Montfort Associação Cultural

19 de outubro de 2005

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Carta-apelo a um Deputado do PT

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Anônimo
  • Idade: 40
  • Localizaçao: – Brasil

Caro Dr. Orlando Fedeli

Lí a matéria acima intitulada de “PTBrás”, alguns depoimentos de petistas ilustres e suas considerações.
Quero, como Deputado Federal do PT, católico, defensor da vida e dos valores éticos e morais em nossa sociedade, dizer que não aceito ser confundido!
O senhor pode dizer o que quizer a respeito deste ou daquele petista que cometeu irregularidades e atos de corrupção, mas ao falar do PT como um todo, o senhor me ofende.
Eu e milhares de petistas, vereadores, prefeitos, deputados e lideranças da sociedade estamos magoados com o que alguns dirigentes nossos fizeram. Isso não significa que todos os demais filiados merecem sensura, condenação prévia. Dar nome aos bois é o melhor caminho.
Aliás, tenho me relacionado muito bem aqui em Brasília com seus assessores (da Montfort) e com os movimentos em defesa da vida do estado de São Paulo. Tenho feito críticas e os debates internos ao meu partido sobre a questão da vida e da moral cristã, por este e outros motivos é que não aceito sua avaliação generalizada para com os petistas, especialmente os detentores de mandato. Não gostar do PT é uma opção e direito seu. Agora colocar todos os petistas no mesmo “balaio” é uma atitude inadequada para uma pessoa da sua cultura e relevância. É a mesma coisa que dizer que apenas o Waldemar Costa Neto (do PL) ou o Eduardo Azeredo (do PSDB) são os únicos culpados do esquema de desvio de dinheiro e mais ninguém destes partidos estaria envolvido! Tanto a generalização como a incriminação só de um responsável por toda corrupção, é ruim. Por isso, nas suas matérias, para não cometer injustiças, dê nome aos bois.
Em tempo: ver no site da câmara, sobre a PEC XXX/2005

Atenciosamente

X
Deputado Federal PT

Muito prezado Deputado X,
Salve Maria!
 
    Perdoe-me não publicar o seu nome, porque quero evitar-lhe constrangimentos. Sei bem que o senhor é bem conhecido, e que seria uma injustiça dizê-lo desconhecido. Mas como gostaria que minha carta fosse aproveitada também por outros do PT, além do senhor, resolvi escrever genericamente ao deputado “desconhecido do PT. Não tome, pois, esse termo “desconhecido” como sendo aplicável ao senhor, que me merece distinção.
    Muito lhe agradeço sua carta e sua consideração. Estou pronto a reconhecer sua honestidade e a não confundi-lo com os membros da quadrilha que dirigia o PT, partido a que o senhor infelizmente pertence, apesar de ser o senhor um católico que deseja obedecer e defender a doutrina da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, como já nos deu prova.
    É por conhecer seu esforço na defesa da lei de Deus, que me atrevo então a fazer-lhe algumas considerações, deixando bem claro que estou pronto a reconhecer exceções honrosas, entre as quais se destaca seu nome.
    E, para não cometer injustiças por meio de generalizações indevidas, vou examinar então, apenas a questão do PT, sob o ponto de vista doutrinário católico.
 
O PT
 
        O PT é um partido que se diz oficialmente socialista, e o socialismo é condenado pela Igreja. Sua Santidade o Papa Pio XI, na encíclica Quadragesimo Anno ensinou:
 
    “Católico e socialista são termos antitéticos. E se o socialismo, como todos os erros, tem em si algo de verdade (o que certamente nunca o negaram os Sumos Pontífices), se apóia, entretanto, numa doutrina sobre a sociedade humana — doutrina que lhe é própria –, que destoa do verdadeiro cristianismo. Socialismo religioso, socialismo cristão, são termos contraditórios. Ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista” (Pio XI, Quadragesimo Anno, Denzinger, 2770. O negrito e o sublinhado são meus).
 
