Montfort Associação Cultural

11 de dezembro de 2006

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Bento XVI, na Turquia, falou como perito do Concílio Vaticano II

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Maycon Antonio Moreira
  • Localizaçao: Barbacena – MG – Brasil
  • Escolaridade: Superior incompleto
  • Profissão: Militar
  • Religião: Católica

Boa senhores da Montfort

Gostaria de tirar uma duvida. Por que o PAPA disse que o nosso DEUS que é pai de jesus cristo, o qual tem Maria Santíssima como mãe, é o mesmo DEUS do islamismo? Lí essa informação no site oglobo. O link é http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2006/11/28/286819080.asp
Desde já agradeçoa atenção.

Fiquem com Deus e mais uma vez obrigado e parabéns pelo trabalho realizado neste site, pois foi através dele que encontrei o caminho para a verdade! 



Papa a muçulmanos na Turquia: “Acreditamos no mesmo Deus”
Publicada em 28/11/2006 às 15h18m Agências internacionais

ANCARA – O Papa Bento XVI disse nesta terça-feira, em Ancara, capital da Turquia, que cristãos e muçulmanos continuam abertos ao diálogo porque eles acreditam no mesmo Deus e concordam quanto ao significado e ao propósito da vida. As afirmações foram feitas no primeiro discurso do Pontífice na abertura da visita oficial de quatro dias à Turquia.
O chefe da Igreja Católica, que provocou a fúria na comunidade muçulmana ao redor do mundo por causa de um discurso em setembro em que associou islamismo e violência, destacou a necessidade de “uma religião entender a outra melhor, respeitando as diferenças e reconhecendo o que há em comum”.
Bento XVI participou de uma cerimônia juntamente com o líder máximo dos muçulmanos na Turquia, Ali Bardakoglu. O clérigo dirige o prestigiado Departamento Geral de Assuntos Religiosos, que controla os imãs e prepara os seus sermões. Bardakoglu disse que
todos os muçulmanos ficaram ofendidos com a acusação de que sua religião é violenta.
A visita do Papa está cercada de expectativa e grande aparato de segurança. Grupos muçulmanos de Ancara e Istrambul manifestaram publicamente descontetamento desde que o Vaticano confirmou a visita papal, a primeira a um país de maioria islâmica.
Bento XVI chegou por volta das 9h (horário de Brasília) deste terça-feira e foi recebido pelo premier turco, Tayyip Erdogan, e o presidente do país, o presidente Ahmet Necdet Sezer. Em seguida, o Pontífice visitou o mausoléu de Mustafa Kemal Ataturk, fundador da República turca moderna.
Na quarta-feira, o Papa visitará Efesos, onde se acredita que tenha morrido a Virgem Maria, e prosseguirá viagem para Istambul.
Um dos principais focos da visita de quatro dias serão as negociações sobre a unidade cristã com o patriarca Bartolomeu, o líder espiritual dos 250 milhões de cristãos ortodoxos do mundo.

Muito prezado Maycon,
Salve Maria.

    Não se espante que ousemos criticar os discursos, lamentavelmente ecumênicos, de Bento XVI, na Turquia, e que o levaram a cair em uma certa contradição com o que ele tem ensinado e feito, em seu pontificado.
    O Papa não é infalível em seus discursos diplomáticos.
    O próprio Cardeal Ratzinger escreveu que todo fiel tem direito de criticar afirmações de um Papa, em discursos que não envolvem a infalibilidade, quando nesses discursos o Papa não diz algo perfeitamente.

Doutra parte, é possível e até necessário criticar os pronunciamentos do Papa, se não estiverem suficientemente baseados na Escritura e no Credo, ou seja, na fé da Igreja universal. Onde não houver, nem a unanimidade da Igreja universal, nem o claro testemunho das fontes, não pode também haver uma definição que obrigue a crer. Faltando as condições, poder-se-á também suspeitar da legitimidade [de um pronunciamento papal].” (Joseph Ratzinger, Das Neue Volk Gottes – Enwürfe zur Ekkleseologie, Düsseldorf: Patmos-Verlag, 1969, trad. br. por Clemente Raphael Mahl: O Novo Povo de Deus, São Paulo: Paulinas, 1974, p. 140. destaques nossos).
 
