Montfort Associação Cultural

12 de novembro de 2004

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Causas da Guerra do Iraque

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Cristiano
  • Idade: 20
  • Localizaçao: Bagé – RS – Brasil
  • Escolaridade: Superior em andamento
  • Religião: Católica

Bom dia

Li a coluna em que um leitor e o autor desse site discutem sobre as questões da guera no Iraque e não ficou claro para mim, segundo a vossa opnião, a real intenção do ataque ao Iraque. Conforme li, o intuito seria defender Israel. Mas qual o interesse em defender Israel, um país que segundo o seu texto, tem apenas 15 Km de largura e não possuiu petróleo em seu território? Eles detêm algum tipo de tecnologia inovadora e lucrativa? Eles possuem algum mega-vírus desenvolvido que possa destruir a humanidade? Ou é só a popular questão da posição geográfica que favorece a um ataque ao Iraque? Gostaria de uma opnião objetiva e cabal.

Grato!

Prezado Cristiano, salve Maria.

Acabo de responder a uma primeira carta sua, sobre o mesmo assunto.

A guerra do Iraque não teve causa econômica, e sim religiosa.

Judeus e árabes disputam Jerusalém — e mais precisamente o monte Sion — por razões religiosas.

Os judeus querem reconstruir, lá, o Templo de Salomão. Os árabes têm, lá, no mesmo local, a mesquita de Omar, local venerado por eles.

Como a luta entre palestinos e judeus alcançou um nível insuportável, pelo terrorismo dos homens-bomba, e pelos ataques maciços de Israel aos palestinos, era possível que o Iraque interviesse na guerra, a favor dos palestinos. Ora, havia informações de que Saddam Houssein teria foguetes e bombas capazes de atingir Tel-Aviv. E como a largura de Israel, na latitude de Tel-Aviv, é bem pequena (menos de 20 Km), uma bomba só, em Tel-Aviv, dividiria Israel, e praticamente o colocaria fora de combate. Era pois necessário que os Estados Unidos salvassem o seu principal aliado. Que por sinal não tem petróleo…

Entendendo isso você entenderá a História.

In Corde Jesu, semper,

Orlando Fedeli

Replica

Bom dia

Me perdoem o abuso da paciência de vocês, mas gostaria de completar a questão que mandei a pouco e levantar outros temas.

Na minha opnião, outra bem provável razão do ataque ao Iraque, seria a continuação da guerra do Golfo, para que os E.U.A. realmente “ganhem” a guerra, o que não ocorreu na guerra do Golfo (se não me engano, o presidente dos E.U.A. naquela época era “farinha do mesmo saco” do Bush, daí o porquê do orgulho ferido. Outra bem provável razão seria a oferta de armas maior do que a demanda nos E.U.A., e se não me engano outra vez, o Bush tem estreitas relações com os proprietários das indústrias bélicas dos E.U.A..

Creio que, estas questões, aliadas com aquelas outras (petróleo, armas proibidas do Saddam, uma forma de responder aos ataques terroristas ao WTC, etc), somando-se à alguma outra questão ainda não compreensível, levou o Bush e seu império a desencadear essa guerra.

Espero retorno, grato.

Prezado Christiano, salve Maria!

Muito agradecido por seus comentários.

Entretanto, permita-me observar-lhe que as razões que você aponta são aquelas apresentadas pela mídia. Ora, a mídia tem um olho só. É vesga. E é marxista. Daí, ela enxergar tudo sob o prisma econômico, materialista e vermelho.

Numa questão de tal importância, como uma guerra qual a do Iraque, o orgulho ferido de papai Bush, porque ele não venceu totalmente a guerra anterior — não derrubou Saddam Houssein, na guerra do Golfo– simplesmente não entra em conta. Quem decide essas questões mais profundas passa por cima de questões de vaidade pessoal.

Certamente a guerra do Afeganistão foi reação ao caso das Torres. Mas esta guerra atual foi só porque Israel estava ameaçado.

Disse-lhe que a mídia é vesga e marxista.

Você se lembra como, ainda na semana passada, os comentaristas internacionais diziam que a guerra seria longa, que a Guarda Republicana de Saddam faria uma resistência terrível, que Bagdá resistiria casa a casa, etc. E agora José? Nada disso era verdade. Falava-se em novo Vietnam…

Lembra-se de um comentarista de uma rádio de poucas letras que perguntava quem estaria mentindo sobre a situação da guerra: se as tropas americanas estavam, sim ou ou não, perto do aeroporto Saddam Houssein?

Quem mentia, perguntava ele: os Estados Unidos ou o governo iraquiano ? Até as fotos dos tanques americanos, rolando pelas ruas de Bagdá, eram negadas.

Esses comentaristas deveriam se penitenciar de suas “dúvida” partidárias e vesgas.

Qual nada!

Repetirão as mesma mentiras, no futuro.

O poder do Iraque — a sua maior arma — era o canhão da propaganda instalado nas redações, nas TVs e nas rádios do Ocidente.

E quem será que organizou mundialmente a juventude estudantil a fazer manifestações absolutamente “espontâneas” pela paz?

E por que será que não há jamais manifestações espontâneas pela paz na Colômbia exigindo o fim do terrorismo comunista e narcotraficante?

Escreva-me sempre, que terei prazer em ouvir seus comentários.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli.

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