Montfort Associação Cultural

27 de março de 2007

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Concílio Vaticano II: 41 anos de conquistas ou de fracassos?

Autor: Marcelo Fedeli

  • Consulente: Rafael Maluf Farhat
  • Localizaçao: Rio Claro – SP – Brasil
  • Escolaridade: Superior concluído
  • Profissão: Cirurgião Dentista
  • Religião: Católica

A Santa Igreja Católica, fundada por Jesus Cristo há 2006 anos, comemora mais um aniversário do Concílio Vaticano II. Teria a comunidade Católica espalhada pelo mundo motivos para comemorar ? Provavelmente não ! Analisemos algumas ocorrências pós-Vaticano II, na desastrosa tentativa de “atualização” da Igreja aos tempos modernos:

1- Favorecimento à “liberdade” teológica, distorcida e distante dos dogmas da Igreja, através do nascimento da “Teologia do Pluralismo Religioso”, carregado de teorias heréticas, muito próxima do esoterismo, da auto-suficiência e do ateísmo. Discute-se a Divindade de Jesus Cristo em palestras e mesas redondas, muitas vezes proferidas por teólogos e Sacerdotes, inclusive com a equiparação de Nosso Redentor com figuras humanas idolatradas em certas seitas.
2- Favorecimento ao “Ecumenismo”, diálogo com outras “Denominações Cristãs não Católicas”, favorecendo a anuência e a aproximação com igrejas heréticas e cismáticas. Adota-se um princípio de “liberdade religiosa”, segundo o qual todas as religiões são boas!!
3- Favorecimento ao “Diálogo Inter-Religioso”, possibilitando a discussão e o questionamento das condutas da öNICA Igreja fundada por Jesus Cristo, como que num julgamento sumário. Nunca Nossa Santa Igreja foi tão agredida e posta em provação! Tudo é feito em nome de um tal “relativismo”, onde cada um pensa e age como quer.
4- Favorecimento ao nascimento da “Renovação Carismática Católica”, movimento herético com fortes tendências recebidas do Protestantismo Pentecostal, trazendo os mais variados tipos de irreverências e agressões à Nossa Santa Igreja.
5- Favorecimento ao aparecimento da “Teologia da Libertação”, movimento teológico carregado de utopias Marxistas.
6- Enfraquecimento Doutrinal na formação de novos Sacerdotes, o que favoreceu o nascimento dos “ dublês de Sacerdotes”, posando para capas de CDs com jeitinho de super star, ou celebrando missas com trejeitos e dancinhas, ou fazendo programas de TV como animadores de palco, ou mesmo levando a Benção Divina a certas uniões matrimoniais adúlteras apenas para aparecer nas revistas da alta sociedade.
7- Surgimento de mudanças substancias na Santa Missa, que certamente não infundiram o tal “fervor e participação da assembléia” desejados pelos Cardeais do Concílio, transformando o memorial do sacrifício de Cristo numa verdadeira caricatura.
8- Favorecimento à proliferação de seitas cristãs freqüentadas em boa parte por “ex-Católicos”, apóstatas que negam seu único Batismo realizado na Santa Igreja Católica.
9- Palavras de Nosso Santo Papa Paulo VI, em homilia de 29 de junho de 1972, na presença de 32 Cardeais, no nono aniversário de seu Pontificado, tratando da situação da Igreja poucos anos depois do Concílio Vaticano II: “ por alguma brecha, a fumaça de Satanás penetrou no Templo de Deus”, e ainda: “Acreditava-se que, depois do Concílio, viria um dia ensolarado para a História da Igreja. Veio, pelo contrário, um dia cheio de nuvens, de tempestade, de escuridão, de indagação, de incerteza. Pregamos o Ecumenismo, e nos afastamos sempre mais uns dos outros”.
10- Declarações feitas por Dom Cláudio Hummes, Cardeal Arcebispo de São Paulo, em outubro de 2005, durante o Sínodo dos Bispos realizado em Roma: “Catolicismo só sobrevive com esforço”; “Nos últimos 14 anos o número de Católicos no Brasil caiu de 83% para 67%”. A dúvida não reside na quantidade, mas na qualidade…
11- Nosso Santo Papa João Paulo II, inspirado pelo Espírito Santo, aprova a publicação, em 06 de agosto de 2000, dia da Festa da Transfiguração do Senhor, da Declaração Dominus Iesus, que trata da Unicidade e da Universalidade Salvífica de Jesus Cristo e da Igreja Católica, que entre outras afirmações, sustenta a seguinte: “Esta Igreja é a única Igreja de Cristo, que como sociedade constituída e organizada neste mundo, subsiste na Igreja Católica.” Sabe-se que quem desenhou a Declaração Dominus Iesus, atendendo ao pedido do Papa, foi o então Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal Joseph Ratzinger. 