    Então, meu caro Deputado, nenhum católico pode ser membro do PT, partido oficial e declaradamente socialista, e que se diz democrático.
    Mas há muito pior. 
    O PT, na verdade,  é um partido comunista da linha castrista.
    Veja bem que o reconhecidamente verdadeiro chefe do PT,  o “sincero”" José Dirceu, — porque o presidente Lula é só um ocupante da Granja do Torto — é um comunista stalinista devoto de Fidel Castro, a quem ele visita cada dois anos, conforme ele mesmo disse.
    Conhecendo como funciona o Comunismo Internacional, pode-se ter a certeza moral, então, de que José Dirceu é um executante dos planos do Comunismo Internacional, no Brasil.
    Claro que José Dirceu, com sua reconhecida veracidade imperturbável, negará isso, mesmo diante de evidências. A doutrina comunista que ele professa não acredita que exista a verdade, e que é lícito negar os fatos, quando isso for conveniente para vantagem do partido. José Dirceu afirmou solenemente que se estivesse mentindo, ele não poderia olhar nos olhos de ninguém. Quando ele fala solene, mente. Por isso, José Dirceu é um homem que, hoje, “não pode olhar os olhos de ninguém”. [Aliás, ainda hoje se noticia que o senhor Mercadante “sente” que no PT “algumas pessoas não estão dizendo a verdade”].
    Portanto, o PT — enquanto partido, não significando que o senhor, ou outro deputado, estejam incluídos nisso — é um organismo político montado para implantar o comunismo em nossa Pátria.
    Nenhum católico, — e isto, sim,  inclui o senhor — pode permanecer num partido socialista, atrelado ao assassino Fidel Castro.
    Na ocasião do depoimento de José Dirceu, vários deputados, infelizmente, elogiaram a biografia desse homem, que agora ficou desmascarado ante o país como um frio mentiroso, sem nenhum escrúpulo. Haja vista que ele manteve “incógnita” sua identidade, por anos, para uma pessoa com quem vivia.
    Ora, elogiar a biografia de José Dirceu é um absurdo e uma vergonha.
    Dirceu foi terrorista, e consta que esteve comprometido no atentado a bomba que matou um jovem soldado numa guarita no Ibirapuera.
    Elogia-se ainda, como obra positiva do governo atual do PT, a ação do ministro Palocci. Ora, Palocci é conhecido como um trotzquista.
    Se ele, — por tática — executa, hoje, uma política econômica condenada pelos marxistas, é só para ganhar tempo, adormecendo a burguesia, enquanto o PT se prepara para eliminá-la. E Palocci também tem vínculos com pessoas envolvidas na extorsão do caso Waldomiro…Ainda nestes dias apareceram denúncias disso.
    Genoíno foi guerrilheiro no Araguaia. E essa foi uma ação guerrilheira comunista, de tipo guevarista, seguindo a linha foquista de Regis Debray, que foi responsável por muitas mortes inocentes.
    Gushiken — et caterva — são todos de linha marxista e guerrilheira.
    O que ele querem é fazer a República Soviética do Brasil.
    O plano do PT é fazer um bloco castrista na América Latina com Chávez da Venezuela e com as FARC da Colômbia, aquela que vive do tráfico da droga, para arrecadar dinheiro para a Revolução comunista na América do Sul e Central.
    O PT usa órgãos de agitação revolucionária como o MST, CUT, etc, para fazer a Revolução comunista, começando por uma Revolução agrária. Toda vez que o MST fazia uma violência, e exigia verbas do governo, Lula lá logo as concedia. Lula não colocou apenas o boné do MST na sua cabeça metalúrgica: ele colocou as idéias do MST na sua cabeça, na medida em que em sua cabeça cabiam idéias.
    O PT, então, como partido socialista, toleraria a propriedade privada, considerando-a, porém, um mal a ser eliminado. E, especialmente no seu núcleo diretivo castrista-comunista, o PT não considera que a propriedade particular seja um direito natural, como ensina a Igreja Católica.   
Tudo isso deixa evidente, para quem tem olhos para ver, que o PT, de fato, é comunista.
    Ora, há um decreto do Santo Ofício, ainda em vigor, que excomunga quem coopera de qualquer modo com um partido comunista ou marxista.
    Aconselho, pois a Vossa Excia. — que, como sei, é católico — a que saia imediatamente desse partido comunista de sacristia, inimigo da doutrina católica.
   
