Montfort Associação Cultural

28 de abril de 2011

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Carta de apoio: Maria e a Montfort

Autor: Guilherme Chenta

  • Consulente: Airton Vieira
  • Localizaçao: Pacaraima – RR – Brasil
  • Escolaridade: Superior incompleto
  • Profissão: Professor
  • Religião: Católica

“Sois toda formosa Virgem Maria, e não há mancha em vós! “

Nasci em 15 de fevereiro de 1968 (não sendo prematuro, fui concebido em Maio do ano anterior). Aos 7 de abril meus pais, que não eram católicos “de fato”, batizaram-me. Em 8 de dezembro de 1985 (Conceição de Maria) recebi pela primeira vez Jesus Eucarístico. Finalmente, em 9 de novembro de 1986, fui crismado.
A primeira lembrança que tenho das coisas de Deus foi a convocação pelos colegas de sala para interpretar o “bom samaritano” em um trabalho de Ed. Artística, o que acabei realizando com tanto empenho que cheguei mesmo a enfaixar da cabeça aos pés o colega-vítima dos ladrões antes de mandá-lo à estalagem. Ainda não passava dos 10 anos de idade.
Já adolescente interpretei, agora no grupo de jovens da paróquia que pertencia, Francisco, o segundo dos pastorinhos de Fátima, o que me deu insuspeitada alegria. Por último, um dos apóstolos na representação da Paixão, dos quais só posso afirmar que não era Judas, o Iscariotes.
Passada a fase de grupo jovem, lá fisgou-me a Renovação Carismática, febre que vinha cada vez mais se alastrando (e que até hoje deixa acamados tantos católicos que poderiam muito bem estar combatendo o bom combate!). Era meados dos anos 80. E de tudo o que Deus permitiu que fizesse de bom e de ruim em 10 anos de “estadia” por aquelas bandas, o que mais, ainda insuspeitadamente, marcou-me foi uma palestra que fui convidado a proferir, sobre um tema que até então não tinha grandes afinidades: Nossa Senhora. Sentia-me enfadado até com a recitação do terço e mesmo não via lá grandes motivos para tanta devoção e dedicação à Sua pessoa. Me pus a estudar.
Ao terminar a palestra, duas coisas ficaram nítidas em minha memória juvenil (à época, com 20 anos, aproximadamente), o impacto provocado em algumas pessoas, que logo perguntaram como poderia um jovem falar tanto e tão bem de Maria. E os olhares de ciúme e inveja em outras que daquele momento em diante passaram a não me tratar da mesma forma. Mas o impacto maior recebi eu. Como, falar “tanto e tão bem” de algo no qual mal havia me preparado e que desconhecia um abismo? Não sei. Só sei que dos 10 anos de RCC (com funções que foram de simples palestras à formação de grupos diversos, ministérios de música, retiros e “peregrinações” das quais se inclui a Canção Nova, que quis ardentemente fazer parte mas que, graças ao discernimento de seu fundador e membros, não foi possível, pois não havia chamado de Deus ali – gracias, mi Madre querida!) foi um pulo para meus 10 anos de ateísmo.
Essas últimas semanas, preparando-me à escravidão (Verdadeira Devoção à SS. Virgem), fiz um levantamento de heresias e blasfêmias realizadas nesse tempo contra Deus e Sua Igreja – por Sua graça e misericórdia hoje arrependidas, confessas, contritas e perdoadas – e percebi, curiosamente, (espero e desejo não estar enganado) não haver nada contra a Mãe de Deus. Das muitas canções que compus, cuja grande maioria foi para a lixeira da memória, uma permaneceu de forma especial e foi justamente a que havia composto à Virgem. Este ano, ao ir à São Paulo no intuito de conhecer a Montfort, passei por Nova Friburgo-RJ para visitar antigos amigos. Quando do reencontro entoaram justamente esta canção, que havia lhes ensinado.
Há quase um ano, ao tempo em que Nossa Mãe conduzia o prof. Orlando Fedeli aos braços da Trindade Santa, me reconduzia ao seio da Igreja e ao Seu. E de uma forma inusitada, que envolveu indireta e diretamente esta Associação e seu fundador.
