Montfort Associação Cultural

19 de novembro de 2004

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Católico carismático apresenta discurso do Padre Jonas

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Marcio Gouveia
  • Localizaçao: Brasília – DF – Brasil

Prezado Sr. Dono da Verdade, Envio-lhe a pregação do Padre Jonas Abib no XXII Congresso Nacional da RCC. Quem sabe melhora seu humor e abra seus olhos tridentinos e remelentos.

Marcio Geouveia.

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Pregação de Padre Jonas Abib no XXII Congresso Nacional da RCC

Você se recorda aquele momento em que Jesus, depois de multiplicar os pães, o povo vem querendo fazê-lo rei. Ele manda os apóstolos para o outro lado do lago e sobe ao monte para rezar. Quando os apóstolos iam aconteceu uma grande tempestade e Jesus veio andando sobre as águas. Eles pensaram que era um fantasma e se apavoraram. Jesus teve que gritar para eles: “Coragem! Sou eu não tenhais medo”.

Nesta barca hoje estamos nós e a tempestade está ao nosso derredor. Agradeci muito a Deus por Dom Cláudio ter presidido a Missa de Abertura deste Congresso, onde ele nos trazia os números, falando de uma perca de 10% de católicos no Brasil na década de 90. Isso mostra uma grande tempestade acontecendo dentro da nossa barca.

Eu conto no meu livro “Reinflama o Carisma” sobre o ataque de Satanás sobre a Igreja, sobre a fé dos sacerdotes e também dos seminaristas – onde a pessoa passa a ter conhecimento, teologia, mas não tem fé. Outro alvo do inimigo é a castidade dos nossos padres e seminaristas. Foi um golpe interno que a Igreja levou. Falo isso não criticando os padres, seminaristas, mas estou falando sobre aquilo que a Igreja vem sofrendo. Os números que Dom Cláudio trouxe são estarrecedores, mas isso é apenas sintoma.

Nesta hora é Jesus que vem andando sobre as águas e gritando: “Coragem! Sou eu, não tenhais medo!”. Mas não Ter medo não significa cruzar os braços. E aí vem a primeira palavra: “Coragem!”

“No mundo tereis aflições. Coragem! Eu venci o mundo!” A Igreja, vocês vão Ter aflições, mas eu venci o mundo. O que o Senhor está gritando para nós? “Coragem!” O que isso quer dizer? Coragem, valentia, firmeza, desassombro, destemor… São todas, palavras que tentam traduzir uma palavra grega “Parresia”, ou seja, uma qualidade da fé que aguarda os prodígios de Deus.

Como é que eles não teriam medo naquela tempestade? Mas Jesus se apresenta e diz “Coragem!” “Parresia, meus apóstolos! Destemor, meus apóstolos!”

Na medida que Deus diz a maravilha acontece. Hoje, quando o inimigo alveja, mira os sacerdotes, a castidade, a partir dos nossos seminaristas, ele alveja, mira o coração da Igreja. É uma realidade dura. É uma hora dura e nós não podemos brincar na Igreja. Ninguém pode brincar de ser Igreja! Ou a gente é Igreja, ou a gente é Igreja.

Há muitos que não apenas estão desanimados, mas até decepcionados com a ação pastoral, com a linha de ação pastoral e não viram resultado. Você não imagina o que a decepção faz numa pessoa: ela é cáustica. Desculpe falar assim, mas você já viu padres, religiosas assim. Nós temos muitas pessoas ungidas por Deus, ordenadas que hoje estão desanimados, decepcionados com todas as conseqüências da decepção. Existem leigos também assim. Nisso tudo o Senhor grita para nós, para a sua Igreja: “Coragem! Parresia, meus filhos!”

Nós somos chamados! Renovação Carismática, esta é a tua vocação! “Coragem! Não temas!” Mas só podemos levar Parresia se tivermos Parresia. Só podemos levar o Batismo no Espírito Santo. Esse é o Dom para a sua Igreja hoje contra aquilo que Satanás fez.

Até a perseguição, a proibição de padres é um grito dentro dele: “eu quero ser padre, socorram-me!”
A terra que produz os frutos fica embaixo, é húmus, é a aquela camadinha de húmus que o Espírito Santo deu. E ela se dá para a Igreja. Nós somos conseqüência das frutas, folhas que caíram, mas se tornaram húmus. Gente, nós estamos aqui para servir à Igreja.

