Montfort Associação Cultural

20 de fevereiro de 2010

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Como o Sr. acha que será recebido por Deus em seu Reino?

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Homero Ayrosa Galvão de França
  • Localizaçao: Guaratinguetá – SP – Brasil
  • Escolaridade: Superior concluído
  • Profissão: Agronomo Aposentado
  • Religião: Católica

Sim. 98 anos senhor Orlando !!
Valho-me de um netinho querido para me ajudar a escever nesta linguagem tão diferente das máquinas que usei, e até mais: das canetas à tinta, e as das penas removíveis.
Dito, e ele escreve. Em tantas vezes reluta para escrever o que quero. Mas prevaleço.
As cartas quase não as recebo mais. Tudo agora é por este instrumento que me desafia, para poder entendê-lo. Ainda bem, e como, que quase que por milagre inventaram um jeito das letras aumentarem o quanto quisermos. Que maravilha!
Mas vamos lá.
Um padre , desses conservadores, mostrou seu sítio ( insisto no sítio, porque sou contra anglicanismos).´E até proselitista ao extremo; além de perigosamente irreverente. Contudo, ainda que bondoso, é portador de transtorno mental que exacerba seus conceitos. Mas eu o ouço … Quer por que quer que as igrejas sejam fechadas caso não retornem às práticas precedentes ao Concílio Vaticano II. Não se dá, também com convicção, com os padres da região que considera “sedes do cão” (é ele quem diz).
Promete interromper qualquer domingo a missa celebrada por Dom Damasceno ” para dar-lhe uma lição em público de que ele não é digno do episcopado ( futurol cardeal)” pois é contra a forma antiga. Meu Deus !
Havia entre nós um santo sacerdote, Monsenhor Oswaldo de Barros Bindão a quem em 1962 perguntei sobre o Vaticano II. Ele, fidelíssimo à Igreja, disse-me: “Posso até não concordar com alguma coisa que se pretende, mas acatarei o que for determinado e apagarei da minha identidade de sacerdote o que até agora faço e creio, porque nunca serei contra ao que a Igreja determinar por seus bispos e o Santo Padre“. Completou: ” sou servo !” Permaneceu com batina até a morte, pois não foi imposto que as não usassem. O que era facultativo ele discernia conforme seus entendimentos. Mas foi fiel às mudanças determinadas.
O senhor, Orlando, tem um modo de “defender” a Igreja que me preocupa! Desculpe-me decliná-las.
Como o senhor ofende padres, bispos, cardeais !
Como pode o senhor dizer-se católico, e mais, cristâo ? Não lhe falta caridade, e lhe sobram presunção, arrogância e delírio de superioridade ?
Como o senhor acha que será recebido por Deus em seu Reino ?
Chamou debochadamente de “Ghandi do Cabrobó″ Dom Luiz Flávio Cappio, franciscano nosso conterrâneo. Frei Cappio é filho de um casal de imigrantes italianos, Luigi e Maria Cappio, que se fizeram com lutas e muito trabalho. Frei Cappio teve já desde o nascimento uma vida abastada e,ainda assim, se consagrou à pobreza. E o senhor dele debochou e achincalhou as ordens episcopais que recebeu por mandato do Santo Padre ?
O senhor se comporta como o padre que “quer dizer absurdos em público a Dom Damasceno”. Mas ele é desequilibrado mental. O senhor também o seria ?
Fico triste com suas maneiras de expressar suas opiniões. Mais ainda por constatar como são visíveis suas manipulações das cartas. As que lhe são favoráveis, nelas o senhor se deleita, coloca-se como humilde; as contrárias o senhor agride os autores.
Dois de meus netos são sacerdotes , professores em Roma. Ambos me disseram: Vovô não se incomode com esse homem, ele é parte do minúsculo quisto purulento que ainda satanás mantém na Igreja para pertubá-la”. E completaram: “não merece atenção! quis dar um golpe na TFP e o tiro saiu para a culatra. Da TFP se aproveitou, inclusive financeiramente e depois dela saiu fazendo-se de mártir“.
Diante de tudo que o senhor apregoa, é melhor ouvir meus netos a ouvir o padre tradicionalista por ser louco, ou louco por ser tradicionalista. Talvez não o leia mais por medida preventiva de saúde mental, que apesar de 98 anos ainda se mantém sóbria e educada.
O senhor se enquandra em que pressuposto, Orlando Fedelli ? Até quando enganará inocentes ?
Seja obediente à Igreja como o foi Monsenhor Bindão! Apóstolo como Dom Cappio ! Saia de seu castelo de comodidades patrocinadas nãos sabemos por quais fontes de recursos.
Preocupe-se como o senhor será julgado por Deus !
Ou os espertalhões conseguirão enganar até Deus ?
Pena que o senhor não publicará minha carta…

