Montfort Associação Cultural

17 de novembro de 2011

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Células embrionárias: empresa cancela pesquisas

 
Num mau trabalho de jornalismo, a reportagem de O Estado de São Paulo esconde que esta empresa faz pesquisas com células-tronco embrionárias, informação que pode ser facilmente confirmada no site da empresa.
 
 
Como se sabe, as células-tronco embrionárias são obtidas com a destruição de embriões “excedentes” de processos de fertilização artificial. Comportam, por isso, uma falta moral insolúvel, pois nunca é permitido matar diretamente um ser humano para salvar um outro.
 
 
Além disso, porém, não funcionam! Após terem sido investidas fortunas nessas pesquisas, não foi possível aperfeiçoar um tratamento que não gerasse cânceres, ao invés de curar certas teríveis doenças, como fora prometido pela propaganda científica.
 
 
Já as células tronco adultas, retiradas de diversos tecidos do próprio paciente, como medula óssea, pele, tecido adiposo,  fazem passos de gigante no tratamento de lesões e doenças degenerativas, como mostra o caso de um policial baiano que está voltando a andar com esse tratamento.
 
 
No Vaticano, um congresso dedicado à esse tema foi concluído sábado passado, 12.11.11, pelo Papa Bento XVI, que lembrou: “Aqueles que defendem a pesquisa com células-tronco embrionárias na esperança de alcançar tal resultado [a cura de certas doenças] cometem o grave erro de negar o direito inalienável à vida de todo ser humano, desde o momento da concepção até a morte natural. Mesmo a destruição de uma só vida humana jamais pode ser justificada em termos do benefício que ela possa um dia oferecer a outro.”
 
 

Empresa norte-americana cancela estudos com células-tronco

Pioneira em realizar testes, Geron vai se dedicar a pesquisas mais rentáveis

16 de novembro de 2011

Das agências de notícias

 Washington – A companhia norte-americana Geron, pioneira em estudos com células-tronco, está encerrando esse campo de pesquisa

Na última segunda-feira, 14, os executivos afirmaram que os altos custos e as incertezas comerciais da pesquisa forçaram o cancelamento dos estudos. A empresa agora centralizará as pesquisas em terapias contra o câncer.

No ano passado, a Geron lançou o primeiro estudo nos Estados Unidos sobre tratamento com células-tronco em humanos: uma injeção de dois milhões de células destinada a reparar lesões na medula espinhal. Foi o primeiro estudo do gênero aprovado nos Estados Unidos.

Cientistas esperam que essas células, capazes de se transformar em outras, possam um dia substituir tecidos lesionados em doenças como o Alzheimer, além de tratar enfartes e derrames.

Especialistas dizem que a medida é mais um revés simbólico do que real devido ao enorme trabalho que continuará sendo realizado em instituições acadêmicas.

A Geron afirma que ainda acredita no potencial dessas células e que a companhia procura um parceiro ou comprador para sua divisão.

Especialistas dizem que as empresas que pesquisam células-tronco vivem grandes desafios no atual cenário econômico, em que investidores querem ver terapias experimentais transformadas rapidamente em produtos no mercado.

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