Montfort Associação Cultural

14 de julho de 2005

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Cerimônia escandalosa do Pe. Roberto Lettieri, fundador da Toca de Assis

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Willian Fernandes Gomes
  • Idade: 22
  • Localizaçao: Brasília – DF – Brasil
  • Religião: Católica

Quero informacoes do Prof. Orlando com relacao a Fraternidade toca de assis.
Fale pra mim do Padre Roberto Lettieri, fundador da Fraternidade, do seu seguimento do Evangelho e do Santo Sacrificio da Missa que Ele celebra.
Quero saber se quando o Padre Roberto expoe o Santissimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade do nosso Grande Deus e Senhor Jesus Cristo para ser adorado pelos fieis e esses repousam no Espirito Santo seria nao catolico.
Fala pra mim sobre o Tal, sobre um movimento chamado CEB e sobre o MASTERPLAN.

Muito prezado Willian,
Salve Maria!
 
     Conhecia alguma coisa sobre a tal Toca de Assis. Vi, certa vez, seus elementos estranhamente trajados e — as moças como freiras, mas sem véu — comendo pastéis, sentados em banquinhos, numa feira, rindo e conversando alto, de modo bem pouco edificante para religiosos. Sabia de algumas coisas estranhas a respeito deles.
    Mas, como sempre ouvira dizer da piedade com que esse Padre Roberto rezava a Missa — e Missa de São Pio V — nunca o critiquei.
    Indo aos Estados Unidos passaram-me um DVD com filmagem de uma cerimônia dirigida por esse Padre.
    Fiquei estarrecido!
    O filme mostrava o Padre atuando como um ator de novela ou de Holywood, diante do Santíssimo exposto num ostensório. Ele se deixando filmar como se fosse uma ator numa película romântica.
    O pior, porém, veio depois.
    Todo o respeito cinematográfico para com o Santíssimo Sacramento exposto, foi substituído pelo show de Padre Roberto.
    Ele agarrou o ostensório como se fosse um objeto qualquer, carregando-o com a mão atrás de seu próprio corpo, de modo que, ele ia à frente, e o Ostensório depois. Toda a atenção era para ele, Padre Roberto, que avançava em meio às pessoas ajoelhadas e as tocava na testa. Elas iam caindo em “repouso no espírito”. A teatralização era escandalosa.
    Evidentemente havia indução para que as pessoas simulassem estar em transe. Havia alguns que não simulavam, e eram os piores, pois estremeciam como possessos ou histéricos.

    Que muitos fingiam, era evidente. E isso me foi confirmado por pessoas que haviam assistido o fato, e me disseram que viram pessoas fingir estar recebendo um “espírito”. Vai lá se saber se era santo. Desconfio bem que não.
    Contaram-me ainda pessoas que estiveram presentes ao ato dirigido por padre Roberto, que houve o caso de uma mulher, que subiu a uma capela do Santíssimo Sacramento existente no local, e que lá procurou se desvestir, dentro da capela, e se enforcar, tendo que ser socorrida, para evitar o suicídio.
    Mas, o mais escandaloso, foi o que Padre Roberto disse no final da sessão.
    Disse ele:
    “Não se assustem com o que viram acontecer, aqui, nesta noite. Não tenho tempo agora para discernir o que foi obra do maligno do que foi histeria emocional. Mas garanto que o demônio foi expulso deste lugar“.
 
    Padre Roberto reconheceu, então, que o que ele fizera provocara duas coisas:
 
1 - Ou ação do maligno, isto é, do diabo.
2 – Ou histeria emocional.
 
    E tudo bem?
    Como um padre faz um show, e reconhece depois que aquilo foi, ou ação do diabo, ou histeria?
    Então ele nunca deveria ter feito tudo aquilo, e usando o santíssimo!
    Aliás, em certo momento, ele colocou o Santíssimo bem diante do rosto de uma pessoa, dizendo-lhe palavras dramáticas.        
    Noutras vezes, ele acariciou rostos de moças.
    Achei tudo uma verdadeira profanação pela evidente e reconhecida histeria emocional, pelo fingimento de outros, e ainda pela clara ação — em alguns casos, pelo menos – de muito provável ação preternatural diabólica, como reconheceu a possibilidade o próprio Padre que promoveu esse verdadeiro e estranho show típico da RCC.
    Ora, leia o que Padre Roberto Lettieri diz – e com razão — sobre a RCC no Brasil (Os textos foram copiados de um DVD, a primeira pregação do Padre Roberto, em Boston, falando sobre a renovação carismática ):
 
    ”No Brasil, todos, hoje, a maioria dos que pregam o evangelho só tem um interesse: o Dinheiro.  Ninguém quer se humilhar por causa de Jesus. Ninguém quer reinar Jesus em sua vida.  Todos só querem ganhar dinheir em cima do nome de Jesus. Esta é uma realidade duríssima na RCC, porque entrou o vicio protestante. Então se usa o nome de Jesus só para ganhar dinheiro. Põem o nome de Jesus no sapato, na meia, põem o nome de Jesus em tudo quanto é lugar. Só para ganhar lucro e comércio.”
    “Eu sou um pregador. Eu sou, graças a Deus, um dos que é perseguido pela RCC, no Brasil, e quero continuar sendo perseguido, porque não admito omissão, protestantismo barato em cima do nome de Jesus Cristo. Onde tudo que se faz é lucro, tudo que se faz é dinheiro.  Então se você tem um livro de Jesus que você pode vender a $5, você vende a $30. Tudo é dinheiro, tudo é lucro, e tudo é poder. Meu Deus do céu, como o reinado de Jesus é diferente”.

     “… Se tem cordenação de grupo de oração que só quer dinheiro, se tem comunidade brasileira que só quer dinheiro. Deixem eles, não entre na deles, pula fora. Vai pro Reino de Deus. Pois é tudo um bando de protestantes disfarcado.”
     ”Tem uma passagem extraodinária do Evangelho, é uma passagem que eu falo muito aos carismaticos. E aquela que o Senhor diz assim: Escutou um “Senhor eu curei em teu nome, eu fiz milagres em teu nome, eu profetizei em teu nome” e o Senhor disse “Não vos conheço”.
     “Que passagem belíssima para os carismáticos.  O Senhor vai dizer: Não vos conheço, pois você fez tudo para a sua Glória não para a minha Glória, tudo para o seu bem estar.”

 
     Como Padre Roberto diz coisas tão certas contra os Padres carismáticos, e, depois, faz exatamente o mesmo: vai pondo a mão na testa das pessoas , para fazê-las “repousar no espírito”?
    E isso reconhecendo que dá azo para a ação do malígno e para histeria emocional?
    É incoerência e contradição demais.
    Tudo isso me convenceu que Padre Roberto é mais um Padre carismático, e que seu respeito pela Missa de sempre não se coaduna com o modo dele usar o Santíssimo Sacramento, no ostensório, nesse caso da cerimônia que presenciei por DVD.
    Lamentável…
 
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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