PT e Corrupção
 
    Permita-me, senhor Deputado, dar-lhe outro argumento, para convencê-lo a abandonar esse Partido comunista disfarçado de democrático que é o PT.
    O argumento é este:
    O PT, quer como partido socialista, quer em seu núcleo castrista, não julga a propriedade privada um direito natural, que deve ser respeitado, (direito esse que é garantido por dois mandamentos da Lei de Deus). Então, se o PT não considera o direito de propriedade legítimo, porque respeitaria ele a propriedade alheia? Se o MST invade fazendas, porque o Dirceu não invadiria a Fazenda Nacional? Por que não poderia “garimpar” o Tesouro público? É essa desconsideração do direito de propriedade particular como direito natural que permitiu aos dirigentes do PT avançar, sem qualquer escrúpulo, nas vias do mensalão.
    É esse conceito socialista, contrário ao direito de propriedade particular, que permite ao PT  ter uma Comissão Ética para julgar os delúbios, os genoínos e so dirceus com vagar e crivo largo.
    Sem indignação.
    Portanto, quando o PT fala em “ética”, ele não se refere, de modo algum, à Moral católica e à Moral natural. Ele se refere à ética de um partido “socialista” marxista, para a qual o fim permite usar quaisquer meios, incluindo a mentira cínica, o roubo e o terrorismo.
    Nenhum católico pode pactuar com isso. Por isso, lhe repito, prezado Deputado, saia desse partido anti-católico. Apesar de ele contar com as “bênçãos” políticas de Dom Arns. O que é mais um motivo de peso para sair, e não para ficar nele.
    Falei em moral natural.
    Meu caro Deputado, foi o pessoal do PT que fez aprovar a lei dos transgênicos, na qual, “eticamente” foi colocada — de contrabando — a questão das células-tronco embrionárias.
    E agora o Presidente Lula montou a comissão que acaba de propor a lei do aborto. 
    Pergunto-lhe, prezado Deputado: não é normal que marxistas — que consideram que o homem é um mero animal evoluído e sem alma — façam terrorismo e guerrilha, como Zé Dirceu, e Genoíno fizeram? Não é normal, então, que eles considerem o feto apenas um amontoado de células, um montinho de matéria, sem alma?
    Quem faz guerrilha, propõe e promove o aborto.
    E o Papa João Paulo II afirmou que ninguém que apóie o aborto pode receber a Sagrada Comunhão, pois está excomungado.
 
    Quem invade terras, invade a Fazenda e avança sem escrúpulos em verbas públicas.
    Se as FARC, marxistas e castristas, exploram o tráfico de cocaína para financiar a guerrilha na Colômbia — e na América Latina  — porque o núcleo castrista do PT teria escrúpulos de usar dinheiro, colombiano, alemão ou americano, para comprar deputados burgueses? E o senhor deve saber que se falou da ligação das FARC da droga com Fidel Castro…
   
    De tudo isso fica patente que nenhum católico verdadeiro pode apoiar o PT, e, muito menos, filiar-se a ele, e nem mesmo votar nesse partido anti-católico, do qual o Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns foi o parteiro.
    Citei Dom Arns, porque evidentemente o que expliquei acima a Vossa Excia. atrai um argumento contra mim: o PT teve o apoio de eminentes figuras da Igreja.
    Devo então entrar na explicação de um problema muito mais profundo que o PT: como um partido socialista de fachada — comunista no íntimo de seu núcleo dirigente — teve o apoio decisivo e vital de figuras muito eminentes da Igreja no Brasil, e da própria CNBB?
    Foi o apoio do clero progressista e modernista ao PT que permitiu a esse partido insinuar-se, qual serpente, nas paróquias, nas PUCs, nos conventos e nos seminários.
    O PT é um partido clerical-marxista. Sem o apoio do clero modernista o PT não é nada.
   
