Montfort Associação Cultural

23 de março de 2011

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Celibato Sacerdotal: Cardeal contra Cardeal

Por Secretum Meum Mihi 

 Tradução montfort.org.br

 

Em mais um episódio “cardeal contra cardeal”, o tema do celibato sacerdotal volta à cena, desta vez protagonizado pelo cardeal arcebispo de Viena, Christoph Schörborn que retornando ao desagradável assunto, instiga novamente o tal “debate” sobre o celibato sacerdotal (…); para ser rapidamente contestado na primeira página da edição diária de L’Osservatore Romano pelo cardeal Mauro Piacenza, Prefeito da Congregação para o Clero(cópia fac-similar do artigo na imagem [1]).

 Primeiro traduziremos a consideração do cardeal Schörborn sobre o celibato segundo noticiado pela agência ANSA em 22 de março de 2011:

 “‘Na Igreja, deve haver um debate aberto, inclusive na questão do celibato’. Disse o Card. Christoph Schörborn que participa da conferência dos bispos austríacos em curso em Bressanone. O cardeal pediu um debate aberto sobre temas controvertidos, portanto, também sobre o celibato que – agregrou – ‘deve mostra-se sustentado em motivos fundamentados’. O cardeal também interveio sobre o tema dos abusos sexuais afirmando que ‘vem crescendo um sentido de consciência em razão das vítimas’”.   

 A respeito da imediata resposta do Card. Piacenza, traduzimos essa nota do TMNwes, de 22 de março de 2011, via Virgilio Notizie:

 “Com um artigo de primeira página no L’Osservatori Romanoo cardeal Mauro Piacenza, prefeito da Congregação para o Clero, voltou a confirmar a validez do celibato sacerdotal. ‘Resíduos pré-conciliares e mera lei eclesiástica. Estes são, em suma, as objeções principais e mais prejudiciais que ressurge no periódico reavivamento do debate sobre o celibato sacerdotal’, escreveu o purpurado. ‘Não obstante, nada disto tem fundamento real se se olha para os documentos do Concílio Vaticano II e se é que vivemos o magistério pontifício. O celibato é um dom de Deus, que o sacerdote é livre em aceitar e viver em abundância’. Em particular, é um erro, explica Piacenza, considerar o celibato ‘um ranço do passado o qual libertar-se. E essa posição, dentre outras incorretas, histórica, teológica e doutrinalmente, também é prejudicial sob o aspecto espiritual, pastoral, de missão e vocacional. Não se deve então, ser influenciados ou intimidados por aqueles que não compreendem o celibato ou quiseram modificar a disciplina eclesiástica, pelo menos abrindo-lhe fissuras’, concluiu Piacenza. ‘Ao contrário, devemos recuperar a motivada consciência de que nosso celibato desafia a mentalidade do mundo, pondo em crise seu secularismo e seu agnosticismo e, gritando, ao longo dos séculos, que Deus existe e está presente.’ O prefeito para o clero interveio sobre o tema no final de janeiro em uma conferência em Ars, França, e lá traçou os fundamentos do celibato sacerdotal na doutrina católica de Pio XI e Bento XVI. O texto foi publicado na íntegra por L’Osservatori Romano. Nas últimas semanas, um grande grupo de teólogos alemães do mundo germanófilo firmaram um documento o qual, evidencia o escândalo da pedofilia, em vista da viagem do Papa à Alemanha, pedindo a abolição do celibato obrigatório e outras reformas estruturais na Igreja Católica”

(…)

[1] 

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