Em junho, ao desenvolver pesquisas para fundamentar (sic!) um artigo sobre ateísmo, acabei deparando com o pensamento e o site de Olavo de Carvalho, que naquele momento “salvou minha vida” – assim o escrevi – por ter-me feito reconhecer o grande engodo do ateísmo e “de quebra” fazer-me retornar à Igreja. Seguindo suas sugestões, “entrei de cabeça”, tornando-me seu aluno no Curso de Filosofia on line, E assim foram cinco meses… até deparar-me acidentalmente (intervenção matermal, não há dúvidas) com outro site contendo um texto de Orlando Fedeli rebatendo o de Olavo de Carvalho em defesa a René Guenón. O texto atordoou, mas deixou-me ainda em pé. O nocaute veio com outro – este sim, intencionalmente buscado. E quem busca, acha. Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo! – provando e refutando a gnose de ambos, bem como a de tantos outros que foram “no bolo”. Um texto que sugiro a todos, especialmente aos alunos de Olavo, que o leiam, entendam e repassem, como Círio Pascal. Ele se chama “A Gnose “Tradicionalista” de René Guénon e Olavo de Carvalho” e se encontra neste site.
Desde então, novembro passado, o coração já não cabe em si de arrependimento pelo tempo perdido com a lavagem dos porcos de todos esses anos e o desejo ardente (e como arde esta chama!) do conhecimento da Sã Doutrina, a mesma que muitos há tempos não suportam, para que a Lumen Christi, fazendo um pequeno empréstimo do Professor, brilhe por esta pobre e miserável lâmpada apagada, por esta vela sebenta, cuja sobra não passa de um toco. Como bem citou o Pe. Tenório em seu prefácio ao heróico e necessário trabalho do prof. Fedeli, o livro Antropoteísmo, a Religião do Homem, Santo Agostinho foi magistral ao dizer, por inspiração divina, “Criaste-me para Ti e inquieto está meu coração enquanto não repousa em Ti”. (pág. 17)
Não sei, mas hoje penso que ao partir, o bom Servo de Deus, Orlando Fedeli, intercedia por mim, filho temporão que intrusamente me considero. E continua fazendo.
Seu exemplo, dedicação e amor à Verdade, “Jesus Cristo e Jesus Cristo crucificado”, foi o regador com que Maria Santíssima utilizou para molhar este não tão duro, mas ressecado solo já carente de frutos. Não conheci o Professor pessoalmente, mas ao travar contato com seu principal fruto, a Montfort, deparei com alegria e consolo que nosso Senhor cumpre a palavra, permanecendo com Sua Igreja até o fim e não permitindo que as portas do inferno prevaleçam sobre ela.
Nesta Páscoa farei, se Deus quiser, minha consagração à SS. Virgem, compreendendo finalmente o que nesses anos todos Ela me acenava. Ao iniciá-la, com certo ceticismo, já nos primeiros 12 dias de preparação fui obtendo tão abundantes graças que entendi ser este o caminho que me conduziria ao (único) Caminho, “Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor”. E o desejo crescente, inquieto, é o de que eu esteja seguro de viver para sofrer/para defender a fé/ e por Vosso amor morrer, oh meu Deus!
Como disse-me uma de suas filhas, a Montfort e seus membros ainda estão longe da santidade. Pode ser. Mas não resta dúvidas de que já é um bote salva-vidas a resgatar muitas almas do mar das heresias, (re)conduzindo-as à Barca de Cristo. E com mais um bom intercessor no céu.
Grato ao Senhor e à Senhora por vossa existência. As bençãos de Deus, por Maria!
Airton Vieira 

 

São Paulo, 27 de abril de 2011
 
Prezado Airton,
 
Agradecemos suas generosas palavras. Por favor, não deixe de rezar por nós e por todos nossos leitores.
 
Que Nossa Senhora conduza a todos nós à santidade.
 
Salve Maria,
Guilherme Chenta

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