Montfort Associação Cultural

4 de maio de 2006

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Carta protesto a CNBB: Discurso de Lula na missa de primeiro de maio

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Benedito Inácio Siveira
  • Idade: 44
  • Localizaçao: Itu – SP – Brasil
  • Escolaridade: Superior em andamento
  • Profissão: Tec. Em Eletrônica
  • Religião: Católica

Caro Prof Orlando!

A carta que coloco aqui, enviei a CNBB para mostrar que nós, católicos, estamos atentos à doutrina da Santa Igreja e que, vigilantes, pedimos por mais zelo.
Eu pergunto ao senhor:
Pode ser tido como Graviora delicta (Atos Graves) a utilização indevida das dependências do Templo, como o fato ocorrido no último dia primeiro de maio, quando da utilização do Ambão para discuso político?
Além disse fato, o que pode ser entendido como profanação?

In Corde Iesu
Benedito Inácio Silveira


V. Em.ª Revm.ª
Secretário Geral
Dom Odilo Pedro Scherer
Itaici/SP

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou agora há pouco à igreja Matriz de São Bernardo do Campo, região do Grande ABC, em São Paulo, para a celebração da Missa do Trabalhador”.(notícia veiculada na imprensa do dia 01/05/06)
Seria muito importante a presença do senhor presidente na Celebração Eucarística, se este viesse para participar da Liturgia e, só depois, voltasse para os seus afazeres políticos fora do Templo, entretanto, mais uma vez a Igreja serviu de palco para um discurso político eleitoreiro.
Profanação ou acomodação política de nossos pastores?
Existe uma forte tendência, pós-conciliar (Vaticano II), para tornar o templo um centro comunitário, um local de encontros “ecumênicos” e político, deixando de lado o fato de ser um local, no mínimo, consagrado a Deus, para não dizer um local Sagrado.
Será que a nossa Amada Igreja está repleta de fariseus de tempos idos?
Será que, pela visão da teologia da libertação, teremos que fazer genuflexão ao passar por uma padaria?
O Ambão está em um local de destaque para que se empreste a voz do homem à Palavra que Salva, à Palavra de Deus e não para discursos inflamados e retóricos de políticos; tampouco o interior da Igreja, em seus acentos, servirá para aplausos entusiasmados. Fiel a quem; a Deus ou ao homem que fala?
O pior é que não foi retirado nem o Evangeliário da sua posição, pois é orientação do missal romano para que apenas os ministros ordenados e os leitores possam dele falar para que seja ponto de atenção de todos os fieis, e que só para esse propósito sirva.
Já é doído ver a falta de preparo dos músicos nas Missas que não respeitam a Liturgia, colocando a seu sabor as músicas que deveriam ser litúrgicas.
O fato mais grave é que estamos perdendo a sacralidade do sagrado e com isso, relativisa-se a participação religiosa dos fieis, banalizando o sagrado local de culto a Deus.
Meu apelo por melhor reger o Solo Consagrado não deve ser visto como um ato de fundamentalismo, mas sim como de coerência com a Fé que meus avós mo ensinaram.
Por isso peço, humildemente, ainda maior zelo por aquilo que é sagrado.
Deixei de participar de Grupos de Oração da Renovação Carismática, depois muita argumentação, explicação sobre a doutrina da nossa Igreja, exatamente pelo fato de não perceber o sagrado como sagrado, contemplando com os olhos e o coração, pois não existe necessidade de se colocar mãos em Sacrário, debruçar-se sobre o altar e outras coisas que aqui não vem ao caso.
Para se exigir disciplina, fidelidade, obediência, antes temos que ser coerentes com aquilo que exigimos.
Estamos chegando em época de eleições, portanto, a vigilância tem que ser redobrada para que os nossos Presbitérios não se tornem palanque para discursos eleitorais e nem para atos de movimentos sociais organizados, afinal, existem os salões próprios para tais fins.

Pax et bono
Benedito Inácio Silveira

Muito prezado Benedito,
Salve Maria.
 
    Dou-lhe parabéns por sua carta a Dom Scherer, Secretário da CNBB.
    O senhor tem toda a razão. O Presidente Lula e seu partido do mensalão, envolvidos em outras acusações gravíssimas, apóia a lei do aborto, e, por isso, está excomungado.
    Como se permite que um homem como esse use a Igreja e o presbitério como palco?
    Ele usa a Igreja como palanque eleitoral, e isso é sim uma profanação, como o senhor deixou bem claro em sua carta.
    É lamentável que os Bispos do Brasil não se oponham a essa banalização e profanação dos lugares sagrados e das coisas santas, quando deveriam até morrer para defendê-los.
    Meus parabéns pelo seu justo protesto!

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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