Montfort Associação Cultural

15 de julho de 2008

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Conversão ao Catolicismo

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Igor
  • Localizaçao: RJ – Brasil
  • Escolaridade: Superior incompleto
  • Religião: Católica

Prezados membros da Montfort e especialmente Prof. Fedeli,

Resolvi escrever, animado por ler tantos relatos de conversão neste site, mais principalmente animado pelo meu recente encontro com a Santa Igreja, tão visível e tão escondida!, para narrar em resumo o processo de minha conversão e agradecer à Montfort por sua participação, pela ajuda em indicar o caminho de volta para casa.

Sempre fui católico, e nunca fui Católico. Aos meus seis anos meus pais procuraram a Igreja para me levar à Catequese, que lembro de ter terminado em uns 3 anos, tido como inteligente, mas sem entender nada. Graças a Deus, meus pais continuaram na Igreja, firmes, enquanto eu ia e voltava. Há pouco tempo, meu pai faleceu, depois de uma adoração ao Santíssimo, tendo se confessado na Quaresma, e depois de muitos anos de oração frequente. Por sua devoção a Nossa Senhora, por seu amor à Sagrada Eucaristia, e por sua dedicação ao serviço de todos, creio mesmo que ele já esteja no céu, intercedendo a Deus por nosso bem.

E isso digo porque foi somente depois de sua morte que consegui, finalmente, encontrar um local onde se rezava a Missa tradicional suficientemente próximo (dois ônibus, uma hora de viagem) da minha casa, e finalmente nasceu em meu coração o amor por Jesus Cristo, por Nossa Senhora e pela Igreja que eu sempre acreditei que seria a marca distintiva pela qual eu saberia que Deus me dava a Fé.

Antes destes eventos, eu tinha uma simpatia ou atração intelectual pelo Catolicismo, mas não sentia que isso me entrasse no sangue; atração que foi alimentada, primeiro, pelo repúdio do ateísmo, do comunismo, para me tornar um defensor do liberalismo econômico; depois, pelos inimigos em comum, fui conhecendo Chesterton e Gustavo Corção, que me convenceram do valor do Cristianismo. Também por Corção eu fiquei sabendo das crises e divisões na Igreja, e isso me levou a buscar saber mais sobre o passado e a tradição do catolicismo.

Devo dizer que na Montfort li respostas a tudo que era nebuloso em minha mente, e decidi passar pela prova final (que graças a Deus tornou-se a inicial, ou reinicial): A Missa. Desde criança, indo e voltando para a Igreja, sempre achei a Missa perto de insuportável. Quando se falava, vagamente, em sacrifício, eu imaginava que era eu que me sacrificava ouvindo tantas baboseiras de padres e “ministros da palavra” (meu pai era um, mas bastante afeito à doutrina e à explicação das leituras) e que o “Graças a Deus” no final era porque finalmente estávamos livres para a lasanha de Domingo.

Depois de falar por telefone com o Padre, que me explicou os horários das Missas e como chegar na Igreja, decidi com minha mulher que iríamos no domingo seguinte.

No domingo bem cedo, acordamos eu e minha mulher e nos arrumamos e a nosso filho, e fomos nós para a Igreja. No alto de uma ladeirinha. Vi a Igreja e quis confirmar com um transeunte se era aquela mesma, e ele disse que não sabia. Mas neste instante eu vi um Padre. De batina. E soube, e disse para minha mulher, “é esta”.

Na missa, pela primeira vez eu olhei a Hóstia e vi a Cristo, e pude dizer convictamente “Meu Senhor e Meu Deus”.

Dias depois, lembrei, sem saber porque (mas pouco depois de rezar pela alma do meu pai), dos muitos terços que ia rezar com meus pais, quando era criança. Naquela época, eu não tinha talvez Fé, mas também não tinha dúvidas – e quando falava em mãe, pensava nas duas Marias, a minha cá da terra e a nossa lá do céu. E senti, pela primeira vez em muito tempo, a doçura do amor de Nossa Senhora, que mesmo sem eu a buscar nunca me abandonou como filho.

Não quero dar a impressão de que eu buscava uma sensação, uma fé irracional. De fato, eu até entendo mais hoje a doutrina, pois a quero viver. O que eu sempre quis era ter uma certeza real deste amor, e hoje eu tenho. Coisas de quem tem a felicidade de lembrar que foi batizado…

Como quero agradecer a Deus, a Nossa Senhora e a todos os santos por terem mantido aquilo que eu sempre quis! Cristo prometeu e cumpriu: A Igreja permanece, abalada, mas nunca destruída pelo mal. Agradeço infinitamente. E grandemente, também, agradeço a todos que me auxiliaram a encontrar de novo a Santa Igreja de Deus, aqui, especificamente, a Montfort. Meu abraço e meu muito obrigado! Continuem auxiliando aqueles que desejam se converter à única Igreja Verdadeira, fundada por Cristo sobre Pedro.

(p.S.: Se o Prof. Fedeli quiser me convidar a conhecê-lo quando for a SP, adianto que irei ainda em Agosto de 2008. Para mim seria um prazer receber seu abraço e rezarmos juntos)

Muito prezado Igor,
Salve Maria.

    Fico muito contente por seu retorno à prática da religião de um modo tão profundo que, de certo modo, pode se dizer que foi uma verdadeira conversão. E alegro-me em Deus Nosso Senhor por ter a Montfort ajudado nesse fato.
    Mas certamente, sua conversão se deveu, antes de tudo, ao bom exemplo, zelo, e às orações de seus pais. A oração e o exemplo dos pais são profundamente eficazes em alcançar as graças de Deus para seus filhos.
    Avise-me quando vier a São Paulo, pois gostraia de convidá-lo não só a vir à Montfort mas também a almoçar comigo num domingo, irmos à Missa de sempre juntos e depois tê-lo presente numa reunião da Montfort.
    Um abraço,

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli 

 

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