Montfort Associação Cultural

26 de janeiro de 2010

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Carta escandalosa de D. Pedro Casaldáliga

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Emanuel Bonini
  • Localizaçao: Itápolis-sp – SP – Brasil
  • Escolaridade: Superior incompleto
  • Profissão: Estudante
  • Religião: Católica

Caro professor,
Salve Maria!
Quero que leia essa carta com urgencia e publique. Cada dia que passa fica dificil saber em quem confiar, pois a CNBB faz da Teologia da Libertação seu ideal de Igreja.
Veja isso:

Terça-feira, 29 de Setembro de 2009
Quem causa mais vergonha, o Governo brasileiro ou a Cnbb?
Enquanto o corpo episcopal no mundo se manifesta em favor dos Bispos Hondurenhos que estão a favor da deposição do “Zé da Laya”. Alguns Bispos brasileiros envergonham, criticando a deposição, classificando como golpe e pior ainda, tecendo elogios ao presidente comunista/bolivariano “Mula” da Silva.

Vejam o que diz Dom Luiz Demétrio:

“Se permanecer a deposição do Presidente Zelaya, feita à força e de maneira truculenta, seria um duro golpe contra os frágeis regimes democráticos da América Latina e Caribe, quase todos eles, palco de escaramuças ditatoriais nas últimas décadas do século 20. Abriria um perigoso precedente, que ninguém seria capaz de imaginar os desdobramentos que poderia ter… Neste sentido, o Presidente Lula está dando para a América Latina e para o mundo um exímio exemplo de estadista. De todos os mandatários da América Latina, com certeza, Lula goza do maior prestígio, com excepcional aprovação popular ao seu governo. Se esta aprovação fosse pretexto de alterar a constituição para lhe dar outro mandato, Lula seria o primeiro a merecer esta mudança. Mas o fato de ele não postular um terceiro mandato se constitui em preciosa contribuição para solidificar a democracia. (D.Luiz Demétrio, texto disponível no site da Cnbb)

Há poucos dias mostrei um artigo de D. Casaldáliga, que podemos classificar como lastimável. Hoje verifiquei que o artigo não está mais no site da Cnbb. Porque será que excluíram? Mas, mesmo assim o artigo supracitado ainda pode ser encontrado no “Cnbb Nordeste” ou no trágico site das “Hereges pelo direito de decidir“.

Eu havia perguntado se é a essa CNBB a quem devo seguir? Acrescento agora mais uma pergunta:

Quem causa mais vergonha, o Governo brasileiro ou a Cnbb?

O governo brasileiro é lastimável, cachorrinho do Chavez meteu os pés pelas mãos, interviu em assuntos internos de outro país a favor de um criminoso, e acaba de passar por um vexame histórico.

Enquanto isso, alguns Bispos do Brasil que se preocupam mais com “a foice e o martelo” do que com a fé Católica chegam ao cúmulo de apoiar as ações de Zelaya e Lula. Onde iremos parar? E quando alguém “da tradição” diz que a Cnbb é uma anti-igreja é chamado logo de cismática… Idade das trevas essa em que vivemos!

Agora vem o pior,

É esta a CNBB que devo seguir? Tudo o que ensinam?

Sempre gosto de dar uma olhada no site da Cnbb para ver o que os Bispos brasileiros andam fazendo, falando e ensinando por aí.

E encontrei um artigo que chamou minha atenção. O artigo é da autoria do já conhecido Dom Pedro Casaldáliga – Bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia. Vejam:

Carta Circular de Dom Pedro Casaldáliga

Terça-feira, 2 de Junho de 2009-09-21

Como Igreja queremos viver, à luz do Evangelho, a paixão obsessiva de Jesus, o Reino. Queremos ser Igreja da opção pelos pobres, comunidade ecumênica e macroecumênica também. O Deus em que acreditamos, o Abbá de Jesus, não pode ser de jeito nenhum causa de fundamentalismos, de exclusões, de inclusões absorventes, de orgulho proselitista. Chega de fazermos do nosso Deus o único Deus verdadeiro. “Meu Deus, me deixa ver a Deus?”. Com todo respeito pela opinião do Papa Bento XVI, o diálogo inter-religioso não somente é possível, é necessário. Faremos da corresponsabilidade eclesial a expressão legítima de uma fé adulta.
Exigiremos, corrigindo séculos de discriminação, a plena igualdade da mulher na vida e nos ministérios da Igreja. Estimularemos a liberdade e o serviço reconhecido de nossos teólogos e teólogas. A Igreja será uma rede de comunidades orantes, servidoras, proféticas, testemunhas da Boa Nova: uma Boa Nova de vida, de liberdade, de comunhão feliz.