Muito prezado Sr. Homero, salve Maria.
 
     O senhor se enganou.
     É com alegria que publicarei sua carta que muito me honra.
     Afinal, ter um leitor de 98 anos é honra muito grande. É certo que da boca das crianças é que sai o verdadeiro louvor, mas a palavra de um ancião sempre deve ser ouvida com respeito. Tanto mais a de um ancião que mantém inteligência bem viva, e que escreve com correção e estilo agradável. Um ancião que tem a honra de ter dois netos sacerdotes e professores em Roma.
     Por tudo isso, li com toda atenção e respeito o que um ancião de 98 anos, apesar de seus velhos olhos cansados, com sacrifício, quis me escrever com a ajuda de um netinho querido, para me prevenir sobre o Juízo de Deus.
     E como não ouvir e não tremer diante de seu brado de advertência que, qual trombeta angélica, me recorda que proximamente – tenho 77 anos e muitos males – terei que comparecer diante de Cristo, nosso Juiz?
     Como não tremer diante do Crucificado, a quem tanto ofendi?
 
               “Quantus tremor est futurus,
                quando Judex est venturus
                cuncta stricte discussurus!”.
 
     Como não tremer, quando treme o próprio futuro, quando vier o Juiz da eternidade tudo julgar estritamente?
     É certo que sua carta, caro senhor Homero, não me é de louvor, mas também de acusações sem base e de advertência. E de advertência dura e terrível.
     Mais ainda, é bem cruel  – e até bem injusta — ao me transmitir o recado caluniador de seus dois netos sacerdotes, professores em Roma, que lhe recomendam:
 
Vovô não se incomode com esse homem, ele é parte do minúsculo quisto purulento que ainda satanás mantém na Igreja para perturbá-la”. E completaram: “não merece atenção! quis dar um golpe na TFP e o tiro saiu para a culatra. Da TFP se aproveitou, inclusive financeiramente e depois dela saiu fazendo-se de mártir”.
 
     Graças a Deus, seus netos são padres que ainda acreditam que existe o diabo. Nesse ponto, eles ainda são tradicionalistas… Seriam eles também partes do quisto purulento? Ou já se tornaram totalmente imunes à tradição da Igreja de sempre, que o Papa Bento XVI está lutando denodadamente para salvar?
     Perdoe-me se reajo às ofensas e calúnias sacerdotais de seus netos padres. Mas, até os pecadores têm direito de reagir, se são caluniados.
     Seus netos sacerdotes me classificam como membro do quisto purulento que satanás ainda mantém na Igreja… Quisto com o qual o Papa Bento XVI está dialogando, procurando reunir completamente à Igreja. Pois saibam, o senhor e seus netos sacerdotes, que não sou ligado a FSSPX, mas que defendo o que ela defende, e defenderei a própria FSSPX pelo bem que faz, e mesmo que muitos de seus sacerdotes me detestem.
     E diga a seus netos sacerdotes que eles me caluniaram no que lhe disseram sobre mim e a TFP. Nada lucrei financeiramente nela e saindo dela. E desconfio que sou bem mais pobre que Dom Cappio. Afinal sou um mero professor secundário.
     E o senhor faz juízo temerário ao insinuar que “tenho comodidades patrocinadas” não se sabe por quem… É muito feio, senhor Homero, na sua idade, fazer insinuações maldosas e falsas. Pois o senhor também será julgado por Deus.
     E como o senhor entende muito bem do Juízo de Deus, previna seus netos padres que a calúnia é punida por Deus. E muito mais calúnia vinda de boca sacerdotal. Peço, pois, a Deus que os perdoe antes que eles cheguem ao Juízo que o senhor colocou ante meus olhos com sua tão caridosa carta. Ninguém sabe quando passará o Juiz por nós…
     E saiba que as cartas que publico com mais prazer são as daqueles que me atacam ou detratam.
     E como não publicar uma carta como a sua, que me fala do juízo de Deus, tão próximo para mim, que tenho já idade longa. Em breve terei que comparecer diante de meu Deus e meu Redentor, como pecador a ser julgado pelo Juiz diante de quem até os anjos tremem. E se Ele se levanta para julgar, quem se manterá de pé?
 