    E ainda recentemente, ao anunciar a publicação de um livro seu sobre Jesus Cristo, o Papa Bento XVI, sabia e humildemente, ponderou:

Creio que não é necessário dizer expressamente que este livro não é em absoluto um ato magisterial, mas a expressão de minha busca pessoal do «rosto do Senhor» (salmo 27, 8). Portanto, cada um tem liberdade para contradizer-me. Só peço às leitoras e aos leitores uma antecipação de simpatia, sem a qual não existe compreensão possível“. (Bento XVI, Prefácio ao livro Jesus de Nazaré, a ser editado em fevereiro de 2007, apud Zenit.org 23 de Novembro de 2006).
 
    Nós, que temos elogiado muito os posicionamentos do Papa Bento XVI, especialmente em matéria litúrgica, e por atacar o racionalismo e o relativismo, estamos pois, bem situados, hoje, que somos obrigados a mudar nosso tom, e mesmo, muito respeitosamente, contradizer o que disse e fez o Papa na Turquia, com base documental irrefutável.
    Infelizmente, nesta viagem à Turquia o Papa Bento XVI falou ambiguamente e mesmo voltou a falar como o Padre Ratzinger, quando era perito do Vaticano II.
    Em vários discursos, ele defendeu o ecumenismo e chegou, de fato, a declarar que, o Deus que adoram os cristãos e os maometanos é o Deus Uno, omitindo que esse Deus Uno é também Trino, e que judeus e maometanos recusam a Trindade.
    Disse o Papa: 

cristãos e muçulmanos pertencem à família daqueles que acreditam no Deus uno, que de acordo com suas respectivas tradições, remontam suas raízes a Abraão”.


    Essa frase, tal como foi dita, hoje, é ambígua, e leva a iludir: pensa-se, de início, que o Papa ecumenicamente afirma que esse Deus uno é também o mesmo Deus.
    E o Papa, de fato, não disse que esse Deus uno é o mesmo Deus.
    Só deixou, sibilina e diplomaticamente, à sombra a questão da Trindade.
    Habilidades da diplomacia vaticana, que não estão muito de acordo com o “sim, sim; não, não”, recomendado por Nosso Senhor, nos Evangelhos.
    A fé obriga a confessar claramente o que cremos.
    Por isso, queremos observar, ainda que respeitosamente, que dizer só isso — especialmente no clima ecumênico vigente em nossos dias — isso não é suficiente, pois faz incorrer na ilusão de que esse Deus uno é o mesmo Deus para cristãos, maometanos e judeus. E isso não é verdade, pois nosso Deus é Uno e Trino.
    O Maometismo recusa reconhecer que Jesus Cristo é o Filho de Deus, Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. Para o Corão, Cristo foi apenas um profeta entre outros e nem teria sido o maior dos profetas, honra que eles reservam a Maomé.
    Pois o Corão prega na surata CXII:

Diz: Allah é o único, é o único. Deus, o único. Ele não gerou e nem foi gerado” (Corão, Surata CXII, 1-3).

    Esse texto demonstra como o Maometismo é anticatólico, por ser radicalmente contra a Santíssima Trindade. Portanto, o Allah dos maometanos não é o nosso Deus Uno e Trino, como nos foi revelado por Cristo.
    O maometismo toma assim a mesma posição que os fariseus, que recusaram Cristo como Deus, e recusaram sua revelação da Santíssima Trindade, e que por isso, o mataram.
    Como se pode, então, ambiguamente insinuar que o Deus do Islã é o mesmo que o Deus dos Católicos?
    Certamente, o Papa Bento XVI conhece qual é a Teologia do Islã. Como, então, disse algo que não expressa claramente a verdade sobre o deus do Islã?  
    Veja ainda este outro texto do Corão que ataca diretamente a Cristologia católica:

São infiéis os que dizem: “Deus é o Messias”, filho de Maria” (Corão, Surata V, 72).

