Montfort Associação Cultural

26 de janeiro de 2005

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Carta de Marcelo Barros ao Papa

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Ir. Simoni
  • Idade: 31
  • Localizaçao: – Brasil
  • Escolaridade: Pós-graduação em andamento
  • Profissão: religiosa
  • Religião: Católica

Sou religiosa (freira)da Igreja católica e escrevo porque não me contenho com tamanho absurdo,não falo da carta do monge Marcelo Barros, mas da grosseira e vergonhosa resposta elaborada neste site. Precisamos aprender a fraternidade com este monge, não acho que ele tenha ofendido nosso papa, muito pelo contrário, chamar alguém de irmão é por demais cristão! Foi assim que Jesus – nosso irmão, nos ensinou! De onde sairam estas idéias deste senhor Fidele? Meu Deus este sim me parece contrário a tudo o que eu amo e acredito na Igreja Católica.

a liberdade de crença, de expressão, me permite dizer o que digo, e ler absurdos que leio, mas é vergonhoso e no mínimo incompreensível dizer que pertenço a mesma Igreja deste senhor que tentou responder a carta do Ir Marcelo Barros!

não, não somos da mesma igreja! Eu sou católica, seguidora de Jesus Cristo, e o papa é meu irmão!

Muita prezada Irmã Simoni, salve Maria!

Noto, antes de tudo, que a senhora, que tanto preza chamar os outros de Irmãos, se esqueceu de me dar esse título.

E no final de sua raivosa carta está o motivo desse seu esquecimento: a senhora declara firmemente que não pertence à mesma religião que eu.

Tenho que louvar, prezada Irmã, a sua coerência, de fato, infelizmente, não temos a mesma Fé. O que lamento constatar.

Um de nós dois, desgraçadamente, não é mais católico.

A senhora constata essa separação radical, vendo que defender Marcelo Barros ou atacá-lo são duas posições que não se conciliam numa mesma Fé.

Se Marcelo Barros é católico, — o que provei que ele não é — eu que o ataco, deixaria de sê-lo.

Se Marcelo Barros é herege — como demonstrei claramente — a senhora é que seria herege, e não mais católica.

Como resolver quem tem razão?

Só há um modo de verificar isso, minha cara e enraivecida Irmã: é comparar o que diz esse monge de candomblé com o que ensinaram os Papas nos 2.000 anos da Igreja Católica. E essa comparação condena Marcelo Barros — e a senhora com ele. Marcelo Barros não é católico.

E se esse monge de candomblé chama o Papa só de “Irmão”, é para negar que ele seja nosso Pai, na Fé.

Por acaso a senhora chama seu pai só de “irmão”, porque ele, como a senhora, descendem ambos de Adão?

Não, a senhora certamente chama a seu progenitor só de Pai e não de irmão, porque chamá-lo só de irmão seria negar implicitamente a sua paternidade.

A Senhora me pergunta de onde tirei as idéias que defendo, e que a senhora pensa que são “minhas” idéias.

Minha cara Irmã em Nosso Senhor Jesus Cristo, “minhas” idéias não têm nenhuma importância.

O que defendo não são as “minhas” idéias. O defendo e faço questão de defender são as verdades ensinadas pela Igreja Católica, e que aprendi nas encíclicas dos Papas — que a senhora provavelmente nunca leu — nos Doutores da Igreja, e nos Evangelhos.

E a senhora — minha cara e furiosa Irmã – onde aprendeu as suas idéias?

Por acaso lendo Marcelo Barros, ou em algum cursinho de Modernismo para Freiras?

Rogando a Deus que a ilumine e lhe devolva a verdadeira Fé, subscrevo-me

in Corde Jesu, semper,

Orlando Fedeli.

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