Montfort Associação Cultural

4 de maio de 2006

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Carta de apoio contra o Modernismo na Igreja

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Rudolpho Wagner Filho
  • Localizaçao: Maceió – AL – Brasil
  • Escolaridade: Superior concluído
  • Profissão: Funcionário Público
  • Religião: Católica

Caro Prof° Orlando Fedeli,

Salve a Virgem de Guadalupe, Imperatriz de Todas as Américas,

Permita-me chamá-lo amigo, pois os que estamos em Cristo Jesus, formando o Seu Corpo Místico, alegramo-nos e sofremos com Ele e com a Sua Santa Igreja.

Escrevi-lhe há um ano e meio, e, é muito bem provável que o senhor, em meio às milhares de cartas, não se lembre mais da minha. Devo dizer-lhe que continuo a rezar diariamente por vossa senhoria, seus familiares e todos os que compõem a Montfort. São bem pobres as minhas orações, é verdade, mas unidas às da Mãe do Céu, chegam enriquecidas a Deus. Ai de mim! pobre pecador! ai de mim!

Acesso este belíssimo “site” quase diariamente. Como tenho sido edificado por vossos testemunhos e defesa intransigente da Verdade. Continuem assim. Grande será vossa recompensa no céu.

O que me levou a escrever-lhe novamente, caro amigo, foi o sentimento de indignação de que fui tomado ao ler a carta “um padre moderno contra a Verdade eterna”. Sentimento que, com convicção, é o de milhares de amigos da Montfort. Digo convicção, porque as bobagens escritas por esse sacerdote (ou alguém que se escondeu sob um codinome) revelam a falta de amor e zelo pelos fiéis que vivem como “ovelhas sem pastor”. Digo convicção, pois tenho a certeza de que, não milhares, mas milhões de fiéis sofrem com a falta de fé de um clero frio (com raras exceções), dotado de uma languidez de espírito que sequer convence os mais simplórios dos católicos.

Revela esse sacerdote que existem duas igrejas atualmente. Uma, a verdadeira, sofrendo a Paixão do Redentor, quase muda, mas fiel; a outra, a da grande maioria, toda infiltrada de heresias, anunciada pelas trombetas dos hipócritas, que inventa “verdades” e há muito capitulou com o mundo. Dessa, libera nos, Domine!

O que ele não percebeu, do alto (ou baixo) dos seus 75 anos, é que, numa análise superficial, uma grande parte dos leitores assíduos da Montfort, e que a amam e a defendem, é composta de jovens. Alguns até bem jovens.

Como acompanho assiduamente a Montfort, tenho percebido, de há muito, jovens com 15, 17, 20, 25 anos dando o testemunho da alegria de ter encontrado este tesouro que é o vosso “site”. Quantos em tenra idade não vos têm escrito elogiando vosso trabalho, inclusive com os arroubos próprios da juventude? Ah! professor, somente no céu, o senhor e todos da Montfort saberão o bem que têm feito! Não desanimem, nunca!

A perfídia desse sacerdote não o deixa mentir: por duas vezes ele citou o espírito sem dizer qual. Desconfio que ele, sem perceber, cego que é, ocultou o vocábulo mal, pois queria verdadeiramente dizer: “espírito do mal”, que tem soprado mui fortemente todos sabemos onde. Ao contrário, o Espírito Santo é que tem soprado suavemente para a Tradição. E viva o Papa!

Permita-me a paráfrase “Deus amanhece devagar”.

Diz ele que a “Igreja tem de se abrir ainda mais”. A quem, pergunto eu? Aos pedófilos, aos pintos profanadores?

Devo registrar ainda que “jurássico” é o pecado do mundo, o pecado do velho Adão. Velho é quem se preocupa em ser celebrado por este mundo insano. A juventude, caro professor, busca as virtudes heróicas, que já não são ensinadas nas igrejas (com raríssimas exceções). Jovem é quem leva o amor às últimas conseqüências, como o mártir cristero, Bem-aventurado José Luis Sánchez del Rio, de apenas 14 anos. Jovem é quem busca, incessantemente, durante toda a vida, a Verdade sem eufemismos que é o Cristo Jesus; compassivo, padecente e morto pelo pecado dos homens, mas gloriosamente ressuscitado pelo Amor que nunca fenece, o Nosso Boníssimo Deus.

