Montfort Associação Cultural

20 de fevereiro de 2005

Download PDF

Comitê da ONU condena clonagem

Um comitê da Assembléia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) aprovou ontem uma declaração que pede aos governos do planeta a proibição de todas as formas de clonagem humana, incluindo as que envolvem os estudos com células-tronco embrionárias.
Numa votação acirrada (71 votos a favor da declaração e 35 contra, com 43 abstenções), o comitê legal se declarou a favor da proposta, feita pelo governo de Honduras e apoiada pelo governo dos Estados Unidos. Agora, a medida deverá ser votada pela assembléia de 191 países-membros da ONU.
Segundo muitos cientistas, a clonagem terapêutica, que ainda está longe de ser uma realidade, poderia se tornar uma fonte de células-tronco (capazes de se transformar em qualquer tecido do organismo) e atacar grande número de doenças hoje irreversíveis. Mas, para obter tais células, seria preciso destruir os embriões de onde elas são retiradas -coisa que, para o governo George W. Bush e diversas religiões, equivale a um assassinato.
O tema vem sendo debatido pelo comitê legal desde 2001. Apesar da pressão do governo americano, os membros da comissão não chegavam a um acordo: muitos defendiam proibir apenas a clonagem reprodutiva (ou seja, produzir um bebê com as mesmas características genéticas de outra pessoa) e liberar as pesquisas com potencial terapêutico.
A proposta de Honduras falava em “proibir todas as formas de clonagem humana, já que são incompatíveis com a dignidade humana e a proteção da vida humana”. Países como o Reino Unido, que já deu permissão a cientistas para estudar a clonagem terapêutica, colocaram-se contra a medida. Grupos antiaborto nos EUA aplaudiram a decisão.

TAGS

Para comentar esta publicação

O site Montfort não permite a inclusão de comentarios diretamente em suas publicacões.

Para enviar comentários, sanar dúvidas, obter informações, ou entrar em debate conosco, envie-nos sua carta.

Saiba mais