Montfort Associação Cultural

10 de fevereiro de 2005

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"Caminho" do amor

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Alain
  • Idade: 27
  • Localizaçao: Lisboa – Portugal
  • Escolaridade: Pós-graduação concluída
  • Profissão: Jurista
  • Religião: Católica

Caro irmão;  a forma como escreve,eivada de erros de percepção, demonstram desde logo algo que não se coaduna no espírito de Cristo e da Igreja, o seu ódio…

 Não foi Cristo que disse amai-vos uns aos outros!?

 O senhor defende-se por detrás de argumentos faliciosos, os quais são palavras destituidas de sentido e objectividade.

 Encontra-se limitado na sua forma de ver Cristo. Porque a Filosofia de Cristo é a do Amor e não a dos cursos e conceitos.

 Afinal não consta que Cristo percebe-se de Filosofia ou possui-se uma Biblioteca.

 Pessoalmente é me indiferente que haja opiniões criticas ao Caminho, mas pedia-lhe que descobri-se em si o dom do perdão e do Amor aos outros.

 Não se esconda por detrás de um conceito!

  P.S.- Estou no Caminho á mais de 11 anos numa paróquia de Portugal, e esse secretismo de que fala nunca o vi.Tanto assim é que já conhecia o Caminho muito antes de pertencer a uma comunidade.

  Com os mais respeitosos cumprimentos;

Muito prezado Alain, salve Maria !

Admira-me que um jurista escreva o que você escreveu: que “a Filosofia de Cristo é a do Amor e não a dos cursos e conceitos. Afinal não consta que Cristo percebe-se de Filosofia ou possui-se uma Biblioteca”.

Meu caro Alain, Cristo não ensinou uma filosofia. Ele não foi um filósofo. Ele é Deus feito homem. Ele nos revelou a Verdade sobre Deus, e não um sistema filosófico.

Mas as Verdades da Fé são dirigidas à inteligência. A Fé é um ato da inteligência que aceita a verdade que Deus revelou, ainda que ela esteja acima da compreensão humana.

Por isso, Cristo disse a seus Apóstolos: “Ide e ensinai”.

E o amor é também algo que se entende.

Transformar a religião apenas em amor, em caridade, é liquidar a Fé que é uma virtude intelectual.

Ninguém pode amar — ter caridade — sem ter Fé.

Não se pode agradar a Deus sem a Fé” como está escrito por São Paulo, na Sagrada Escritura (Heb XI, 6).

E ainda: O meu justo vive da Fé (Heb X, 38).

Você ama choró no avesso?

Claro que não, porque não conhecendo o que é choró, e muito menos no avesso, você não pode amá-lo. Não se ama o que não se conhece. Primeira condição para amar algo é conhecer esse algo.

Portanto, só pode haver amor a Deus com a Fé.

Esta virtude da Fé é como os pilares de uma casa, que sustentam o seu telhado, que é como a caridade. Sem pilares o telhado cai.

Sem Fé, a caridade, o amor a Deus e ao próximo, não se mantém.

Seu amor sem base em conceitos, sem apoio na Fé, não se sustenta de pé.

Você me informa que está “no caminho” há mais de onze anos.

O importante não é estar num caminho. O essencial é estar no caminho certo, e não em qualquer caminho. Antes deve-se ver para onde vai o caminho. E o caminho neo catecumenal, pelos seus graves erros contra a Fé, não vai ao céu.

Você, meu caro Alain, você leu o decreto Redemptionis Sacramentum, do Papa João Paulo II, condenando os abusos que se fazem hoje, — inclusive no neo catecumenato — contra a Eucaristia?

Se leu, compare o que o Papa condena com o que se faz no “caminho” neo catecumenal, com as hóstias que sobram, e com os fragmentos das hóstias que caem aos chão.

Leia o que Margarida Hulschof confessou em carta a mim dirigida e que está no site Montfort, e verá que ela confessa que no neo catecumenato se dança sobre os fragmentos de hóstias consagradas que caem ao chão. Fazendo esses sacrilégios, esse “caminho” não é o da salvação, mas o da perdição.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli.

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