Uma Boa Nova de misericórdia, de acolhida, de perdão, de ternura, samaritana à beira de todos os caminhos da Humanidade. Seguiremos fazendo que se viva na prática eclesial a advertência de Jesus: “Não será assim entre vocês” (Mt 21, 26). Seja a autoridade serviço. O Vaticano deixará de ser Estado e o Papa não será mais chefe de Estado.
A Cúria terá de ser profundamente reformada e as Igrejas locais cultivarão a inculturação do Evangelho e a ministerialidade
compartilhada. A Igreja se comprometerá, sem medo, sem evasões, com as grandes causas de justiça e da paz, dos direitos humanos e da igualdade reconhecida de todos os povos. Será profecia de anuncio, de denúncia, de consolação. A política vivida por todos os cristãos e cristãs será aquela “expressão mais alta do amor fraterno” (Pio XI ).

Nós nos negamos a renunciar a estes sonhos quando possam parecer quimera. “Ainda cantamos, ainda sonhamos”. Nós nos atemos à palavra de Jesus: “Fogo vim trazer à Terra; e que mais posso querer senão que arda” (Lc 12, 49). Com humildade e coragem, no seguimento de Jesus, tentaremos viver estes sonhos no dia a dia de nossas vidas. Seguirá havendo crises e a Humanidade, com suas religiões e suas Igrejas, seguirá sendo santa e pecadora. Mas não faltarão as campanhas universais de solidariedade, os Foros Sociais, as Vias Campesinas, os movimentos populares, as conquistas dos Sem Terra, os pactos ecológicos, os caminhos alternativos da Nossa América, as Comunidades Eclesiais de Base, os processos de reconsiliação entre o Shalom e o Salam, as vitórias indígenas e afro y, em todo o caso, mais uma vez e sempre, “eu me atenho ao dito: a Esperança”.

Cada um e cada uma a quem possa chegar esta circular fraterna, em comunhão de fé religiosa ou de paixão humana, receba um abraço do tamanho destes sonhos. Os velhos ainda temos visões, diz a Bíblia (Jl 3,1). Li nestes dias esta definição: “A velhice é uma espécie de postguerra”; não precisamente de claudicação. O Parkinson é apenas um percalço do caminho e seguimos Reino adentro.

DOM PEDRO CASALDÁLIGA
BISPO EMÉRITO DA PRELAZIA DE SÃO FÉLIX DO ARAGUAIA
CIRCULAR 2009

Professor, por favor, um comentário… me ajuda ai, como diz o Datena, onde vamos parar!
Um bispo que de certa forma defende a ordenção de mulheres e que afirma que o Deus dos católicos não pode ser o unico Deus verdadeiro. Então qual seria? O buda?
Bom vou deixar o senhor destrinchar essa carta!

Graça e paz!

Muito prezado Bonini,
Salve Maria.
 
     Infelizmente, tenho um trabalho muito grande e que me absorve totalmente, restando-me pouco tempo para comentar o que você me escreve.
 
     Esses dois Bispos, Dom Demétrio Valentim e Dom Casaldáliga, são defensores da Teologia da Libertação, isto é, são marxistas e da ala comunista dos Bispos da CNBB. Eles só tratam de política e de defender os interesses do Partido Comunista que, no Brasil, se chama PT, o partido fundado por Dom Arns.
     
Daí, Dom Demétrio defender o Zelaya. Ele deveria combater o decreto que o Lula está encaminhando em defesa dos pseudos direitos “humanos”… Na verdade, uma tentativa de burlar a Constituição, aprovando o aborto, o casamento gay, o fim do direito de propriedade, a “democracia” das ONGs, preparando a ditadura indefinida do PT e etc.
     
E o cinismo é tal que muitos fingem não ver que, em nome da democracia e da “maioria”, se vai instituir a ditadura do proletariado que nunca trabalha, do qual Lula é um exemplo: ele logo ficou sindicalista e deixou de ser operário.
     
E Dom Casaldáliga tem o desplante, o cinismo, de proclamar em artigo publicado pela CNBB que “Chega de fazermos do nosso Deus o único Deus verdadeiro”.
     
Qual é o deus dele? Certamente não é o Deus uno e Trino da Igreja católica. Certamente não é Jesus Cristo, o Verbo de Deus encarnado.
     C
omo esse Bispo não é excomungado por Roma?
     
Exsurge Domine, quare obdormis? (Por que, meu Deus, pareceis dormir).
 
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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