Montfort Associação Cultural

25 de novembro de 2004

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Che Guevara, um terrorista, sim!

Autor: Marcelo Andrade

  • Consulente: Roberta
  • Localizaçao: Campinas – SP – Brasil

 

Caro sr(autor do texto),

Tenho 16 anos, e me relaciono muito bem com a igreja católica, mas não posso suportar calada, as injustiças cometidas nesse site com Ernesto Guevara,o “Che”,
O sr faz criticas totalmente equivocadas, por exemplo dizendo que Che pois o nome do filho uma homenagem a um lider do URSS, sendo q o Che tem apenas 5 filhos com os nome, Hilda, Aleida, Camilo, Ernesto e Célia.

Não foi apenas nesse ponto q o senhor se equivocou, o sr mostrou indices dos crimes cometidos pelos comunistas e esqueceu de dizer quantos foram cometidos pelos militares

Mesmo porque não existem dados suficientes para colher esses dados pois os comunistas assassinados até hoje não são considerados mortos pois seus corpos estão enterrados em cemitérios clandestinos.

A brutalidade q o sr inssiste em dizer de Che simplismente não existe.Quando ele diz que uma pessoa que não pensam como ele nao podem ser amigos, acho que todos nós pensamos assim.

Em uma Guerrilha muitas pessoas morrem,e sabe por que os comunistas mataram ?Por que se nao morreriam, e morreriam simplismente por que queriam expor suas opiniões.

Quanto ao seu texto contra Che, e defendendo a igreja, acho q uma coisa não tem nada haver com a outra, O senhor deve ser Capitalista

Então só vou lembra-lo de uma coisa, antes de se referir as mortes da guerrilha pare e olhe para os lados, veja quantos mortos o Capitalismo faz por dia, depois dessa reflexão me escreva

Esse texto pode nao ser em norma culta, pois tenho apenas 16 anos, mas espero q o sr ententa e me compreenda

Obrigado
Roberta

Prezada Roberta

Todo católico tem por obrigação ser contra o socialismo. A Igreja Católica, reiteradamente, vem condenando essa nefasta visão de mundo há mais de 120 anos, desde Pio IX até João Paulo II.
No pontificado de Pio XII, por exemplo, um decreto do Santo Ofício excomunga os católicos que colaborarem com o comunismo. Esse decreto continua em vigor. Você poderá consultar esse decreto e alguns trechos de encíclicas papais condenando o socialismo em nosso site (www.montfort.org.br/documentos). Se preferir, posso lhe indicar algumas encíclicas para ler.
A Igreja sempre defendeu, por meio de sua doutrina social, o sistema de propriedade privada regulada e de livre iniciativa. Obviamente, a Igreja sempre condenou todos os abusos, o chamado “Capitalismo Selvagem”, ditaduras, arbitrariedades etc.

Agora vamos a Che Guevara, o terrorista. Examinemos seus mestres, seus ídolos, os países que admirava.

Inicialmente Lenin, o fundador do Estado Soviético. Veja o que Lenin disse em 1891: “A fome tem várias conseqüências positivas (…) a fome nos aproxima de nosso alvo final, o socialismo, etapa imediatamente posterior ao capitalismo. A fome destrói assim a fé não somente no Czar, mas também em Deus”. Depois, em 1921, por ocasião de uma grande fome, quando já era o líder máximo, Lenin reafirmou que “a fome deveria servir para ferir mortalmente o inimigo (Igreja Ortodoxa)”. E foi mais além, proibiu ajuda aos famintos. Quem os ajudasse, poderia ser até preso!!! Pereceram nessa fome 6 milhões de pessoas.
Che Guevara estudou Lenin, admirou-o, e provavelmente leu também o seguinte discurso leninista: “É preciso lutar contra a religião”, “o marxismo é incondicionalmente ateu, decididamente hostil a qualquer religião”.

