Montfort Associação Cultural

26 de janeiro de 2005

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Combate Apologético

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Wagner Herbet Alves Costa
  • Localizaçao: Itapetinga – BA – Brasil

Viva Cristo Rei! Viva a Virgem de Guadalupe!

 Wagner Herbet Alves Costa  Itapetinga-BA    Prezado Prof. Orlando Fedeli     Sei que já estou abusado da tua paciência e da paciência do pessoal da  Montfort, por ter enviado já tantos escritos. Permita-me, chamar vossas  atenções para mais este – que aliás é bem maior que os anteriores (pois se  fez necessário). Por isso mesmo, dividi-lo-ei em  2 (duas) partes.

  Achei uma carta que foi enviada a esta associação que creio que  merece a minha atenção a fim de ser devidamente tratada, desmascarando – mais  ainda – toda a ignorância e ignomínia que ela contém. É de um protestante  denominado Cleomar; o qual se mete a excursionar de um lugar que ele pouco  conhece para outro que ele tanto ignora. Ou seja, indo (o herege) não só por  caminhos bíblicos-teológicos; mas também adentrando pela História.

  Ele começa falando que a História registra a arrogância dos papas.

 Mas, omite (ou desconhece) a que mesma registra a arrogância de tantos e  tantos líderes do protestantismo: a começar pelo “senhor” Martinho Lutero.

 Que, num momento de fúria insana, levou-o a ser co-responsável pelo  extermínio de milhares de pessoas: < infrutíferos, que Münzer crescia, pôs-se ao lado das autoridades e  descarregou como uma bomba o seu escrito… Um documento de inclemência e de  ódio, só compreensível como uma arma de combate contra o diabo, que Lutero  via em Münzer e nos seus… Sufocaram a revolução dos camponeses com  crueldade que mesmo naqueles rudes tempos causou horror. O furor, as  torturas, as violências e as batalhas, pareciam que não teriam mais fim;  pelo menos 30.000 camponeses perderam a vida [VEIT, Valentim, História  Universal, Livraria Martins Editoras, SP, 1961, Tomo II, pp. 248-249].

  E veja, ainda, o que esse irascível “pai de todas as igrejolas (como  o prof. Orlando costuma dizer) protestantes” arrogantemente dizia: <<"Quem  não crê como eu, é destinado ao inferno. Minha doutrina e a doutrina de Deus  são a mesma coisa. Meu julgamento é o julgamento de Deus" (Weimar X2 Abt. 107) [NAVARRO, Lúcio, Legítima Interpretação da Bíblia, 2a. edição,  Campanha de Instrução Religiosa Brasil-Portuagal, Recife, 1957, p. 56].

  Só para você (Cleomar) ter uma idéia – segundo o que disse Martinho  Lutero – deduz-se que, mais de 90% dos protestantes estariam condenados ao  Inferno (por não crer como ele).

  Vejamos um dos pontos doutrinários defendidos pelo citado líder da  Reforma Protestante: < nesse sacramento uma mera cerimônia comemorativa, de significação  simbólica… Lutero, porém, obstinou-se na sua concepção mais próxima do  sacrifício da missa, mais mística e sensível… Lutero irritou-se com ele,  impaciente, encrespou-se contra o adversário, viu novamente o diabo diante  dele e repeliu o suíço como herege e blasfemo [VEIT, Valentim, História  Universal, Livraria Martins Editora, SP, 1961, Tomo II, p. 255]… Somente  por esse ponto doutrinário, você (Cleomar) e todos de sua comunidade  religiosa – nas palavras do afamado reformador – seriam hereges e blasfemos;  você concorda com essa inferência?

  E Calvino, outro também de desgraçada memória, não perdia para  ninguém em arrogâncias: < instrumento de Deus… toda resistência contra ele devia ver-se uma  resistência contra Deus [VEIT,Valentin, História Universal, Livraria  Martins Editora,SP, 1961, Tomo II, p.261]… E tu, Cleomar, acreditas no que  acreditava João Calvino? Crês, por conseguinte, que determinadas pessoas já  nasçam destinadas ao inferno?

  Cleomar diz que a Bíblia fora tirada das mãos do povo para que este  não se abrisse ao entendimento. AH! AH! (só rindo!) Pois depois que abriram  a Caixa de Pandora, que é o protestantismo, nunca mais houve paz doutrinária  sobre a terra. O famigerado postulado do Livre Exame – perpetrado pelos  malditos reformadores – só causou desentendimento e divisão.