    Para compreender a gestação e o nascimento do PT — do qual, repito, o Cardeal Arns foi o parteiro, justamente o Cardeal Arns, aquele que chama Fidel de “meu queridíssimo Fidel” — é preciso remontar a João XXIII, ao Vaticano II, e ao ACORDO de METZ.     
    O Papa João XXIII — que foi modernista — mandou assinar um acordo, em Metz, no ano de 1962, com o PC da URSS. Por esse acordo, a URSS permitiria que alguns representantes dos cismáticos russos estivessem presentes no Vaticano II como “observadores”. A igreja se comprometeria, por seu lado, a não condenar, no Vaticano II, o comunismo, o marxismo, e até que nem se citaria a URSS.
    O acordo foi assinado pelo Cardeal Tisserand, como representante da Igreja, e pelo Arcebispo Nikodin, coronel da KGB, representando a URSS. Nikodin foi o mesmo que iria morrer muito misteriosamente, na presença de João Paulo I, que, por sua vez, morreria 18 dias depois também de modo muito misterioso.
    Resultado dos acordos de Metz: o Concílio Vaticano II foi o único Concílio, nos 2.000 anos da Igreja, que se comprometeu a não condenar a heresia mais viva de seu tempo, e a heresia mais nefasta, e a maior inimiga da Igreja, em toda a sua História.
    O Vaticano II se calou diante do Comunismo.
    O Vaticano II não condenou a URSS e o marxismo.
    O Vaticano II se fez de surdo para não ouvir o clamor dos mártires do Comunismo Internacional. Mas, o sangue desses mártires clama por justiça, diante de Deus, contra os eclesiásticos cúmplices silenciosos dos crimes do socialismo soviético. Porque a URSS de Stalin se dizia Socialista.
    Como o PT.
    Desses acordos cúmplices com o “socialismo” da URSS  nasceu a chamada Ost Politik do Vaticano.
    João XXIII recebeu Adjubei, o genro do ditador assassino Kruschev.
    Paulo VI recebeu Gromyko.
    E por onde passa um lobo comunista, passa a alcatéia inteira do partido.
    Paulo VI  favoreceu enormemente o marxismo internacional, promovendo a Ost Politik através de Monsenhor — depois Cardeal — Casarolli, e insuflando o socialismo revolucionário na Conferência de Medellin.
    Nascida da adaptação da Igreja ao mundo moderno, promovida pelo Concílio Vaticano II, para justificar a Ost Politik vaticana, e para promover o marxismo-cristão(???) é que se elaborou então a famigerada Teologia da Libertação, que o ex Frei Leonardo Boff definiu como “marxismo na Teologia.”
    Foi com base nessa Ost Politik, e na Teologia da Libertação — sem falar da lógica interna da heresia igualitária do Modernismo — que eminentes  figuras do clero aderiram a essa teologia herética.
    Foi da Teologia da Libertação que nasceram movimentos com idéias modernistas e marxistas-cristãs(???), que penetraram profundamente no meio católico [A junção desse termos -- marxismo e cristianismo -- clama ao céu vingança!].
    No Brasil, o PT foi o braço ativo e político da Teologia da Libertação.
    É por isso que eclesiásticos, vários de origem franciscana — [Arns, o Cardeal Hummes, o ex frei Boff...] — muito contaminados por idéias ligadas ao milenarismo dos fraticelli, e pelo Modernismo, apoiaram a fundação, a expansão, e a atuação do PT. Também apoiaram o PT, esse partido marxista-cristão(???), os frades modernistas dominicanos das Perdizes, filhos do Modernismo de Chenu, e do Pe. Congar. No convento dominicano das Perdizes se formou uma ativa célula comunista, que apoiou a guerrilha comunista de Marighela. O semi-frei Betto teve participação inglória nessa guerrilha, participação que o tornou amigo de Fidel, que o fez conselheiro de Lula, já que este último só se podia mover tendo alguém aconselhando-o ao pé do ouvido, sobre o que devia falar ou calar. Frei Betto — disse-o agora Dom Arns — era “o nosso representante junto a Lula” (Dom Paulo Evaristo Arns, entrevista “Estou decepcionado com o governo Lula”, diz Dom Paulo, in “Diário de São Paulo” – 24.07.2005, p. A 3).
    Se Betto é só semi farde, comunista stalinitsa ele é inteiro. Repare que ele acaba de declarar que uma das tristezas que lê teve na vida foi a de ver cair o muro da vergonha de Berlim…
    “Também experimentei, José, muitas perdas: a morte do Che, a derrota da guerrilha urbana contra a ditadura militar, a queda do Muro de Berlim e, agora, essa fratura no corpo do partido que ajudei a construir como simpatizante e que se gabava de primar pela ética na política“. (Frei Betto, artigo, E agora, José?, Folha de São Paulo, 25 de julho de 2005. O destaque é meu).
    Na já citada entrevista do Cardeal Paulo Evaristo Arns, o “Núncio” do castrismo no Brasil, muito justamente se afirmou que esse Cardeal foi quem ajudou “no parto do PT” (Diário de São Paulo, entrevista com Dom Arns, 14- de julho de 2005, p.A3). 
    Por isso mesmo, Dom Arns pode muito bem ser chamado de o “Parteiro do PT”.
    E mais. Dom Arns alimentou, criou, e mal educou o chamado Partido dos Trabalhadores, que, na realidade, foi mais um partido de “intelectuais” marxistóides, padres comunistas, pequenos burgueses, ou burgueses ricos, como os Suplicys, por exemplo, do que de trabalhadores. Veja, caro senhor Deputado, como, nessa mesma entrevista, Dom Arns se mostra contente com o fato de que os professores da PUC fossem do PT.
    O entrevistador Pablo Pereira perguntou a Dom Arns:
 
“- As denúncias afetam os setores da Igreja que apoiaram o PT por tantos anos?”
 