Stalin, uma das figuras mais perversas deste século. Responsável diretamente por milhões de mortos, pelos processos de Moscou, pela fome deliberada na Ucrânia, pelo Gulag. Seus crimes foram denunciados por Krushev a partir de 1956.
Foi essa figura a quem Che Guevara jurou: “diante de um retrato velho e prateado do camarada Stalin, jurei não descansar até ver esses polvos capitalistas aniquilados” (pág. 84 do livro). Por ocasião de sua visita a Moscou, Che ficou bravo com o embaixador cubano porque este se opôs a depositar flores no mausoléu de Stalin. (pág. 215 do livro)

Mao Tsé Tung, por quem Che tinha grande admiração, conhecendo pessoalmente numa viagem a China. Qual o motivo da admiração ?
Talvez porque Mao tenha ordenado a invasão do Tibete nos anos 50, na qual 1 milhão de pessoas morreram (1 em cada 8 habitantes), e na qual monges foram enterrados vivos. Talvez por ter instalado na China uma das mais perversas ditaduras de que a história teve notícia…

Che também admirava desde jovem os comunistas da Guerra Civil Espanhola. Esses comunistas ficaram famosos por torturar, esquartejar e matar padres durante a guerra.
Um dos comunistas que participou da guerra civil, Angel Ciutah, ajudou Che a criar o serviço de segurança do Estado, para proteger o estado revolucionário cubano. O serviço de segurança ficou famoso depois da morte de Che porque era um exemplo de eficiência na arte da tortura, das provas forjadas, dos assassinatos. Huber Matos, que lutou ao lado de Che e Fidel, foi a primeira das vítimas. Apenas porque discordou do “comandante” foi executado. (pág. 175 do livro)

Che dizia que a solução para os problemas do mundo estava atrás da Cortina de Ferro. O que havia lá de tão excelente? Além do Gulag, da perseguição religiosa, dos massacres, da fome premeditada, das polícias políticas?
E havia o Muro de Berlim na Alemanha Oriental… Quem quisesse escapar da miséria pulando o muro era fuzilado.
Em 1956 na Polônia a multidão, num protesto contra o governo totalitário, gritava “pão e liberdade”. Foi reprimida a bala, o que ocasionou dezenas de mortos.
Em 1956, na Hungria, houve a revolução anti-totalitária, na qual a população resistiu com armas na mão contra a invasão soviética. Pereceram 3.000 pessoas; 200.000 fugiram.
Talvez a solução dos problemas do mundo estivesse com o camarada Enver Hoxa, que proscreveu a religião na Albânia, ou então com os expurgos internos de Tito na Iugoslávia, ou ainda com o governo corrupto de Ceaucescu na Romênia.

Por que Che escreveu: “Dos países que visitamos, a Coréia do Norte é um dos mais extraordinários” ? (pág. 219 do livro).
Talvez ele tenha gostado da Guerra da Coréia provocada pelo governo do norte, na qual 500.000 pessoas morreram; talvez tenha admirado o grande expurgo interno promovido por Kim Il Sung ocorrido algum tempo antes de sua visita, no qual o líder coreano perseguiu e matou milhares de opositores do regime.

Por que Che disse: “na China não se vê nenhum dos sintomas de miséria que se vêem em outros países”? (pág. 219 do livro).
Deve ter-se referido ao “grande salto para frente” de Mao, projeto econômico na China, envolvendo entre outras coisas a coletivização forçada. O resultado do projeto foi a maior fome de toda a história. Mao chegou a exportar comida e impediu a aceitação de ajuda externa!!! Pereceram mais de dez milhões de chineses.

Che disse: “Cuba devia seguir o exemplo de desenvolvimento pacífico mostrado pela URSS” (pág. 216 do livro). O que era “desenvolvimento pacífico” para ele?
O racionamento de comida feito por Lenin? O Gulag? Os expurgos de Stalin? A política anti-religiosa de Krushev? A burocracia corrupta de Brejnev? Os inúmeros massacres e perseguições que o Partido Comunista impôs aos soviéticos?
Realmente, Cuba, a ilha prisão, seguiu bastante o exemplo da URSS: corrupção, expurgos internos, assassinatos, repressão, campos de trabalho forçado (que Che ajudou a construir) etc. Mas o que mais caracterizou a revolução cubana foi o “Paredón”, em que Che teve participação ativa, principalmente em La Cabaña. Quantos ele matou lá? 300, 400?

Acredito ser o bastante. Disse e reafirmo, Che não passou de um criminoso, arrogante, mentiroso e intolerante. Junto com seus ídolos Lenin, Stalin, Mao, & cia, contribuiu para a construção do regime que mais matou pessoas em toda a história, o chamado “socialismo real”, responsável por mais de 100 milhões de mortos. Nada perde ele, portanto, diante do nefasto nazismo.

O “livro” a que me refiro é “Che Guevara, a vida em vermelho” de Jorge Castañeda. Os outros dados você poderá consultar no “Le Livre Noir du Communisme”, já traduzido para o português: “O Livro Negro do Comunismo”.

Marcelo Andrade

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