    Há nesse versículo do Corão uma negação rotunda da Divindade de Cristo.
    E Bento XVI ensinou que não é legítimo fazer ecumenismo, deixando à sombra Jesus Cristo como único Redentor (Cfr. Bento XVI: Como tienen que ser las relaciones católicas con las otras religiones.
04/11/06 http://www.edicionescatolicas.com/articulo3.asp?Id=1075)
 
    E diz ainda o Corão:
    
São blasfemos os que dizem: Trindade! porquanto não existe deus algum além do deus único” (Corão, Surata V, 73).

    Portanto, os muçulmanos negam explicitamente a Santíssima Trindade. Insinuar que eles têm o mesmo Deus que nós, é deixar, na penumbra ecumênica da confusão, a verdade objetiva.
    Em conseqüência lógica dos versículos citados do Corão, os muçulmanos negam explicitamente a divindade de Jesus Cristo e seu caráter de Divino Redentor:

O Messias, filho de Maria, não é mais do que um apóstolo ao nível dos que o precederam” (Corão, Surata V, 75).

    E mais: 

É inadmissível que Deus tenha tido um filho” (Corão, Surata XIX, 35).


   Como Bento XVI desconheceu estas frases, que provam que o deus do Islã não é o Deus que a Igreja Católica adora?
   Bento XVI ensinou que “não se pode prescindir da relação com as outras religiões, que só se revela construtiva se se evita toda ambigüidade que debilite o conteúdo essencial da fé cristã em Cristo único Salvador de todos os homens e na Igreja sacramento necessário de salvação para toda a humanidade”.
    E também ainda, na mesma ocasião, ele disse:

“O problema é que a serviço do bom clima nas relações com as outras religiões se liquefaz e se borra a mensagem da Igreja com uma calculada ambigüidade, quando essa mensagem é claríssima: Só por Cristo obtemos a salvação, aquele que crê nEle e se batize se salvará, aquele que não fizer isso, não se salvará” 
 (Bento XVI:Como tienen que ser las relaciones católicas con las otras religiones. 04/11/06 http://www.edicionescatolicas.com/articulo3.asp?Id=1075).
 
    Bento XVI insiste que deve se afirmar Cristo como único salvador e único Redentor. Mais: ele insiste que o dialogo ecumênico não deve significar uma atenuação das verdades católicas nas quais devemos crer. E Bento XVI, enquanto ainda era o Cardeal Ratzinger escreveu que “se um não cristão pudesse concluir da participação de um cristão — [num ato ecumênico] — uma relativização da fé em Jesus Cristo, único salvador de todos, essa participação não deveria acontecer” (Cardeal Joseph Ratzinger, Fé, Verdade, Tolerância, 2002, p. 116).

    Mas, então, esse discurso na Turquia não deveria ter acontecido, pois não deixou explicita a crença católica na Divindade de Cristo e em seu caráter de Divino Redentor, dogmas negados pelos maometanos.
    É impossível não constatar uma contradição clamorosa entre o que escreveu Ratzinger e o discurso de Bento XVI na Turquia, utilizando a linguagem ambígua do ecumenismo do Concílio Vaticano II, linguagem que dá azo a interpretações heréticas, como as do “Espírito do Concílio”.
    Bento XVI tem condenado seguidamente o relativismo. Como então, agora faz esse discurso perplexitante?
    Bento XVI, ao chegar à Turquia foi levar uma guirlanda de flores no monumento-mausoléu de Kemal Ataturk.
    Veja-se a notícia publicada:
 
“Papa pendura guirlanda no mausoléu Mustafá Kemal Ataturk, em Ankara”
http://pt.wikipedia.org/wiki/Kemal_Atat%C3%BCrk
http://www.estadao.com.br/ext/especial/extraonline/galerias/mundo/2006/11/28/12315600/

    Ora, Kemal Ataturk foi maçom, foi ligado, pelo menos indiretamente, à seita cabalista dos Frankistas, aderiu a uma sociedade secreta de oficiais progressivos-reformistas chamada “Vatan” (Pátria). Mustafá Kemal possuía inspiração no positivismo francês e pretendia substituir o Islã por uma “Religião civil” o Kemalismo. 
    Esta ideologia (Kemalismo) baseava-se em seis princípios:

1) O Republicanismo;
2) O Nacionalismo;
3) O Populismo;
4) O Estatismo;
5) O Secularismo;
6) O Reformismo.