     Quis sustinebit?
       
     Pela sua palavra, Sr. Homero, é o próprio Deus que me indaga:
 
“Como o senhor, Orlando Fedeli, acha que será recebido por Deus em seu Reino?”
 
     Pergunta esmagadora. Temo e tremo ao pensar nisso, visto que “nihil inultum permanebit”, quando Ele abrir o livro de minha vida ante meus olhos. Nada ficará escondido.
 
          “Liber scriptus proferetur
          in quo totum continetur
          unde Orlandum judicetur”.
 
     Que farei eu, então, miserável pecador? Onde me esconder? A que patrono rogarei? Quando nesse juízo nem o justo estará seguro. Quanto mais eu? Onde encontrarei refúgio, se nem Maria Santíssima, a advogada dos pecadores, a quem sempre quis servir, estará a meu lado para implorar o perdão, que Ela sempre implorou para mim?
     Então, será tarde demais.
     Por que o oceano de meus pecados é imenso e minha malícia foi sem limites, e minha culpa infinita.
     Mas sem comodidades e sem patrocínios…
 
          “Ingemisco tanquam réus,
          “Culpa rubet vultus meus,
          
          Supplicanti, ‘parce, Deus”.
     
     “O rubor do amor e da vergonha” cobrirá o meu rosto, enquanto eu gemer como pecador convicto de culpa, mas suplicarei, perdoa-me meu Deus.
     Que fazer, então, se não bater no peito como o publicano acusado pelo fariseu jejuador e pagador de todos os dízimos?
     Que fazer quando tantos me acusarão diante de Deus, e terei o inimigo a meu lado apontando meus pecados, e exigindo minha punição?
     Porque o senhor sabe bem, meu caro senhor Homero, que sempre há quem acuse nossos pecados. Durante a vida, pode acontecer que sejamos acusados falsamente. Até de gozar de comodidades patrocinadas…
     No Juízo particular, os demônios substituirão pessoalmente os caluniadores que, mesmo durante a vida terrena, nos atribuíram pecados inexistentes. O demônio, no Juízo de Deus, ele nos acusará de pecados reais e de falsas culpas. Serei acusado de não ter tido caridade, e de ter faltado com a justiça até nas mínimas coisas.
     Que fui rebelde ao clero e que não paguei o dízimo.
     Que não pagamos o dízimo do coentro e do cominho.
     Sim. Eu não paguei o dízimo do coentro e do cominho.
     Sim. Eu não disse tantas vezes Korban a meus pais, e aos sacerdotes.
     Sim. Eu chamei publicamente o fariseu de hipócrita.
     Sim. Eu acusei publicamente os fariseus de serem raça de víboras.
     Sim. Eu acusei os Doutores da Lei, os novos teólogos, de serem sepulcros caiados.
     Sim. Eu lancei em rosto aos escribas da internet – mesmo tonsurados — que eles, por negarem a presença real de Cristo na hóstia consagrada, que eles eram filhos do diabo.
     Mas nunca faltei com o respeito devido aos ungidos de Deus.
     Mesmo quando me caluniaram.
     Esse pecado não cometi.
     E não gozei de comodidades “patrocinadas”.
     Que direi eu, então, na hora terrível do juízo de Deus senão:
 
          “Lembra-te, ó Jesus misericordioso,
          Que sou a causa de teus caminhos tão cansados,
          Não me percas naquele dia do juízo tão terrível.
 
