Montfort Associação Cultural

8 de janeiro de 2010

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Comentário de um ex-membro sobre a TFP

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Maikon Luiz Pallu
  • Localizaçao: São José dos Pinhais – PR – Brasil
  • Escolaridade: 2.o grau incompleto
  • Profissão: Professor de Ed. Infantil
  • Religião: Católica

Caro Profº Orlando, primeiramente que parabenizá-lo pelo site é de ótima qualidade, com muitas informações que ajudam aos leitores. Mas, o meu assunto é sobre a TFP, bem, conheci ao acaso quando membros vieram em minha casa para a visita da imagem de Nossa Senhora, conheci a sede em curitiba, participei por 2 anos, nesse tempo minha vida tinha mudado pois, eu não era o mesmo, esta me revoltando com coisas que via em minha paróquia muitas vezes perdendo amigos por causa de minha opção pela TFP, muitas pessoas me alertavam que lá não era um lugar apropriado para mim, porque até então percebi que a linha de pensamento era totalmente diferente com a que meus pais criaram em mim desde pequeno, bem é como se eu tivesse sito impenotizado e estar num sonho, quando acordei (Decici sair da sede) votei à realidade. Deixo minha opinião sobre lá Recebiamos uma formação de doutrina boa, apenas com algumas coisas que eu acho “Fanatismo” como o “Culto” ao fundador e sua mãe eles consideram os dois como “deuses”, as vezes colocavam Nossa Senhora em primeiro lugar se esqueciam de Deus em partes lembrando que Deus o criador e Sua mãe Nossa Senhora a veneração, eram contra o Concilio Vaticano II pra mim quem é contra isso é contra o papa e seus ensinamentos, sempre falavam mal de Jaão Paulo II , devido ao seu jeito ecumênico, de acolher os povos, também estar praticamente o dia inteiro rezando, madrugada também, enfim, conversas na sede só sobre o fundador e seus ensinamentos. Bem eu sai de lá já faz uns 2 anos por motivos que ingressei com meu Curso de Formação de Docentes, começei a discutir coisas relacionadas aos dias atuais e expor minhas idéias sobre os assuntos, mas eles não concordavam pois eram contra e pra mim preconceito é crime, e além disso vivem num luxo, não é preciso viver de riqueza pra ser feliz. Se eu encontrasse o “deus ” Plinio pedia a ele para ser MAIS CATÓLICO!

Agradeço a Compreesão!
Maikon L. P.

Muito prezado Professor Maikon, salve Maria.
 
Graças a Deus, você saiu da TFP. Saiu por algumas boas razões. E a principal foi ter percebido a fanatização em torno de Dr. Plínio e da mãe dele. Você chega a dizer que os tefepistas os tinham como deuses. Na verdade, você perebeu que estavam tentado levá-lo a uma fanatização na qual se substtituia Cristo por Plínio e Nossa Senhora por Dona Lucília. Graças a Deus, eles não tiveram tempo e nem oportunidade de doutriná-lo mais profundamente, pois se você tivesse ficado mais tempo por lá teria recebido uma doutrina romântica de tedência gnóstica que o levaria  a aceitar a mentira como legítima e a desprezar a “tabela dos dez mandamentos”. Dr. Plínio ensinava ocultamente seus fanáticos de que, no Juizo, Cristo não nos julgaria por meio da “tabela dos dez mandamentos”.
 
Os tefepistas e os Arautos mantêm por trás de suas entidades de fachada uma sociedade secreta – A Sempre Viva – que tem uma doutrina completamente heterodoxa.
 
Você não deixou claro se a TFP com que teve contato em Curitiba é a dos Provectos da TFP ou se é a dos Arautos do Evangelho. Como fala de luxo, temo que seja a TFP dirigida por trás do pano do Monsenhor Scognamiglio, aquele que foi a menina dos olhos de Dr. Plínio.
 
Para atrair incautos, os tefepistas atacam os erros decorrentes do Vaticano II.
 
Por fim, sobre este Concílio, devo lhe dizer, no entanto, que ele não foi infalível. Tanto que o Papa Bento XVI está promovendo a sua  correção. E o que é infalível não pode ser corrigido.
 
O Cardeal Joseph Ratzinger, hoje o Papa Bento XVI, gloriosamente reinante, afirmou clarissimamente que o Vaticano II não foi infalível, e que muitos – erradamente – o têm como super dogma:  
 
A verdade é que o próprio Concílio não definiu nenhum dogma e conscientemente quis expressar-se em um nível muito mais modesto, meramente como Concílio pastoral; entretanto, muitos o interpretam como se ele fosse o super dogma que tira a importância de todos os demais Concílios.” (Cardeal Joseph Ratzinger, Alocução aos Bispos do Chile, em 13 de Julho de 1988, in Comunhão e Libertação, Cl, año IV, Nº 24, 1988, p. 56).
 
E o próprio Papa Paulo VI, num discurso feito em Janeiro de 1966, perguntou qual era a autoridade do Vaticano II, que grau de autoridade ele utilizara, e respondendo a essa questão, disse:
 
Há quem se pergunte que autoridade, que qualificação teológica o Concílio quis atribuir aos seus ensinamentos, pois bem, sabe-se que que ele evitou dar solenes definições dogmáticas envolventes da infalibilidade do Magistério Eclesiástico. A resposta é conhecida, se nos lembrarmos da Declaração Conciliar de 6 de Março de 1964, confirmada a 16 de Novembro dese mesmo ano: dado o caráter pastoral do Concílio, evitou este proclamar em forma extraordinária dogmas dotados da nota de infalibilidade. Todavia conferiu a seus ensinamentos a autoridade do Supremo Magistério ordinário” (Paulo VI, Discurso na audiência de 12 de Janeiro de 1966. Os destaques sáo nossos).
 
Nada mais claro: o Vaticano II não proclamou dogmas infalíveis.
  
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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