Montfort Associação Cultural

23 de novembro de 2004

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Como comungar?

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Marcos
  • Localizaçao: Porto – Portugal
  • Religião: Católica

Desde já peço que me desculpem a minha ignorância mas já há muito tempo que tenho estas dúvidas mas tenho vergonha de perguntar a alguém conhecido e não me lembro de ter aprendido na catequese, por isso se tivesse bondade em me responder agradecia-lhe do fundo do coração.

As minhas dúvidas são durante o decorrer da eucaristia: – quando estamos ajoelhados e o padre diz: “este é o corpo…”, o que é que devemos dizer em pensamento.

- quando vamos comungar, mais propriamente quando nos ajoelhamos no final, devemos agradecer, ou seja, dar graças, existe alguma oração em especial ou devemos agradecer de uma forma pessoal.

Desde já agradeço. Muito obrigado!

Muito prezado Marcos, salve Maria!

Agradaram-me suas perguntas, pois indicam o seu santo desejo de louvar corretamente a Nosso Senhor, na Eucaristia.

Na hora da consagração, é costume de muitos repetir a frase dita por São Tomé, quando reconheceu a Jesus ressuscitado: “Meu Senhor e meu Deus”.

As orações que podemos fazer para Nosso Senhor, quando comungamos, são livres. Cada um diz a Nosso Senhor o que precisa, e o que deseja.

Normalmente, as orações da Ação de Graças, após a Comunhão, podem seguir o seguinte esquema:

1) Atos de adoração a Jesus, Deus e homem, realmente presente na Hóstia consagrada. (Em manuais antigos de oração, ou em catecismos velhos, você certamente encontrará essas orações com facilidade).

2) Atos de Fé, na presença real de Cristo na Hóstia consagrada; atos de esperança, de que Jesus atenderá o que lhe pedirmos. Atos de caridade ou de amor a Jesus, pelos infinito benefícios que nos faz, por se dar a nós como alimento da alma e do corpo.

3) A seguir, pode-se pedir perdão a Jesus Cristo pelos pecados que cometemos, no passado, e por recebê-Lo tão mal em nosso coração.

4) Devemos também agradecer a Nosso Senhor por todos os benefícios que nos fez em nossa vida, particularmente pelas graças que nos concedeu, desde que nascemos.

5) Depois, convém que peçamos tudo o que precisamos, e tudo o que necessitam nossos pais, parentes, amigos e inimigos.

E até é muito bom pedir todos os bens, antes que todos, pelos que nos fizeram mal.

Devemos pedir antes os bens espirituais de que precisamos, as graças para evitar que pequemos, para vencer nossas tentações e defeitos morais. Só depois devemos pedir por nossas necessidades materiais, por menores que sejam. Devemos pedir os bens materiais condicionando o pedido ao bem de nossas almas, para que nos levem ao céu. Caso contrário, devemos dizer a Nosso Senhor, que se um bem material, que pedimos, irá prejudicar ou dificultar nossa salvação, que Ele não no-lo conceda.

Devemos conversar com Nosso Senhor como nosso Pai, nosso irmão, nosso amigo. Como conversamos com nosso médico, que nos cura, como nosso Mestre que nos ensina, como nosso Juiz justo e misericordioso, para que nos perdoe, como nosso Capitão que nos leva ao combate, como nosso modelo nas discussões com os fariseus que são seus inimigos, etc.

Nesse colóquio com Jesus presente na Hóstia consagrada, convém dizer a Ele o que nos vier ao coração, sem seguir o que está nos livros, mas falando interiormente com Nosso Senhor, como a graça nos inspirar.

Por fim, é muito conveniente agradecer a Nossa Senhora a graça de ter recebido a sagrada Hóstia, pois que todas as graças nos vem por meio de Nossa Senhora. Foi por meio dela que Jesus veio ao mundo. Só por meio dela, Ele vem a nossos corações.

E, quando você comungar, peça a Nosso Senhor que tenha misericórdia e pena de um velho professor que só quer servi-Lo.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli.

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