Esta é apenas uma pequena parte do que aconteceu após este confuso Concílio.
Mas para nosso consolo e esperança, Deus é maravilhoso em misericórdia, e seus desígnios para a Igreja Católica são inefáveis, pois hoje temos o Cardeal Joseph Ratzinger como Nosso Sumo Pontíficie, homem abençoado, que entre outras qualidades é reconhecido como um grande Teólogo. Que Deus ilumine cada vez mais Nosso Santo Papa Bento XVI, para que se realize com sucesso sua missão de resgatar a autenticidade da Santa Igreja Católica, öNICA Igreja fundada por Jesus Cristo.Somente assim se iniciará a conversão de todos, para finalmente formarmos um só rebanho, com um só Pastor. Não se chega ao Reino de Deus por caminhos tortuosos.

Que a Santíssima Trindade nos abençoe, juntamente com as bênçãos de Maria Santíssima, Mãe do Senhor e Mãe da Igreja !!

Rafael Maluf Farhat

Prezado Dr. Rafael, salve Maria!
 
     Agradeço o envio do seu bom resumo sobre os péssimos efeitos do PASTORAL Concílio Vaticano II que, como o sr. ressalta, só contribuiu para o esmorecimento, quando não para perda total, da Fé católica, fazendo com que a prática da religião ficasse quase que totalmente abandonada na sociedade atual, cedendo seu lugar para a “ditadura do relativismo“, como bem definiu Sua Santidade o Papa Bento XVI.
     E, um aspecto interessante de se analisar, seria verificar como tais princípios da condenada heresia do Modernismo chegaram a encharcar a mentalidade de muitos católicos de hoje, cuja maioria jamais leu documento algum daquele triste Concílio pastoral. Certamente, um dos principais meios para propagação daquele antropocentrismo Conciliar (pois, conforme Paulo VI, o Concílio Vaticano II estabeleceu o “CULTO DO HOMEM”) foi a Missa Nova, dele Paulo VI, e dos seus 6 “convidados pastores protestantes“, esvaziada dos símbolos e das orações das quatro principais finalidades da renovação do Sacrifício do Calvário, e impregnada de símbolos antropocêntricos. Acho que valeria a pena examinar tal fato.
     O que fazer agora?… Certamente rezar e rezar muito, jamais esmorecer, implorando a misericórdia de Deus para a salvação das pobres almas, sujeitas a tal terrível condição espiritual, talvez jamais vista na história, quer pela sua profundidade quer pela sua amplitude. E, se a Missa Nova muito colaborou para se chegar a este ponto, o retorno da Missa Tridentina, por sua vez, também poderá ter papel fundamental do retorno, lento, gradual e cheio de novas batalhas, da “nave católica às colunas da devoção à Sagrada Eucaristia e à Virgem Maria” , sonhadas por Dom Bosco (vide artigo “Fátima: um “segredo” contendo um enigma envolto em um mistério” — item IV – D. Bosco e Fátima).
 
In corde Iesu semper
Marcelo Fedeli

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