Montfort Associação Cultural

28 de fevereiro de 2005

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Che Guevara e a CNBB

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Flavio Crepaldi
  • Localizaçao: Porto Ferreira – SP – Brasil

Caros Senhores:

Como organização cultural gostaria que voces se pronunciassem junto às autoridades competentes da Igreja sobre o chamado “Oficio Divino das Comunidades” publicado pela Paulus e com prefácio do Presidente da Comissão Nacional de Liturgia.

Em capítulo intitulado “Calendario Popular” cuja apresentação fala sobre a importancia da memória dos santos, da celebração de alguns patriarcas e profetas do antigo testamento e de “também de lembrar o martírio de irmaos e companheiros do passado e de hoje que, embora não canonizados, são para todos nós testemunhas especiais do reino de Deus.” (sic) com bibliografia dada deste modo: “Os dados que não constam do calendário romano foram tirados do livro “Santos e heróis do povo” (D. Paulo Evaristo Arns, Ed. Paulinas, 1985) e do martiriológio latino-americano.” (sic) consta o seguinte:

Outubro

8 – Assassinato de Ernesto Che Guevara, Bolívia.

Bom, ou eu sou louco de achar estranho Che Guevara entre Santa Teresinha, os Santos Anjos da Guarda, São Francisco de Assis, São Benedito, São Bruno, Nossa Senhora do Rosário, Patriarca Abrãao, Nossa Senhora Aparecida, Santa Teresa Dávila, Santo Inácio de Antioquia, São Lucas, São Simão e São Judas Tadeu, ou… desculpem acabei de achar no dia 30 de outubro o senhor Martinho Lutero…

Realmente prefiro não olhar mais e vai ser difícil alguém arrumar argumentos racionais que me convença do testemunho especial de Che Guevara sobre o Reino de Deus ou me mostre a página no vaticano falando sobre a canonização de Martinho Lutero.

Obrigado pela atenção.

Flavio.

Muito prezado Flávio,
Salve Maria!

 
    Sua indignação e protesto são perfeitamente compreensíveis.
    Esse tal “Ofício Divino das Comunidades” prefaciado pelo Presidente da Comissão Nacional de Liturgia, usando texto do amigo de Fidel Castro, o Cardeal corintiano Dom Arns, é um absurdo. É uma ofensa à Fé, aos santos e à Justiça divina.
    Inspirado por Dom Arns e pelos comunistas infiltrados na CNBB é de estranhar que ainda não tenham colocado entre os santos e heróis Lenin e Stalin, ou quem sabe Belzebu.
    Essa gente pretende anular o que Cristo anunciou que fará no Juízo final, colocando os maus à sua esquerda, — que colocação bem feita! — e os santos à sua direita, separando definitivamente os bons dos maus, dando a cada um o merecido.
    Isso será o fim do ecumenismo, pois o céu é católico e o inferno ecumênico, pois para lá, para o caldeirão do Pedro Botelho, como nossos caipiras chamam o inferno, vão membros de todas as religiões.
    Inclusive católicos.
    Acabo de voltar da Europa, onde tive a felicidade de visitar as grandes catedrais medievais.
    Naquele tempo de Fé, não havia Comissões Pastorais da Terra e nem Comissão Nacional de Liturgia. 
    Havia Fé e catedrais construídas pela Fé.
    Pois nos tímpanos das arcadas das catedrais era muito comum colocarem relevos representando a ressurreição dos mortos e o Juízo Final. Nesses relevos, era normal colocar entre os condenados que eram arrastados ao inferno pelos demônios, figuras de Reis e Bispos.
    Hoje, se houvesse Fé, se esculpiriam relevos do Juízo Final, colocando no início da fila dos precitos figuras de políticos — já que reis só restaram os do baralho e da Inglaterra, (que vai tão mal quanto os reis do baralho), — e membros do Clero. 
    Que fila! 
    Mas já não há góticas catedrais, e já quase não há mais Fé.
    Há Guevaras, Luterinhos e cardeais que desrespeitam publicamente o Papa e incensam carniceiros comunistas.
    Que mandam cartinhas ao seu “queridíssimo Fidel”.
    O tempora! O Mores!
    O Iniquitas! O Cardinales!
 
In Corde Jesu, semper, 
Orlando Fedeli

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