Montfort Associação Cultural

21 de março de 2013

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Conselho Médico defende liberdade para eliminar fetos saudáveis até 12 semanas de vida, deficientes em qualquer tempo de gestação

Algumas observações: 

1. o aborto não é permitido nos casos citados, ele é apenas um crime que não tem pena, o que é muito diferente, embora ainda não seja justo.

2. em todas as estatísticas sobre aborto no Brasil, misturam-se os abortos espontâneos – para o qual também são indicadas curetagens – e os abortos provocados. Portanto, considerando-se uma taxa de perda normal nas gestações de 15 a 20%, e o número total de nascimentos (em 2010 foram 2.747.373 nascimentos) os 243 mil leitos  terão sido em sua grande maioria ocupados por curetagens pós aborto espontâneo.

3. os abortos “clandestinos ou inseguros” provocam uma certa taxa de mortalidade materna – não muito menor do que a mortalidade materna por abortos “legais e seguros”! Mas provocam principalmente uma mortalidade de 100% entre as crianças por nascer que sejam vítimas do “procedimento”. Parecendo ser a intenção do Conselho Federal de Medicina a de eliminar a insegurança na prática de assassinatos, ele poderia começar por propor a adoção de armas de brinquedo para as rondas policiais. 

3. as tais “graves e incuráveis anomalias” começam com a anencefalia e chegam rapidamente a síndromes que não causam impossibilidade à vida – como a Síndrome de Down –  são tratáveis e/ou operáveis – como o lábio leporino, p.ex. – e mesmo a deficiências que só vão se manifestar na idade adulta! Todos esses problemas são “tratados” com o aborto “terapêutico” na França e Inglaterra, p.ex., indicando uma covarde desistência da sociedade e da Medicina diante dos problemas.

4. a “autonomia da mulher e do médico” para matar leva a uma sociedade assassina, que não se saciará com os abortos “até a 12a. semana” mas chegará ao “infanticídio terapêutico”, à eliminação dos velhos e doentes, pela eutanásia, à permissão e glorificação do suicídio… como vemos nos mais civilizados dos países civilizados.

 

Deus tal não permita! 

 

Fonte da notícia: G1

Comentários Lucia Zucchi 

21/03/2013

Conselho de Medicina defende liberação do aborto até 12ª semana

Entidade vai enviar parecer à comissão do Senado que reforma Código.
Pelo texto atual, aborto só é permitido em caso de risco à saúde e estupro.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) vai enviar parecer ao Senado em que defende a liberação do aborto até a 12ª semana de gravidez. Atualmente, pelo Código Penal, o aborto é permitido em casos de risco à saúde da gestante ou quando a gravidez é resultante de um estupro. É a primeira vez que o CFM e os 27 conselhos regionais, que representam 400 mil médicos brasileiros, manifestam-se sobre o aborto.

A opinião da entidade será encaminhada à comissão especial do Senado que analisa a reforma do Código Penal. Os conselheiros validam a proposta da comissão que permite o aborto em mais três novas situações: gravidez por emprego não consentido de técnica de reprodução assistida; anencefalia ou feto com graves e incuráveis anomalias, atestado por dois médicos; por vontade da gestante até a 12ª semana da gestação, quando o médico constatar que a mulher não apresenta condições psicológicas para a maternidade.

Os conselheiros vão além da proposta do novo texto de Código e não mencionam a necessidade de laudo para constatar falta de condições psicológicas que justificariam um aborto.

Em 2012, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que grávidas de fetos sem cérebro poderão optar por interromper a gestação com assistência médica. Por 8 votos a 2, os ministros definiram que o aborto em caso de anencefalia não é crime. Mas como ainda não há lei que permita a prática, o direito não é automático. Se um hospital se recusar a fazer o aborto, por exemplo, a mulher pode recorrer à Justiça com base na decisão do STF.

Autonomia e saúde
O Conselho Federal afirmou que os conselhos regionais “não são favoráveis ao aborto, mas sim à autonomia da mulher e do médico”.

“É importante frisar que não se decidiu serem os Conselhos de Medicina favoráveis ao aborto, mas, sim, à autonomia da mulher e do médico. Neste sentido, as entidades médicas concordam com a proposta ainda em análise no âmbito do Congresso Nacional”, disse o presidente do CFM, Roberto Luiz d’Avila.

Segundo o conselho, por meio de sua assessoria de imprensa ,o respeito à autonomia da mulher e o alto índice de mortalidade e de internações de mulheres que fazem abortos clandestinos são razões para a posição do colegiado.

A entidade concluiu que “a prática de abortos não seguros (realizados por pessoas sem treinamento, com o emprego de equipamentos perigosos ou em instituições sem higiene) tem forte impacto sobre a saúde pública”.

De acordo com o conselho, “o abortamento é uma importante causa de mortalidade materna no país, sendo evitável em 92% dos casos” e as complicações causadas pelo precedimento representam “a terceira causa de ocupação dos leitos obstétricos no Brasil”. Em 2001, houve 243 mil internações na rede do Sistema Único de Saúde (SUS) por curetagens pós-abortamento.

 

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