Montfort Associação Cultural

8 de fevereiro de 2007

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Comentários de leigos durante a Missa

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Clarita
  • Localizaçao: Joinville – SC – Brasil
  • Escolaridade: Superior incompleto
  • Religião: Católica

Boa tarde prof. Fideli, quantas perguntas ricas sobre liturgia encontrei neste site, quantas dúvidas resolvidas, quanto conhecimento obtive. Parabéns, nós catolicos precisamos de catequese.
Mas a minha pergunta é especifica sobre o papel do comentarista, pecebo que o comentarista as vezes se espalha de mais, com comentários ao meu ver desnecessários, por exemplo aqueles comentários antes das leituras dos salmos evangelho, como fica esta atitude, é correto?Aproveitando, mais um a dúvida, na hora da consagração toda a assembléia deve ficar de joelhos? Inclusive os leitores que se encontram no presbitério?
Agradeço,
Clarita

Muito prezada Clarita,
Salve Maria.
 
     Muito obrigado por suas bondosas palavras a respeito do nosso trabalho. Peço-lhe que reze por nós da Montfort.
     Quem deve normalmente ensinar o povo, através da explicação da epístola e do evangelho do dia, é o sacerdote. Para isto ele deveria ter estudado Filosofia, Teologia e exegese no tempo de formação em seu seminário. Não tem cabimento permitir que leigos ensinem em celebrações litúrgicas. Esse papel cabe só ao clero.
     Você deve ter percebido como honrarias concedidas a leigos causam normalmente ciumes e divisões na paróquia. Lembro-me das brigas de comadres para carregar o andor em meus tempos de infância. Imagine-se as raivinhas e fofocas causadas pela concessão a um leigo — e por vezes a uma leiga — de fazer comentários aos textos. Permitir a um leigo comentar os salmos — textos dos mais difíceis de comentar – então, é absurdo. Tudo isso são abusos trazidos pela Nova Missa de Paulo VI, que o Papa Bento XVI, ao que dizem as notícias do Vaticano, vai reformar logo mais, se Deus quiser.        
     
     Quanto a ficar ajoelhado na hora da consagração, evidentemente todos devem ficar de joelhos. Pois que, se São Paulo disse: ”Ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e no inferno”
(Filipenses II, 9-11), diga ao padre — com todo o respeito — que também na sua paróquia isso é obrigatório.
   
     Escreva-me sempre, pois que se um dia for dar palestras em Joinville, gostaria de tê-la entre meus ouvintes.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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