Montfort Associação Cultural

21 de janeiro de 2005

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Carismas

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Donizete
  • Localizaçao: Goiânia – GO – Brasil

Prezado Professor Orlando Fedeli,

É com imenso prazer que lhe envio este Email, esperando que este ao lhe chegar as mãos o encontre na mais perfeita paz e harmonia. Sabedor do seu grande conhecimento, gostaria de saber mais sobre os carismas da nossa Santa Igreja Católica, em especial sobre FÉ, ESPERANÇA e CARIDADE.

Fraternalmente,
Donizete

Muito prezado Donizete,
Salve Maria.

Muito obrigado por seus sentimentos generosos, e que Deus o recompense, neste novo ano, com muitas graças.

Fé, Esperança e Caridade não são carismas, mas sim virtudes teologais, isto é, virtudes que têm a Deus como objeto.

A Fé é definida por São Paulo como “a substância das coisas que esperamos e argumento das coisas que não se vêem”.

São Tomás explica longamente esse conceito de Fé de São Paulo, na Suma Teológica (2-2 q 4 a. 1).

Se você quiser uma definição mais simples, poderá ser esta: Fé é a virtude teologal e sobrenatural pela qual cremos firmemente em tudo o que Deus nos revelou e que a Igreja ensina.

A esperança, por sua vez, é a virtude sobrenatural e teologal pela qual, os que têm Fé confiam filialmente que alcançarão a felicidade eterna, que é Deus, com o auxílio imprescindível da graça.

A Caridade é a virtude sobrenatural e teologal pela qual amamos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, por amor de Deus. A caridade é um amor benévolo (que quer fazer o verdadeiro bem) e mútuo, isto é, um amor do homem para Deus, como de Deus para o homem. Ela é a amizade com Deus, visando uma vida do homem com Deus, pela posse de Deus.

Hoje em dia, a palavra amor está muito deturpada. Amar é querer o bem, e não sentir. O bem que desejamos no amor de Caridade é o Bem absoluto, isto é Deus. Amar realmente é quando se deseja a salvação eterna para si mesmo, e para o próximo.

A caridade manda ainda desejar os bens relativos – vida, saúde, riqueza, saber, êxito, etc, desde que estes bens relativos não nos afastem de Deus. Caso um bem relativo, e até mesmo a vida, nos afaste de Deus, devemos querer Deus e não a vida. Devemos preferir a morte ao pecado. E isso vale tanto para nós mesmos quanto para os outros.

Então, a caridade pode exigir prefiramos a morte, quer para nós mesmos, quer para o próximo, caso a manutenção da vida nos seja motivo de perdição da alma. Por isso é que os mártires dão a vida por Cristo.

Espero tê-lo auxiliado com estas explicações.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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