  Observe a conclusão a que chegou Martinho Lutero, depois dele  próprio constatar os nefandos efeitos da Bíblia nas mãos de cada um, sendo  livremente interpretada: < receber de novo os decretos dos concílios (católicos) a fim de conservar a  unidade da fé contra as diversar interpretações da Escritura que por aí  correm” (Carta de Lutero a Zwinglio, Le Christianisme temps present, Tomo  IV (7), p. 289) [http://geocites yahoo.com/jf_m2001/52.htm].

  Em seguida, Cleomar, vem com a “estória” de que a Ciência deu  um salto depois do protestantismo. E o curioso, é que, um dos grandes  inventos tecnológicos em prol da humanidade – que ajudou a dar um verdadeiro  “salto de qualidade” – ele próprio (Cleomar) referiu-se: a invenção da  imprensa,e a mesma foi desenvolvida ANTES da Reforma Protestante.

Inclusive,  costuma-se enfatizar que o primeiro livro impresso (no mundo Ocidental) foi  a Bíblia – a conhecida Bíblia de Guttemberg (ou de 42 Linhas) – a qual,  aliás, traz todos os livros deuterocanônicos (que infelizes protestantes  chamam de apócrifos).

  E daí se a Ciência, por causa do protestantismo, tivesse, de fato,  dado saltos, piruetas e até cambalhotas rumo a um sobre-destacamento…

 Pois, o que adianta ter todo o desenvolvimento científico se se perder a sua  alma? As únicas ciências que asseguram a Vida Eterna são as da Fé e Moral,  nas quais o papa é seu infalível intérprete. [Quantos cientistas - que  sequer acreditavam em Deus - os quais devem ter ido para os quintos dos  infernos. E santos que, em vida, foram analfabetos e rudes, até aversos a  tecnologia (como João Batista); mas, que, por terem permanecido no ensino  infalível da Igreja, alcançaram as moradas eternas.]   Ademais, imitando o estilo de um grande esgrimista das palavras – que  conheço pela fama de seus escritos (o qual, na hora que se faz necessário,  sabe usar – e muito bem – o tacape), direi eu: “O que provaria, por fim?

Que  os protestantes são bons em produzir desenvolvimento científico – mas é isso  que apregoa o Evangelho?”   O tal Cleomar diz lamentar que a Igreja ainda se coloque como a dona  da verdade e tache, conseqüentemente, os protestantes de mentirosos. Ora, não  é a Igreja que diz que ela é dona da verdade, é a Bíblia que professa: “A  Igreja do Deus vivo: coluna e sustentáculo da verdade” (1 Tm 3,15). [Se bem  que, ela poderia até se denominar de "dona" (no sentido de "senhora" ou  "esposa") da Verdade (que é Cristo); porquanto, de fato, a Igreja é Dona  (isto é, esposa) da Verdade.

  E Cleomar, se a Igreja - como a Bíblia afirma - é quem sustenta a  verdade no mundo; como você chamaria aqueles que ensinassem coisas  diferentes das que ela ensina? Denominá-los-ia de verdadeiros e autênticos,  ou justamente o contrário?

  E, responda-me, esta curiosidade minha: "Se a Igreja não é "dona"
 (usando de suas próprias palavras) da verdade, quem é? Você, Cleomar? A sua  igrejinha?... Ou a do Lutero, ou a do Zwinglio... E se ninguém é dono da  verdade; então, por que você julga e condena os católicos?

  Ele tenta explicar donde (não Bíblia) os protestantes tiram que devem  ler a Escritura Sagrada e cita, como explicação, a passagem que diz: "Errais  em não conhecer a Escritura". Ora, não sabe o sr. Cleomar que há uma enorme  diferença entre "ler" e "conhecer" (no sentido de "compreender" ou  "entender"). Se não sabe, então eu explico direitinho; e para tanto trarei o  seguinte exemplo: Cleópatra e Marcos lêem a Bíblia; contudo, pouco a !