    Qual era a opinião de Kemal Ataturk — que Bento XVI homenageou — sobre Maomé e o Islã? 
    Eis as palavras nada ecumênicas de Kemal Ataturk sobre Maomé:

As regras e teorias de um velho sheik árabe chamado Maomé e as abstrusas interpretações de gerações de sujos e ignorantes padrecos fixaram a lei civil e penal da Turquia. Eles determinaram a forma da constituição, as mais pequenas ações e gestos do cidadão, a sua alimentação, as horas para levantar e dormir, tradições e hábitos e mesmo os mais íntimos pensamentos. O Islã, essa absurda teologia de um beduíno amoral, é um cadáver podre que envenena a nossa vida. A população da república turca, que reclama o direito a ser civilizada, tem de demonstrar a sua civilização através das suas idéias, sua mentalidade, através da sua vida familiar e seu modo de vida“. Mustafá Kemal Ataturk (destaques nossos).

    Fez-se uma celeuma imensa pela opinião emitida por Bento XVI sobre Maomé, em sua Aula de Regensburg. Entretanto, Kemal Ataturk tinha uma opinião brutal sobre Maomé, e os turcos maometanos não se ofendem como ela!
    Então, Kemal Ataturk pode dizer que Maomé foi “um beduíno amoral”, e que o Islã é uma “absurda teologia de um beduíno amoral, que o maometismo é “um cadáver podre que envenena a nossa vida[da Turquia], e tudo bem?
    Por que, então, tanto clamor escandalizado pelo que disse Bento XVI sobre Maomé e o Islã em Regensburg?
    Que significa o Papa ir a Turquia para fazer ecumenismo com o Islã e começar homenageando um homem que chamou Maomé de “beduíno amoral” e o Islã de religião de “absurda Teologia que “envenena a vida” nacional da Turquia?
    Contradições do ecumenismo que quer agradar a todos e que acaba, no fundo, não agradando a ninguém, pois que todos se percebem mais ou menos iludidos por palavras bem ambíguas.
    Que haja contradição entre os turcos, que seguem Kemal Ataturk, e julgam Maomé o maior dos profetas, quando Ataturk o considerou “um beduíno amoral“, e o Islã “uma absurda teologia” é fácil compreender: o erro é contraditório em si mesmo.  
    Mas que o Papa Bento XVI, num mesmo dia, homenageie Ataturk e diga que o Islã adora o Deus uno como os católicos, isso é incompreensível. 
    Conseqüências dos erros do Concílio Vaticano II. O Ecumenismo é relativismo na Teologia. Por isso, todo ecumenismo leva à contradição.
    Como é incompreensível que Bento XVI tenha ido à mesquita azul e lá tenha rezado, — ou simulado rezar, discute-se – junto com o Mufti maometano.
    O noticiário e as câmeras de televisão mostraram a cena: o Papa junto com o mufti rezando. Os maometanos triunfaram exclamando que o Papa rezou voltado para Meca.
    Veja-se esta notícia da Reuters:

O papa
concluiu na sexta-feira sua conciliadora viagem à Turquia recebendo elogios da imprensa local por ter visitado a Mesquita Azul , de Istambul, e rezado voltado para Meca “como os muçulmanos“.Na mesquita Sultão Ahmet [nome oficial da Mesquita Azul], ele se voltou para Meca e rezou como os muçulmanos”, descreveu o popular diário Hurriyet. (…).
“Durante a visita, o papa também manifestou apoio à adesão turca à União Européia e elogiou o caráter pacífico do Islã” (Muçulmanos elogiam papa por rezar virado para Meca http://noticias.uol.com.br/ultnot/2006/12/01/ult27u59119.jhtm Por Philip Pullella e Tom Heneghan, ISTAMBUL, Reuters – destaques nossos).  