    Dom Arns:
 
A Igreja certamente apoiou Lula em muitas circunstâncias. Eu mesmo fui diversas vezes a São Bernardo. Eu fui à prisão para tirá-lo de lá. Eu me envolvi no PT de tal maneira que, ao perguntar ao reitor da Universidade Católica, a PUC, como é que são os professores aqui? A que partido costumam aderir? Ele respondeu: são todos do PT”.   
      
    Não há, então, como negar que o PT foi apoiado pelo clero modernista, o que é uma razão a mais para sair desse partido de origem herética.
    Lula foi o operário-símbolo escolhido para liderar esse movimento político, aplicador da Ost Politik, do castrismo, e da Teologia da Libertação.
    Foi o tempo das greves do ABC, para as quais Dom Hummes cedeu a sua Catedral. O Templo de Deus foi asilo de agitadores marxistas.
    Dom Hummes disse que recebeu pedradas junto com Lula e seus grevistas… O mesmo Dom Hummes que declarou Lula “um católico a seu modo“, mesmo depois que ele patrocinou e aprovou a lei dos transgênicos, essa fraude pseudo científica.
    Isso mostra como o clero modernista e filo socialista estava unido ou mancomunado com o projeto Lula–PT para realizar a República Socialista Operária Petista, aliada a Fidel.
    Foi a CNBB, através de Dom Morelli, de Dom Casaldáliga, um sandinista de batina e báculo, de Dom Tomás Balduíno, que promoveu o que o ex Frei Boff e o semi-frei Betto, — ambos comunistas — queriam e preparavam de acordo com a ideologia marxista, que eles adotaram e patrocinaram.
    Os bolchevistas do PT tinham um plano a longo prazo: levar Lula lá, e, depois, tendo as rédeas do governo, dominar o Estado, desmoralizar as Forças Armadas, armar os agitadores agrários, embeber as escolas e a mídia de conceitos e vocabulário marxistas, instaurar a República Bolchevista na Terra de Santa Cruz. Para essa gente, mesmo a clerical, não existe Moral divina, porque não há um Deus criador. É o que escreveu Frei Boff.
    Para os modernistas e comunistas o Homem é a Divindade. O homem é quem faz a Ética. E apesar de eles falarem continuamente em ética — esse ersatz naturalista da lei de Deus–, para eles, todos os meios são bons para alcançarem seu fim: o triunfo da revolução comunista, passando, pela etapa socialista.
    O Padre Comblin — outro teólogo marxistóide, trazido ao Brasil pelo Arcebispo vermelho de Olinda e Recife, Dom Helder Câmara, para ajudar a revolução socialista no Brasil  escreveu a seguinte “profecia”:
“Não bastará a boa consonância. Será necessário estudar os meios próprios da ciência do poder e da arte da conquista do poder. Será preciso estudar a estratégia e a tática. Será preciso fazer alianças, entrar em compromissos, sujar as mãos pelas alianças sujas”.
 
    Padre Comblin foi “profeta”, ou expôs um programa, quando escreveu isso?
    Porque é exatamente isso que estamos assistindo, hoje, com a operação mensalão, aquela que Lula não sabia que estava ocorrendo… José Dirceu aplicou exatamente esse método, esse programa, previsto pelo padre Comblin.
    O PT está hoje com as mãos completamente sujas.
    E a sua comissão de “ética” não tem sabão que as possa lavar. Por isso adia a sua lavagem…
    A crise do mensalão demonstrou como esse plano estava sendo aplicado.
    E os dirigentes do PT, sempre falando em transparência, em apurar tudo, quando explodiu o escândalo, seguiram sempre as seguintes etapas:
 
1 – Primeiro, negaram os fatos.
2 – Depois, afirmaram, com ar calmo, que não se lembravam dos fatos. Trazidos os indícios de prova, Genoíno, Dirceu , Delúbio et caterva, afirmavam que não tinham memória do que havia acontecido. Que ataque de amnésia escapista coletiva deu no PT!
3 – Provados os fatos, negaram que os haviam conhecido, ou afirmavam que havia equívoco, acenando a golpe das elites.
4 – Por fim, culparam o Delúbio.
 