 [Compreendeu seu Cleomar?]   Por trás desse discurso de ter que ler a Bíblia – por vezes – está o  conceito da auto-suficiência iluminativa; isto é, cada um julga-se iluminado  diretamente pelo Espírito Santo – o que dispensaria a existência de um  legítimo magistério que a interpretasse validamente. (Noutras palavras:  espírito de rebelião é o que está embutido nesse ímpio conceito! E, de fato,  é este espírito maligno que move todo o protestantismo – e não o Espírito  Santo)… Associado, por conseguinte, a outro nauseabundo conceito de que a  Bíblia seria de fácil entendimento. Pois bem, eis que diz S. Pedro: “A  pontos difíceis de entender, que o os ignorantes e vacilantes torcem, como  fazem com as demais Escrituras, para a sua própria perdição” (2 Ped 3,16).

  O próprio heresiarca-mor (Lutero) começou dizendo que até uma  criancinha poderia ler a Escritura, que a entenderia. Depois mudou  completamente de idéia: <<"Lutero começou declarando que a Bíblia podia ser  interpretada por qualquer um "até mesmo pela humilde criada do moleiro;  antes, até uma criança de nove anos". Mas tarde, quando os Anabatistas,  Zwinglianos e outros contrariaram as suas vistas, a Bíblia tornou-se para  ele "um livro de heresias", muito obscuro e difícil de entender"
(“Martinho  Lutero”, John A. O”Brein, Ed. Vozes, 1959, p. 32) [AQUINO, Felipe Rinaldo  Queiroz de, A minha Igreja, Editora Cléofas, Lorena-SP, ].

  A questão é ler ou deixar de ler a Bíblia, mas de querer colocar a  interpretação particular (do que foi lido) acima do Magistério da Igreja e  da Tradição.

  Cleomar menciona que a Igreja queimou bíblias.

  Queimou, por certo, é porque havia bíblias contendo sérios erros  em suas traduções. [Algumas traduções que surgiram ao longo dos séculos  possuíam centenas ou milhares de erros, conforme críticas de "experts" tanto  católicos como protestantes.] Ou seja, eliminou versões adulteradas e/ou  deformadas da Palavra de Deus (o mesmo procedimento que, hodiernamente, se  faz com medicamentos adulterados – dado o perigo que são). Além do que, a  mais perfeita tradução de uma bíblia protestante é, em si, um erro. Haja  vista, toda bíblia protestante ser uma bíblia herética, por princípio.

[Pois  mesmo que contenha os deuterocanônicos, estes são apresentados como não  sendo inspirados - e, portanto, o erro é difundido do mesmo jeito.]… E  Calvino não queimou também bíblias (e olhe que não foi só bíblias!) que  julgara conter erros?

    Bibliografia   – AQUINO, Felipe Rinaldo Queiroz de, A minha Igreja, Editora Cléofas,  Lorena-SP,  – BÍBLIA DE JERUSALÉM, Editora Paulus, SP, 1996.

 - NAVARRO, Lúcio, Legítima Interpretação da Bíblia, 2a. edição, Campanha de  Instrução Religiosa Brasil-Portugal, Recife, 1957.

 - VEIT, Valentin, História Universal, Livraria Martins Editora, SP, 1961,  Tomo II.

   P.S.: Se todos tivessem a mesma capacidade de entendimento da Bíblia; então,  todos os cristãos deveriam recebem o dom do doutorado. Mas a Bíblia afirma  justamente o contrário – que nem todos são doutores. “Porventura, são todos  apóstolos? Todos profetas? Todos doutores?…” (1 Cor 12,29). E se fossem,  então, a Igreja deixaria de ser um corpo; porquanto para ser corpo é preciso  ter membros  diferentes, com funções diferenciadas. De fato: “Os membros não têm a mesma  função” (Rm 12,4), “Cada um por sua parte” (1 Cor 12,27). “O que tem o dom  de serviço, o exerça servindo; quem o do ensino, ensinando; quem o da  exortação, exortando” (Rm 12,7-8). Portanto, o conceito de Livre Exame das  Escrituras afronta o próprio arcabouço de ser Igreja.

  Quanto ao pedido de perdão do Papa. É um pedido de perdão pelos pecados dos  filhos da Igreja. Que, afinal de contas, no fundo, a Igreja sempre estar a  pedir – em cada Santas Missa, em cada reza do Terço, etc. Porquanto, em cada  Pai Nosso está escrito: “Perdoai as nossas ofensas” – reconhecendo que os  cristãos (nós católicos) continuamos a “entristecer” a Deus com os nossos  pecados.