          “Recordare Jesu pie, “
          Quod sum causa tuae viae,
          Ne me perdas illa die”.
 
     Tu, ó Jesus, Tu me buscastes todos os dias de minha vida, para me salvar, perseguindo-me e procurando-me nos caminhos maus que trilhei. Tu, sob o sol do meio dia, cansado, Tu te sentaste à beira do poço para me pedir um copo de água de refrigério e de consolação.
 
          “Quaerens me sedisti lassus,
          Redimisti crucem passus.
          Tantus labor non sit cassus”.
 
     Que direi eu a Jesus no dia de meu Juízo?
     Lembra-Te, Senhor, que Tu me redimiste, morrendo por mim na cruz. E tanto trabalho será então perdido?
     Tu que absolvestes Maria.
     Tu que atendestes o pedido do ladrão na cruz. Tu, por tua misericórdia infinita, também a mim miserável destes esperança.
 
          “Qui Mariam absolvisti,
          Et latronem exaudisti,
          Mihi quoque spem dedisti”.
 
     Sua voz, caro Sr. Homero, qual trombeta do vale de Josafá, com toda a autoridade de seus 98 anos, me interroga, dizendo-me terrivelmente:
 
“Como o senhor acha que será recebido por Deus em seu Reino?”
 
     Como serei recebido por Deus no meu juízo?
     Mas, como pecador arrependido.
     Como me apresentarei diante do Altíssimo?
     Mas, coberto de pecados.
 
     Com as mão vazias.
 
     Sem méritos pessoais. Sem dignas preces minhas. Com minhas comunhões mal feitas. Com meu zelo de Boanerges. Com minhas chagas. Com minhas dores. Com minhas derrotas e com minhas quedas miseráveis. 
     Com minha juventude maliciosa.
     Com minha velhice inútil.
 
          “Preces meae non sunt digne,
          Sed Tu, bonus, fac benigne,
          ne perenni cemer igne”.
 
     Minhas preces? Elas não são dignas. Nem sequer minhas preces são dignas. Mas Tu, ó único Bom, faz com que bondosamente eu não queime eternamente no fogo do inferno a que tantos me votam.
     Como instrumento velho e vil que não soube bem trabalhar. Como professor que, pelo exemplo, não soube tanto ensinar. Como velha espada que perdeu o gume de tanto golpear.
     Como me apresentarei então diante do Divino Juiz? 
 
     Com meus pecados.
     Mas, com minha esperança.
     Como me apresentarei diante do Altíssimo?
 
