que ponto nos ama o Filho de Deus. E nós O amamos tão pouco! E esquecemos tão facilmente o quanto Ele nos ama e o quanto Lhe devemos!”

Auxilium Christianorum, ora pro nobis.

Paulo Sérgio R. Pedrosa

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