O que somos veio da Igreja e nós damos tudo o que somos, temos à Igreja para que seja a Igreja de Jesus, ousada, até mesmo atrevida no Espírito, como foi a igreja de Pedro, Paulo, Felipe, Estêvão.

Renovação, esta é a tua vocação: dar a vida pela Igreja.

Só dá quem tem. Esta Parresia foi o Dom que o Senhor deu para a Igreja primitiva.

“Renovação, onde estão o Dom de línguas? Onde está o Dom de cura, o Dom dos milagres? Renovação, onde está a tua ousadia, o teu desassombro? Eu estou aqui para te devolver, mas para que uses. Serás humilhada? Serás humilhada. Esta é a tua vocação.”
Desculpe! Vocação não é para estar bem com todo mundo.Húmus agride. Oração em línguas, curas agride? Agride. E não nos deve deixar com medo. A Renovação existe para dar visibilidade, para que a Igreja veja o Deus vivo. Renovação, esta é a tua vocação: dar visibilidade à Igreja.

A RCC existe para dar visibilidade à Igreja. Quem tem que ser vista é a Igreja Visibilidade é dolorido, mas aguenta firme, meu filho. As proibições são sintomas. É o mesmo do começo da igreja.

Quando proibiram Pedro, ele disse “julgais vós mesmos, se é justo diante de Deus, obedecermos a vós ou a Deus.”
Pedro não foi desrespeitoso, mas estava ciente da verdade de Deus.

Gente, que balde de água fria! Pois eles estavam começando, mau Jesus tinha morrido… Eles, por causa disto poderiam ficar intimidados, mas, pelo contrário, eles levantaram um clamor a Deus.

Mal acabaram de rezar, todos ficaram cheio do Espírito Santo e saíam e anunciavam com intrepidez a Palavra do Senhor. Eles não pararam de pregar, de dar testemunho, de curar os doentes.

“Renovação, porque você parou?”

Nós não precisaríamos ter todas estas perdas (de fiéis). Nós temos uma dívida de 30 anos com a Igreja, e nós perdemos muitos irmãos, e deveríamos, no entanto, ter ganho, mas, no entanto, perdemos. Temos uma dívida com a Igreja.

O batismo no Espírito Santo não é um ponto de chegada, mas é um ponto de partida. Salve os seus irmãos a partir dos carismas! Resgate os seus irmãos através dos carismas, ore em línguas, exerça os carismas.

A oração em línguas é um motor. A Igreja precisa de todos os carismas: desde o de línguas até o amor, passando pela fé.

Aqui você ora em línguas. Porque você não faz em sua casa, para os seus irmãos?

Prezado Márcio, salve Maria!

Li seu bilhete cheio de ódio e de desprezo.

Que Deus o perdoe.

Constato que você usa o termo “tridentino” como se fosse um pejorativo. Lamentável, pois o Concílio de Trento é um Concílio infalível, e quem não o aceita, ou despreza, deixa de ser Católico Apostólico Romano.

Agradeço-lhe então você reconhecer que tenho “olhos tridentinos”.

Pena que os seus não o sejam.

Quanto a meus olhos serem “remelentos”, agradeço a Deus que os mantém sem essa matéria repugnante. Mas é melhor ter os olhos remelentos fisicamente do que ter um coração orgulhoso e uma língua viscosa de insultos.

Aliás, ainda sobre seu desprezo por Trento, você mesmo mostra que deixou de ser Católico Apostólico Romano quando se define apenas como Católico Carismático.

De novo lamentável.

Quanto a ser dono da verdade, devo dizer-lhe que todo católico, na medida em que adere à Fé, à verdade revelada por Deus, é, sim, dono da verdade, embora não seja um sabe tudo. Mais que dono da verdade, é a verdade que é dona do católico, que deve sempre servi-la.

E é bem melhor ser dono da verdade do que ser escravo da mentira.

Passe bem.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli.

PS Li também , é claro, o discurso do padre Jonas, que você me envia.
Nele, registro duas coisas que aproveitarei no futuro: um erro grave contra a Fé, e uma confissão.
O erro grave é ele dizer: “A RCC existe para dar visibilidade à Igreja”. A confissão é ele proclamar: “Renovação, porque você parou?”. Ótimo !!! OF.

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