Montfort Associação Cultural

15 de dezembro de 2011

Download PDF

Contemplando o Menino Jesus

Caros amigos da Montfort,

Por ocasião do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, gostaríamos de saudar a cada um com uma palavra especial. Alegre com os que estão alegres, triste com os que estão tristes, como diria São Paulo, mas sempre cheia da esperança e da ternura que suscita a visão do Menino Jesus. Para isso, oferecemos a pequena meditação com que Bruno Oliveira nos presenteou, em seu discurso no Jantar de Natal, no último 10 de dezembro.

 

Amigos,

Em função da proximidade do Natal, gostaria de falar-lhes sobre o Menino Jesus.  As meditações sobre o Menino Jesus são profundamente frutíferas, pois, rememorando a inocência do Menino Jesus, fazendo-a presente em nós, é mais fácil termos horror a nossa maldade, ainda tão profundamente enraizada em nossas almas. Trazer à memória a fragilidade e a inocência do Menino Jesus nos ajuda a secar a raiz e a seiva da árvore dos vícios. Sua raiz: o orgulho… a seiva: o egoísmo.

Todos devemos procurar sermos amigos do Menino Jesus e amá-lo como crianças amigas amam: de modo simples e sincero. E, assim como o objeto amado transforma o amante tornando-o semelhante a Si, temos esperança de que o nosso amor ao Menino Jesus nos transforme em meninos bons.

Para sermos amigos do Menino Jesus, temos que frequentar a sua casa, visita-la com diligência e assiduidade. Como bom filho o Menino Jesus está sempre em casa … e nunca disperso. Ora, como o Menino Jesus é hoje um pequeno Menino, sua casa é assistida por sua Mãe, Nossa Senhora. E é Ela – sempre Ela – que nos abre a porta para que possamos brincar e conviver com o Menino. Colocamo-nos assim sob a guarda da Virgem, e só então temos liberdade na casa do Menino. E eis aqui um consolo: brincar com o frágil e pequenino Menino Jesus é – necessariamente – estar sob a proteção do Véu poderoso de Nossa Mãe Santíssima!  E tudo que fazemos … fazemos sob seu olhar zeloso e atento.

Brincar com o Menino Jesus é muito mais do que brincar com aquele garoto, que certamente existe na memória de cada um de nós e que era conhecido como o “dono da bola”. Aquele nos fornecia não somente a ocasião de brincar, como também o procurado brinquedo: a bola. Brincar com o Menino Jesus é brincar com aquele que é dono de tudo, de todas as bolas, de todas as esferas, inclusive as celestes. É brincar com aquele que rege todas as jogadas … todos os ciclos, rege todos os campos e todos os tempos.  E com todo esse poder não deixa de ser … Menino! Como é possível tal milagre? Um Deus Todo Poderoso que se faz menino para que assim não tenhamos dEle medo, mas ao contrário, tenhamos compaixão… Tenhamos um verdadeiro amor. Como Menino não nos ameaça, como Menino ele nos convida para brincar.

É bom termos isso em mente. Afinal, para brincar é necessário um repouso de alma, uma tranquilidade na ordem: é necessário paz, em contraposição à tensão de ânimo necessária para a execução das atividades quotidianas. Ao lado do Menino, temos a disposição de alma necessária para contemplá-lo.

Mas qual será a brincadeira ou jogo que podemos fazer com o Menino Jesus? Jogo com bolas? Com cordas? Com pipas? Afinal, o que é melhor e mais adequado? Com o menino Jesus temos uma brincadeira um tanto diferente… Assim como um pai contempla o seu filho recém-nascido e se admira de cada detalhe de seu ser, do detalhe dos seus olhinhos, de seus dedinhos… Assim também nós com o Menino Jesus contemplamos cada detalhe, meditando. Essa admiração, que nasce do reconhecimento do que o Menino é, faz nascer em nós o desejo de brincar.

E então nos surpreendemos brincando com a criança, brincamos com o delicado toque da ponta dos dedos que busca contemplar também o sorriso da criança… Assim também nós brincamos com o Menino Jesus. Brincamos com Ele contemplando-O… E cada movimento de nossa alma tem por fim desvendar os detalhes daquele Ser espetacular e maravilhoso. Daquele Ser pequenino que encerra em Si toda a perfeição.

Os movimentos que tem origem em nossa alma buscam – naturalmente – o reconhecimento do que a criança é. Esse reconhecimento causa, em nós, ternura. E assim descobrimos mais e mais a inocência da criança. Não satisfeitos com uma brincadeira, repetimos o movimento. As pontas de nossos dedos tocam novamente a criança, na esperança de faze-la sorrir e descobrirmos, então, como são seus movimentos mais delicados e espontâneos.

Brincar com o Meninos Jesus é contempla-Lo. Essencialmente, contempla-Lo. Buscar em seu sorriso delicado e sereno uma compreensão maior sobre o que Ele é… Afinal como é possível o Onipotente ser assim tão frágil, tão pequeno, tão exposto às adversidades do ambiente?

E por fim conquistamos uma esperança renovada e mais profunda com esse brincar… Esperamos que a contemplação de um sorriso tão sábio e inocente possa nos curar de nossa malícia – tão avessa ao Ser inocente do Menino.

Esperamos um dia, no céu, fazer nossa alma retribuir – adequadamente – também com um sorriso tranquilo e sereno ao Menino Deus, a tudo o que Ele nos entregou e deu.

Encerramos assim a visita ao Menino Jesus, saudando a Mãe e Dona da Casa, que tornou possível esse Milagre dos Milagres.

Salve Maria Santíssima!

Bruno Oliveira

 

 

Publicações relacionadas

Notícias e Atualidades: Cristo nasceu em 25 de dezembro

O boi e o burro - Orlando Fedeli

Notícias e Atualidades: Pe.Pinzón: “A manjedoura é Seu primeiro púlpito”

Para comentar esta publicação

O site Montfort não permite a inclusão de comentarios diretamente em suas publicacões.

Para enviar comentários, sanar dúvidas, obter informações, ou entrar em debate conosco, envie-nos sua carta.

Saiba mais