     Caro senhor Homero, conheci um escultor que tinha um só ferro de esculpir, uma só goiva, velha, pequena e gasta, quase sem corte. Mas à qual ele estava habituado como a seus dedos. E ele era tão pobre e tão mau escultor, que não tinha dinheiro para comprar outra goiva. Então, só usava aquela, a velha, a gasta, a quase sem gume. E não tinha patrocinadores de suas comodidades ou goivas.
     Afinal teve a sorte de fazer algumas peças menos feias, e pode comprar algumas goivas novas e afiadas. Mas, acostumado que estava com sua velha goiva pequena e gasta, por fidelidade à sua velha goiva fiel, ele preferia usar aquela que sempre usara, ao invés de goivas bem melhores.
     Fidelidade de velho artesão.
     Essa fidelidade do velho escultor à sua goiva, gasta e velha, me fez lembrar de Davi, que preferiu usar sua funda de pastor do que a armadura e a espada afiada e forte de Saul, quando foi enfrentar Golias.
     Assim também velhos cruzados, preferiam usar suas velhas espadas gastas do que novas, que não haviam sido suas companheiras de combate.
     Essa é minha esperança.
     Que Deus perdoe este professor que ele usou como velha goiva sem gume e sem valor, mas que usada por Deus benevolamente pode ser instrumento índigo de tantas conversões.
     Daí, a minha esperança na eterna fidelidade de Deus, que prefere usar goivas indignas para fazer suas obras. 
     Como me apresentarei diante de Jesus, meu Juiz terrível e pleno de misericórdia?
     Mas só posso me apresentar como sempre fui e como sou: pecador e combatente. Como pecador miserável, que pede perdão, e como professor combativo que gastou a voz, a vida e a honra, para ensinar o catecismo.
     Apresentar-me-ei com meus pecados.
     E com minha esperança.
     Apresentar-me-ei coberto de culpas e coberto de escarros daqueles que me odeiam e me caluniam. Apresentar-me-ei com a esperança de que Deus, por misericórdia se lembre de meus combates, de minhas polêmicas, de minhas aulas, de minhas cartas.
     Desta carta.
     Que Ele leve em conta, por sua infinita misericórdia, as milhares de almas que Ele converteu, dando-me argumentos que trouxeram tantos moços e tantas moças para junto dEle. Tantos que levei ao Batismo. Tantos que Ele – usando uma velha goiva gasta – se dignou a converter em belas imagens suas, usando a velha e gasta e indigna goiva da palavra de um professor.
     Usando minha palavra, minha espada.
     Meu caro senhor Homero, minhas culpas são grandes e é normal que um ancião que tem que ver as letras aumentadas por lentes de aumento, veja também meus defeitos e culpas maiores do que são. Isso é normal. Ainda mais para um avô que usa como lentes para ver pecados de quem não conhece, a lente de dois netos padres, sacerdotes e professores, hoje em Roma.
     Hoje, em Roma…
 
     A justiça vista através da lente de aumento de seus netos padres faz parecer ainda maior a minha maldade. Mas minha esperança está no nome do Senhor. Que só Deus é meu Juiz. Ele cuja misericórdia é para aqueles que o temem.
     Não serão os professores que ensinam atualmente em Roma que me julgarão. Mas Cristo, que morreu também por este pecador por este professor, que lhe escreve agradecido.
     O Juízo de Cristo me faz tremer. Mas sei que sua misericórdia é para aqueles que o temem e que tremem diante dEle.
 
Misericordia ejus timentibus eum.
 
     E ainda o dia do Juízo não chegou para mim. Estou vivo e meu Redentor vive.
     A Ele suplico, pois, por meio de Nossa Senhora, a quem dediquei todo meu apostolado, que tenha pena de mim pecador, e que por sua infinita misericórdia repare na messe de almas, no trigal dourado que fiz ondular ao vento de Deus. Que pelo trigal que plantei com minhas mãos sujas, grosseiras e brutas, conceda que se faça  um pão.  Conceda que se faça um sacerdote, que dizendo a um pão: ‘Hoc enim est Corpus meum” faça a transubstanciação.
     Pois eu também tenho “filhos” que espero ver subir ao altar de Deus. 
     Que, em meu julgamento, repare Deus na bondade das almas que conquistei para Ele, e que só a graça dEle fez bem mais justas que o professor. E que rezam pelo professor.
     Que Deus se lembre de que foi Ele mesmo que insistiu em usar uma velha goiva, uma funda bruta, uma velha, e gasta, e indigna espada para combater por Deus e pela Santa Igreja nestes dias de calamidade e de horror.
     Deus, que fez fecunda a minha juventude e meu apostolado, cubra Ele nossa velhice, senhor Homero, com a abundância de sua misericórdia (Sl. XCI,11).
     Que Deus tenha pena de nós e perdoe a todos nós, e particularmente a mim, pecador, que só quis combater por Ele e que sou julgado e condenado pelo senhor e por seus netos sacerdotes que não me conhecem.
     Só Deus nos julgará. E que neste Natal como prova de sua misericórdia lhe conceda um santo Natal.
     E a mim, o seu divino perdão. E quem sabe, também me concedendo sua compreensão, sua amizade e sua oração.
     Até breve.
     Se Deus quiser, no céu.
 
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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