Montfort Associação Cultural

23 de dezembro de 2012

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Cardeal de Munique pede “reflexão” sobre ordenação de mulheres

Notícia publicada por The Tablet

Vista em Le Forum Catholique 

Comentário Lucia Zucchi

O Cardeal Arcebispo de Munique Reinhard Marx disse que é necessária uma intensa reflexão sobre o tema da ordenação de mulheres, conforme notícia do The Tablet de 22 de dezembro de 2012. Respondendo a perguntas durante uma catequese para o Ano da Fé, ele afirmou que o tema deixa “muitas questões abertas”, e ele “pode entender quando alguém afirma não compreender um ou outro argumento, pois as perguntas sempre permanecem e temos que continuar pensando sobre isso intensamente. Talvez não tenhamos chegado ao final do caminho que empreendemos juntos”. Para ele, “quando Jesus referia-se a Deus como ‘Pai’ isso não tinha um sentido de gênero” e que “tendo homens e mulheres a mesma dignidade, seria justo que mulheres tivessem posições de liderança na Igreja, como na Arquidiocese de Munique, onde três dos sete departamentos estão sob chefia de mulheres”.

É absolutamente impressionante que o Cardeal Marx, em primeiro lugar, discuta esse ponto publicamente, em aberto desafio ao Papa Bento XVI, que tem reafirmado tantas vezes a doutrina tradicional – e definida dogmaticamente por João Paulo II – de que a Igreja não recebeu de Nosso Senhor Jesus Cristo o poder de ordenar mulheres.

Em segundo lugar, a falta de compreensão do tema faz dele “um cego que guia outros cegos”, como diz Nosso Senhor. Que pode ele falar em benefício da fé de seus fiéis, se ele mesmo não crê em uma definição solene da Igreja?

Mais ainda, o Padre, quando celebra a Missa e oferece o Sacrifício, fala in persona Christi, dizendo “Isto é Meu Corpo”,  transubstanciando realmente o Pão no Corpo de Cristo ao dizê-lo. Ora, vê-se que seria sumamente inconveniente que uma mulher dissesse “Isso é Meu corpo”, referindo-se ao Corpo de Cristo.

A noção da Missa como renovação do Sacrifício da Cruz e do Sacerdote como Sacrificador, em lugar de Nosso Senhor Jesus Cristo, está fortemente obscurecida na Missa “Assembleia do Povo de Deus”, encontro que aparentemente qualquer um – leigo ou mulher – poderia presidir.

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