Se me permite, amigo professor, quero registrar a minha moção de repúdio a essa infeliz carta, pois que vinda de um sacerdote, que deveria ser o Alter Christus, e, no mínimo, faltou com a caridade. Ao senhor e a todos da Montfort o meu desagravo. Fico aqui a rezar por todos os sacerdotes como tenho feito diariamente.

Perdoe-me a extensa missiva, mas, já em alta madrugada, não poderia dormir sem este desabafo.

Que o Deus Todo-poderoso o abençoe e a todos da Montfort, e a Virgem Maria, maternalmente, enxugue vossas lágrimas.

Deste amigo de longe,

Rudolpho Wagner Filho.

Muito prezado e muito amigo Rudolpho,
Salve Maria.
 
    Claro que lhe permito chamar-me de seu amigo, pois que sua carta comprova a completa união de nossos pensamentos.
    São Tomás ensina que amigos são os que querem as mesmas coisas, e que detestam as mesmas coisas. Você eu queremos a vitória e a maior glória e honra da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, e ambos queremos a humilhação dos que atacam a Fé e desonram o Papa. Logo, somos bem amigos. Mais ainda: somos irmãos na Fé.
    Muito obrigado por suas orações por mim e por minha família. Deus lhe pague. Também eu rezarei por você e pelos seus.
    Mas, um especial obrigado por essa sua carta tão boa, que revela que seu coração e sua alma são unas comigo. Obrigado por seu desagravo. Obrigado por seu repúdio a esse padre ultrajador do Papa
    Você compreendeu muito bem o problema que hoje afeta a Igreja una: há uma religião modernista infiltrada entre os católicos. Na verdade, os modernistas são membros de outra igreja que não a católica, parasita da verdadeira Igreja. 
    Seria necessário expulsá-los da Igreja, pois que os vírus só fazem mal enquanto estão em nosso organismo. Assim também hereges, como esse Padre e os cardeais Martini, Kasper e Daneels só conseguem fazer mal enquanto se apresentam ainda como católicos. O dia em que eles saírem da Igreja, perderão todo o poder. Eles sabem disso, e, por isso mesmo, eles querem permanecer na Igreja, para melhor destruí-la.
    Gostei muito de sua pergunta santamente indignada:

 “Diz ele — o tal “padre Pedro A.”– que a “Igreja tem de se abrir ainda mais”. A quem, pergunto eu? Aos pedófilos, aos pintos profanadores?”   


     Muito boa essa sua pergunta e óbvia a resposta:
pintos, lobos e urubus infestam o Templo de Deus trazidos pela fumaça de satanás que saíu do poço do abismo, quando quem devia fechar o poço o abriu.
     Há duas igrejas hoje. E essa igreja modernista infitrada na Santa Igreja temos que combatê-la com todas as nossas forças.         Graças a Deus há muitos hoje que apoiam o site Montfort nessa luta em defesa da verdadeira Igreja de sempre. E como você notou, os jovens vem em grande número apoiar a Montfort.
    Nossas reuniões regorjitam de jovens entusiasmados pela Fé Católica, devotos do papado e servos de Nossa Senhora, querendo consolar o Coração de Jesus por tantas ofensas. 
    São os jovens da Montofrt — “voz da Idade Média” –  cantando o Credo Romano de sempre, com o mesmo ardor dos cruzados antigos. Cantando fidelidade ao Syllabus, esperando em Fátima e rezando por Bento XVI. Ardendo em desejo santo pela Missa de sempre, com santa indignação contra os sacrilégios cometidos nas missas novas, missas-show, às quais Bento XVI, se Deus quiser, vai logo mais por um fim.
    Como disse certa vez, com espírito, o próprio Cardeal Arinze: “A Missa “do it yourself” vai acabar“.
    Ite, Missa Nova est. Deo gratias.
    No segundo sábado de Junho, irei dar palestras em Recife. Quem sabe nos vejamos lá. Ou, quem sabe, eu vá também a Maceió dar-lhe meu abraço amigo, e fazer uma palestra para os amigos da Montfort de sua cidade.
    Rezemos pela vitória!
    Porque está amanhecendo!

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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