Montfort Associação Cultural

23 de agosto de 2005

Download PDF

Concílio Vaticano II e Papa João XXIII

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Fernando
  • Idade: 36
  • Localizaçao: Rio de Janeiro – RJ – Brasil
  • Religião: Católica

Paz de Cristo. Salve Maria Prezado Prof. Orlnado Fedeli

Gostaria que o sr. me esclarecesse o mais resumidamente possível esse tão comentado Concilio Vaticano II (CVII) e de tantas polêmicas que nele contém.

Estou muito confuso.

Ps: Vi o filme que passou no SBT (“JOÃO XXXIII – O PAPA DA PAZ”). Se por acaso viu este filme, peço que também o comente. Porque nada ví de errado neste Papa.

Muito prezado Fernando, salve Maria.

Antes de tudo, permita-me desejar-lhe um ano novo repleto de graças de Deus.

A respeito do Concílio Vaticano II, recomendo-lhe que leia o longo estudo (http://www.montfort.org.br/cadernos/vaticano2a.html) que fiz, em resposta ao Instituto Paulo VI de Brescia, demonstrando o caráter gnóstico de alguns documentos desse Concílio pastoral e não dogmático.

Esse Concílio recusou-se a ensinar infalivelmente. Quis exprimir-se apenas pastoralmente. E ao recusar definir a doutrina católica infalivelmente, tornou possível exprimi-la falivelmente, isto é, tornou possível “a introdução da fumaça de satanás no templo de Deus”, como disse o próprio Paulo VI.

E porque os Papa João XXIII e Paulo VI quiseram expressamente que o Vaticano II não se pronunciasse infalivelmente?

Porque, segundo a doutrina modernista, os dogmas não expressariam corretamente a revelação interior, que se realizaria no interior de cada homem, pouco importando a sua religião. Deus seria imanente ao homem, e o ensinaria através de um sentimento interior inefável, intraduzível em palavras.

Os grandes teólogos do Vaticano II — De Lubac, Congar, Schillebeekcx, Rahner, etc — eram todos modernistas. Daí, os erros graves do Vaticano II, que causaram toda a confusão e a crise atual, na Igreja e no mundo.

Não vi o filme sobre João XXIII. Não costumo ver filmes “históricos” porque muito normalmente nada têm de histórico.

Normalmente tais filmes são um alinhavado de mentiras e de impreciões romanceadas.

Contaram-me algumas das mentiras históricas apresentadas nesse filme, que faz a apologia e a propaganda de João XXIII, como o Papa da Paz e do amor, sem contar nada de mais verdadeiro sobre ele.

Veja, por exemplo, como correm mentiras sobre esse Papa.

Quando morreu Pio XII em Castel Gandolfo, seu médico particular embalsamou o cadáver com um novo processo. Foi um fracasso.

Quando o cadáver do Papa chegou a Roma, o corpo literalmente explodiu dentro do caixão, dilacerando o cadáver de Pio XII. Os médicos tiveram que passar uma noite inteira costurando o cadáver. Tudo isso, você poderá encontrar no livro de Antonio Spinosa, L´Ultimo Papa (Mondadori, Milano, 1992, p.372).

Tendo sabido disso, João XXIII ordenou que seu corpo fosse seguríssimamente embalsamado.

Isso foi feito com todos os cuidados químicos mais modernos, e o corpo dele ficou conservado quimicamente até hoje.

Ora, procura-se agora ocultar que ele foi embalsamado e se faz correr que seu corpo se manteve incorrupto por milagre o que é uma mentira deslavada.

Do mesmo nível, são outras mentiras sobre esse Papa João XXIII, que desde muito cedo foi amigo íntimo do herege modernista e excomungado Padre Ernesto Buonaiutti, o lançador do Programa dos Modernistas italianos. Como se oculta que quando ele era jovem foi processado por modernismo, na Santa Sé.

Por exemplo, outra verdade que se procura esconder sobre João XXIII: a de que ele apoiou o governo fascista de Mussolini, e que foi íntimo amigo do nazista Von Papen…

Como vê, meu caro Fernando, a História real é bem diferente da cinematográfica e propagandística.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

TAGS

Para comentar esta publicação

O site Montfort não permite a inclusão de comentarios diretamente em suas publicacões.

Para enviar comentários, sanar dúvidas, obter informações, ou entrar em debate conosco, envie-nos sua carta.

Saiba mais