    Ora, o Vaticano apressou-se a explicar que Bento XVI, de fato, não teria propriamente rezado, na Mesquita Azul. Eis o que noticiou a agência Zenit:




“Porta-voz vaticano explica o sentido da meditação do Papa na Mesquita Azul”
“ISTAMBUL, quinta-feira, 30 de novembro de 2006 (ZENIT.org).- O silêncio que Bento XVI fez na tarde desta quinta-feira ao visitar a Mesquita Azul não foi uma oração no sentido próprio da palavra, esclarece o porta-voz da Santa Sé. 
“O Padre Federico Lombardi S.I., diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, após a histórica visita, confirmou que «o Papa se deteve em um momento de meditação e recolhimento». 
«Foi um momento de meditação pessoal, de relação com Deus, que se pode chamar também de oração pessoal, íntima, mas não foi uma oração com manifestações externas características da fé cristã», indicou o Padre Lombardi em declarações a jornalistas”.



    Como Padre Lombardi, porta voz do Vaticano, soube o que fez o Papa mentalmente, na Mesquita Azul?
    Claro que ele recebeu ordem de dar essa explicação. E essa ordem só poderia ter vindo do próprio Bento XVI.
    Ratzinger não apoiou o ato de João Paulo II rezando em Assis com sectários hereges e pagãos. 
    Como agora poderia fazer o mesmo com o Mufti?
    Daí o desmentido feito com palavras diplomáticas, e –  que pena! — até contraditórias, pois, como pode se dizer que houve algo que se pode chamar também de oração pessoal, íntima, mas não foi uma oração com manifestações externas características da fé cristã”
    Foi, ou não foi, uma oração? 
    Contradições ecumênicas. Lamentáveis.
    Em todo caso, por justiça, registramos também o comentário feito por um conhecido jornalista, que dá um argumento muito ponderável, confirmando o que disse Padre Lombardi. Ei-lo:

« (…)a propósito da oração feita na Mesquita Azul de Istambul. O Papa aí foi acompanhado pelo grande Mufti Mustafá Cagrici.
Este reza. O Papa, enquanto isso não vai se entregar a um movimento de mau humor. Ele medita. Ele talvez reze. Mas isso não torna a oração única. Não basta, como afirmam alguns, por que ela dotou uma posição de tranqüilidade e tenha cruzado as mãos à sua frente, que, por isso, ele tenha cometido não sei qual pecado contra a fé. Isso é tanto mais tolo quanto, a imprensa o notou, quando da Missa celebrada pelo Patriarca ortodoxo, o Papa só a assistiu, não participou dela. Aliás, Bartolomeu I disse, nessa ocasião da «profunda aflição» dos ortodoxos de «não poder celebrar unidos os santos sacramentos”. E, depois, o Papa teria rezado em um união com um muçulmano…” (OLIVIER FIGUERAS, Article paru dans Présent, NöMÉRO 6225, Sábado, 2 de Dezembro de 2006, pp. 1 et 2).

    Repetimos: o argumento é bom e de peso.
    Todavia, é de lamentar que, nessa viagem, Bento XVI, por diplomacia(?), por temor dos maometanos e dos modernistas, por influência de sua formação modernista, por seu apego ao Concílio Vaticano II, por qualquer razão que seja, tenha tido palavras e atitudes que, pelo menos à primeira vista, permitem a alguns acreditar que ele tenha caído em séria, flagrante e perplexitante contradição relativista. Foi uma pena, pois isso gerou dúvidas e discussões sobre a verdadeira posição do Papa!
    O tempo mostrará qual a verdadeira intenção do Papa.
    Rezemos então pelo Papa para que ele tenha, de fato, coragem de enfrentar os lobos maometanos, modernistas, ou de qualquer outra alcatéia que seja
    Rezemos pelo Papa Bento XVI, para que ele se livre definitivamente da política e da mentalidade ecumênicas que o fazem vacilar no caminho, e que ele possa fazer triunfar a Fé Católica contra os erros do Vaticano II, especialmente o erro do ecumenismo, com sua linguagem enganadora e com suas atitudes dúbias, que não podem produzir bom fruto, mas só ilusões, erros, mal entendidos e confusão.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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