  Além do mais, se Deus, que é Pai, é ofendido pelos atos de desatinos que os  católicos (clérigos e leigos)praticaram ao longo dos séculos; também a  Igreja, por ser mãe, nossa Mãe, ela é ofendida. A Igreja, por conseguinte,  não é culpada pelos pecados dos católicos (seus filhos); ela é vítima.

  Quisera que o papa, quando fez o pedido de perdão pelos pecados dos FILHOS  da Igreja, tivesse se lembrado de pedir perdão pelos inimigos dela – pois é  ensinamento de Cristo rezar pelos que nos perseguem. Quem sabe até fosse uma  oração semelhante a que eu imaginei e que escrevo logo a seguir:   – Senhor, tende piedade daqueles povos e nações que não aceitaram o teu  Cristo, Jesus de Nazaré, e nem a tua Igreja – nutrindo, muitas vezes  terrível hostilidade contra ambos. Convertei-os, todos, à vossa Santa  Religião Católica.

 - Senhor, tende piedade daqueles que, malignamente(sejam pela força das  armas, sejam em conciliábulos ocultos ou mesmo em escritos caluniosos),  combateram de inúmeros modos o Catolicismo. Trazei-os ao redil da Igreja!

 - Senhor, Deus de misericórdia, perdoai os hereges que tanto mal vêm fazendo  a sua Igreja ao longo dos séculos. Convertei-os ao Catolicismo!

   ENCERRO, POR AQUI, A PRIMEIRA PARTE.

Muito prezado Wagner, salve Maria !

Novamente agradeço sua cooperação e o louvo por criticar com força e habilidade os hereges inimigos de Deus e de sua única Igreja, a Igreja Católica Apostólica Romana. Que Deus o recompense por seu zelo. Escreva-nos sempre.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

Replica

Viva Cristo Rei! Viva a Virgem de Guadalupe!

 Wagner Herbet Alves Costa  Itapetinga-BA   

Venho aqui dá prosseguimento a defesa da Santa Fé  Católica contra as injustas e contraditórias afirmações do  herege Cleomar.

 O Sr. Cleomar, como a maioria dos hereges  protestantes, não sabe que a glória que Senhor Deus não dá a  ninguém é a sua glória de divindade; mas que, por outro lado,  ele concede – às criaturas – outras glórias. Com efeito, está  escrito: “Deus concede graça e glória” (Sl 84(83),12). “O   que… Deus preparou para nossa glória” (1 Cor 2,7). “Os  que chamou, também os justificou, e os que justificou, também  os glorificou” (Rm 8,30).

 E do mesmo modo que existem graus diferentes de  brilhos entre as estrelas (cf. 1Cor 15,40ss); há também graus  diferenciados de glória. Ou será que tais hereges também  ignoram que: uma é a “glória de Deus” (At 7,55) e outra é  a “glória dos filhos de Deus” (Rm 8,21).

 Eis que este que vos escreve e vos ensina, não com  palavras de homens rebeldes a Igreja, mas com palavras de  Deus. E, na fé, testefico: “Vi outro Anjo descendo do céu,  tinha uma grande poder e a terra ficou iluminada com a  sua glória” (Ap 18,1). [Percebeu, ó herege Cleomar: que o  Anjo descia e  que ele tinha glória!]  Responda-me, Cleomar (que, possivelmente, acha-se  conhecedor, e quiçá, até doutor em Escritura) o que significa  as seguintes palavras de nosso Senhor Jesus Cristo: “Eu lhes  dei a glória que me deste” (Jo 17,22)?

 …O Deus da Revelação é um Deus glorificador e o teu “Deus”,  Cleomar?

 Agora, certamente, aos hereges, resta uma vida sem  graça e sem glória. Inclusive, a ressureição deles é uma  ressurreição inglória (destituída de corpo glorioso).

 Diferente da ressurreição dos justos.

 ”Deles (dos hereges) até o que tem lhes será tirado e dado ao  que já tem!”  “Glória, honra e paz para todo aquele que pratica o bem”
 (Rm 2,10)!

 Que perguntar para ser salvo? – pergunta Cleomar.

E  ele mesmo responde: “Crer no Senhor Jesus”. Mas,  infelizmente, até no crer os protestantes são hereges. Pois,  em geral, o crer deles é uma fé fiduciária – é acreditar que  Jesus é somente meu salvador pessoal. E crê em Cristo  significa acreditar que ele também é meu legislador – cujas  leis e mandamentos estou obrigado a seguir para que eu  consiga alcançar a salvação eterna.

