Montfort Associação Cultural

5 de outubro de 2005

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Contra a televisão

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Edson Luiz Sampel
  • Localizaçao: São Paulo – SP – Brasil
  • Escolaridade: Pós-graduação concluída
  • Profissão: Advogado
  • Religião: Católica

São Paulo, 1.º de outubro de 2005.

Prezado Prof. Orlando Fedeli.

Ainda não li nada do senhor a respeito da televisão. Creio que o tema deva ser discorrido neste “site”. Infelizmente, a televisão tornou-se um instrumento mefistofélico. Rouba do povo o senso crítico e a própria liberdade de pensar. Na minha opinião, a televisão é uma genuína ferramenta do Diabo. Já escrevi vários artigos sobre o assunto. Publiquei-os assim em sítios internáuticos como em jornais. Encaminho-lhe, abaixo, uma dessas reflexões, para que o senhor tenha uma idéia do que penso a propósito desta mídia hedionda.
Muito me alegraria se o senhor não se restringisse apenas a uma resposta. Creio que seria muito oportuna a elaboração de um longo arrazoado, como o senhor costuma fazer com relação a determinadas questões. Sei que o senhor não dispõe de muito tempo. Anda sempre ocupadíssimo. Assim como assim, creio que a televisão precisa ser analisada sob o prisma de várias ciências, entre as quais destacaria a psicologia e mormente a teologia moral.

Um grande abraço,

Edson Luiz Sampel


“A televisão

Na verdade, já tive a oportunidade de redigir vários artigos sobre esse meio de comunicação chamado televisão. Fi-lo sempre com espírito avassaladoramente crítico, porque, na minha opinião, não existe outra forma de encarar esta mídia.

Certa feita, escrevendo para um jornal, Antônio Ermírio de Morais afirmou que a televisão emburrece as pessoas. Portuguesmente falando, a televisão emburra as pessoas, porém, este lapso do milionário articulista não subtrai a verdade da asserção. Por que, afinal, a televisão emburra ou idiotiza o espectador? Cuido que isto ocorre por dois motivos: primeiro em virtude de a televisão simplesmente lancetar o senso crítico. Ora, quem assiste à televisão não precisa pensar. Está tudo pronto. Em segundo lugar, o fenômeno de idiotização se verifica por força da superficialidade da programação. De fato, basta passar uma tarde diante do televisor, para constatar a tagarelice inoportuna e cabalmente alienante da televisão…

Estou convicto de que seja realmente necessário desinventar a televisão; faz-se mister encontrar outra alternativa mais plausível e mais humanizante. A televisão extrapolou seus fins. Agora ela é um agente que imobiliza as pessoas. De certa forma, a televisão impede o crescimento cultural e intelectual da população.

O principal antídoto à televisão é o livro. Desafortunadamente, nem todo mundo aprecia a leitura ou tem condições de praticar este autêntico exercício espiritual e cerebral. Desta feita, ao invés de televisão, as famílias deveriam entabular colóquios prazerosos à noite, voltar a jogar amistosamente em casa. Passear, caminhar é outra alternativa salutar. Sem sombra de dúvida, desligar o televisor é sobremaneira difícil, contudo, o resultado será maravilhoso.

Diz o ditado popular que o silêncio vale ouro. Ora pois. Tiremos o televisor da tomada, permitindo que o som do silêncio penetre no lar e, então, auscultaremos nosso interior, as coisas lindas que há nele, as riquezas verdadeiras que restavam homiziadas ao longo dos anos, porque o burburinho da televisão nos ensurdecia para a vida e para o mundo.”

Muito prezado Edson,
salve Maria!
 
    Sua confiança em nosso trabalhos nos cria a obrigação de publicarmos algo mais extenso e mais profundo sobre o mal da telivisão. Coincidentemente, um aluno meu tem se dedicado a esse tema. Vou pedir a ele que nos mande o seu trabalho, para que nossos leitores comprendam melhor o mal imenso que a Televisão causa às almas.
    Agradeço-lhe seu artigo sobre a Televisão que publicarei com prazer em nosso site, mesmo porque considerei muito boas as suas considerações.
    Só lhe sugiro uma medida mais radical do que tirar o plug da televisão da tomada: jogar fora a TV.
 
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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