    Negar os fatos com veemência e com frieza para o público-crente acreditar, foi a regra.
    O depoimento do José Dirceu na Comissão de Ética foi exemplo escandaloso desse pinoquismo cínico. José Dirceu negou de modo peremptório que sabia do mensalão, e que não recebera o tal Marcos Valério, na Casa Civil.
    Era falso. Ficou provado no dia seguinte
    José Dirceu, o verdadeiro presidente do Brasil, — Lula só presidia os churrascos no Torto — negou o caso Telecom, negou que se tivesse enviado alguém a Portugal para arranjar dinheiro com a Portugal Telecom. No dia seguinte, se confirmou a notícia: o enviado por Dirceu em nome do PT era o próprio Marcos Valério, o homem do mensalão, que se apresentou aos governantes lusos como “Consultor de Lula”, para fazer o “negócio” do PT lá.
    Agora é o novo presidente do PT, Tarso Genro, que não se lembra de um caso envolvendo um seu auxiliar em Porto Alegre… E ele pretende que os acusados pelo mensalão — caso comprovado e confessado — sejam julgados pela Comissão de Ética do PT !
    Comissão de Ética do PT, na hora presente, soa como piada.    
    E em meio a todo esse tsunami de corrupção “promovido pelos melhores quadros do PT” — imaginem-se como são os piores! — Lula permitiu que fosse para frente o projeto de aborto.
    “Nóis vai fazê o aborto
    Contra Deus
    Nunca, jamais, houve tamanha corrupção na política brasileira. Nunca tive conhecimento de corrupção igual na História do mundo. E olhe, senhor Deputado, que na História do Ocidente, depois da Revolução Francesa, a instauradora da democracia romântica de Rousseau, aquela que acredita na bondade do homem e na retidão do Cidadão, jamais houve corrupção em escala tão astronômica.
    Com o mensalão — desgraçadamente — a “democracia” brasileira, a da Constituição Cidadã, ganhou o Campeonato mundial da corrupção. Batemos todos os recordes. Infelizmente. Para vergonha dos que realmente amam a Pátria. Fomos os campeões mundiais…Vergonhosamente.
    Com as bênçãos da CNBB.
    Porque a CNBB tem grande culpa na vergonha atual que sofremos, por promover esse Partido “Cristão” “à sua maneira”. À maneira da CNBB.
    O tempora ! O mores!
    O cleresia!…
  
    Diante de tudo isso, muita prezado Deputado — que não quero confundir com a quadrilha marxista dirigente do PT — só posso lhe dizer, em nome da doutrina católica, que o senhor quer defender: saia imediatamente desse partido anti católico.
    Claro que o senhor deve ter sido levado a ele por conselhos que lhe deram em alguma sacristia.
    Desconfie, senhor Deputado, de conselhos esquerdistas sussurrados por clérigos modernistas, na penumbra das sacristias.
    Veja como o Deputado Severino, aquele que passou um pito num Bispo, acusando a CNBB de não fazer nada na defesa da moral católica, acabou, ele mesmo, favorecendo o projeto dos transgênicos, assim como a questão dos homossexuais. Assim são os católicos – não me refiro ao senhor — “aconselhados” na penumbra das sacristias modernistas…
    Vejo bem que nos limites de uma carta não me é possível senão aflorar um tema tão vasto como este.
    Reconhecendo sua honestidade, e não o confundindo com a caterva dirigente do PT, coloco-me então à disposição de Vossa Excia. para ulteriores e mais completos esclarecimentos.
    É então como católico que lhe digo, como a um irmão na Fé: saia do PT, esse partido socialista, fidelista, marxista, enganador, cuja filosofia, por ser anti-católica, só pode gerar corrupção.
    Afiançando-lhe, pois, meus sentimentos de apreço e de consideração, e contente por lhe fazer justiça, distinguindo-o dos culpados do PT, despeço-me por ora, in Corde Jesu, semper,
 
Orlando Fedeli

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