 A seguir, o sr. Cleomar com ingnorância (ou seria  arrogância?) questiona por que a Igreja se diz salvadora, e  completa dizendo: “Quem morreu na cruz? Cristo ou a Igreja?”
 Primeiramente, o herege Cleomar – por não conhecer direito as  Escrituras – não sabe que o verbo salvar também é aplicado  para aqueles que são instrumentos de Salvação. Daí, S. Paulo  dizer a Timóteo: “Perseverás nestas disposições porque, assim  fazendo, salvarás a ti mesmo e a teus ouvintes” (1 tm 4,16). E  S. Judas: “A outros procurai salvar, arrancando-os do fogo”
 (Ju 23)… [Assim como faz essa nobilíssima associação (a  Montfort) com relação a tantos e tantos hereges - obtendo,  inclusive, meritórias e numerosas vitórias.]  A Igreja, contundo, costuma referir-se, a respeito  de si mesma, como sendo participante do mistério salvífico de  seu Senhor(Jesus Cristo): e com toda razão, haja vista -  conforme está na Bíblia (inclusive, na bíblia herética  dos “evangélicos”!)- a Igreja é o Corpo de Cristo (cf. Col  1,18; Ef 1,22-23); formando, assim, com este, uma maravilhosa  unidade. É através da Igreja – seu Corpo Místico – que Cristo  é levado aos povos e nações. Por ela é pregada a sua palavra  de salvação; por ela é comunicada a graça santificante (via  sacramentos); por ela são abençoados homens e mulheres…

 Com efeito: “Fora da Igreja não existe salvação”!

 Tu dizes que a homenagem “só″ a Deus. A Bíblia  afirma o contrário:  – “Reverenciareis meu santuário” (Lv 19,30). [[Inclusive, no  santuário havia imagens dentro... E agora, josés, sauls e  cleomares protestantes?]]  – “Dai a cada um o que é devido… a reverência a quem é  devida, a honra a quem é devida” (Rm 13,7).

 - “Me recebestes como um anjo de Deus, como Cristo Jesus…

 É bom ser cortejado para o bem sempre, e não só quando estou  presente entre vós” (Gl 4,14.18). [[E depois dizem que  paparicamos muito um homem (se referindo ao papa)! Vejam  então, ó hereges protestantes, o quanto era "paparicado" o  apóstolo Paulo - cuja "paparicação" ele, até, recomendou.]]  – “Asa adormeceu com seus pais… Enterraram-no no túmulo  que tinha mandado cavar para si na Cidade de Davi.

Estenderam-  no num leito repleto de aromas, perfumes e ungüentos  preparados; fizeram em sua honra um fogo grandioso” (2  Cron 16,13-14). [[Estrebuchem com essa passagem bíblica, vós  que negais a devida honra aos mortos. Ainda mais aqueles que  se incomodam com o fogo de algumas velinhas acesas nos  velórios católicos.]]   Maria não foi – ela é – uma grande mulher; aliás, a  mais excelente de todas. Como diz aquele cântico dos Livros  do Cântico dos Cânticos: “Açucena entre os espinhos” (Cant.

 2,2). Ou não sabeis que “os santos jamais passam”  (palavras do Papa João Paulo II); com efeito, está  escrito: “O que faz a vontade de Deus permanece eternamente”
 (1 Jo 2,17). Ou ainda: “Eu lhes dou a vida eterna… jamais  perecerão” (Jo 10,28). [Todos os santos estão vivos em  Cristo; afinal, "Deus não é Deus de mortos"! Digo mais: e  Maria está viva, inclusive, corporalmente!]  Cleomar, prontamente, admite que a Igreja Católica é  a “primeira igreja” (sic) [Aleluia! Aleluia!...finalmente uma  luz no fim do túnel!]. Entretanto, rapidamente, o túnel  desaba na ilógica conclusão do mesmo: de que a Igreja  Católica teria apostatado da fé… Pergunte-se ao ilógico  Cleomar: “Se Jesus disse que “as portas do Inferno não  prevaleceriam” (cf.Mt 16,18) sobre a Igreja; então, como é  que os umbrais infernais venceram-na? Como? E quem deveríamos  acreditar: na “lógica” ilógica de Cleomar ou no que Jesus -  Palavra de Deus – afirmou?… Fica, assim, estabelecida a  problemática (aliás, de facílica solução): Cleomar ou Jesus  Cristo?

 Ele pressupôs que se tivesse no tempo da Inquisição -  por suas opiniões (que, de fato, são heréticas) – seria  queimado numa fogueira inquisitorial. Ah! O que ele esqueceu  é de citar que bem podera ser uma fogueira inquisitorial  protestante (como tantas que no passado houve).

 E se não sabe, sr. Cleomar, a porcentagem de  executados durante o período inquisitorial, segundo a crítica  histórica, fora muitíssimo menor que os inimigos e ignorantes  costumam, indevidamente, proclamar aos quatro ventos -  portanto, na prática, muitos e muitos hereges protestantes  escaparam das labaredas inquisitorias. O que não quer dizer  que, esses hereges, não estavam destinados ao fogo. Pois  lhes restara, sempre, o suplício do fogo do Inferno -  porquanto é para lá que vão as almas dos hereges. “Toda  árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo”
 (Mt 7,19). “Se produzir espinhos e abrolhos, é rejeitada, e  está perto da maldição: acabará sendo queimada” (Hb 6,8).

 Ademais, por “opiniões”, esclareça-me caro professor  Fedeli (pois sei que sois professor de História), alguém era  condenado?… E se o que dizes, sr. Cleomar, são apenas  opiniões – então, no fundo não tendes fé, mas apenas palpites  e achismos (isto é, opiniões); é isso mesmo? Pois eu te digo,  no que tange às verdades da Fé Católica eu não tenho  opiniões, mas certeza e fé! [E se são apenas opiniões, o que  tendes, por que te irritas tanto com os católicos romanos?]  Não precisamos ter saudosismo do período  inquisitorial (aliás, nem deveríamos), entretanto, uma coisa  eu posso afirmar com toda certeza: “TODO PROTESTANTE QUE  MORREU DEVIDO A UMA SENTENÇA INQUISITORIAL CATÓLICA ERA  CULPADO, SIM, DE DIFUNDIR O ERRO – OU PELO MENOS – DE ESTAR  NELE”. [Mas e se, por ventura, tivesse alguém sido falsamente  acusado de heresia e que acabasse sendo executado? Neste  caso, não foi um protestante que fora executado; mas um  inocente católico que acabou perecendo.]  Em suma, todo protestante (como todo herege) – em  linhas gerais – é sempre culpado; jamais inocente.

 O Espírito Santo ensinou-nos pela boca, e pelos  escritos, dos apóstolos: “Não haja divisão entre vós” (1 Cor  1, 10), “estes os que causam divisões… não têm o Espírito”
 (Jud 19). São “astros errantes, aos quais está reservada a  escuridão das trevas para eternidade” (Jud 13). “Eles saíram  de entre nós, mas não eram dos nossos. Se tivessem sido dos  nossos, teriam permanecido conosco” (1 Jo 2,19).

 P.S.: Prezados membros da Associação Cultural Montfort  tenhais sempre o bem da recompensa ante vossos olhos (sem vos  esquecer, é claro, o Bem Absoluto – que é Deus); pois sabeis  que: “Os que ensinam a muitos a justiça hão ser como as  estrelas, por toda a eternidade” (Dn 12,3). E vós tendes  condições de serdes astros de primeiríssima magnitude. Não  desanimeis! Pois uma árdua jornada redunda em gloriosa  compensação…

Muito prezado Wagner, salve Maria!

Muito obrigado por sua nova carta cooperando na defesa da Fé.

Agradeço-lhe acima de tudo a sua ardorosa defesa da Igreja Católica. Só considero exagerados seus elogios a nós da
Montfort.

Sobre a pergunta que você me faz, devo lhe esclarecer, que, no século XVI, época da Reforma protestante, já não
existia a Inquisição, que fora substituída pelo Santo Ofício.

Também lhe esclareço que ninguém era condenado por ter opiniões heréticas, ou por ter crenças heréticas, mas apenas
por propagá-las, e ainda assim, só se a propaganda tivesse acusado danos graves para outras pessoas.

Quero louvar, não só seu zelo, mas sua capacidade de argumentar através da Sagrada Escritura.

Deus o recompense.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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