Montfort Associação Cultural

9 de janeiro de 2012

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Bento XVI e a educação católica

Bento XVI, Homilia da Festa do Batismo do Senhor

Conferindo o Batismo, em 8 de janeiro de 2012, a recém nascidos filhos de dependentes do Estado do Vaticano, o Papa Bento XVI falou em termos muito interessantes sobre a educação católica.

 Inicialmente, a primeira e fundamental escolha dos pais é a de pedir o Batismo para seus filhos, como  “o dom da graça de Deus, a semente de vida eterna”, e faz dos pais e padrinhos as primeiras “testemunhas da fé” em relação aos filhos.

Depois lembra que o trabalho da educação, “árduo para as nossas capacidades humanas, sempre limitadas”, deve ser cumprido “em colaboração com Deus, que é o primeiro e verdadeiro educador de todos os homens”.

A questão fundamental da educação e do apostolado é a de como conduzir a Deus os educandos. Para falar dela o Papa comenta o versículo de um Salmo: “Chegaremos com alegria às fontes de salvação”: “E quais são as fontes de salvação? São a Palavra de Deus e os Sacramentos. Os adultos são os primeiros a alimentarem-se destas fontes, para poder guiar os mais jovens no crescimento deles. Os pais devem dar tanto, mas para poder dar têm a necessidade às vezes de receber, ao contrário, se esvaziarão, se secarão. Os pais não são a fonte, como também nós sacerdotes não somos a fontes: somos os canais, através dos quais deve passar a proteína vital do amor de Deus. Se nos distanciamos da fonte (…) não teremos a capacidade de educar os outros”.

O educador deve, além disso, apresentar a Deus como o objetivo e não colocar-se na frente dEle. Como exemplo disso, Bento XVI lembra a figura de São João Batista: “João foi um grande educador dos seus discípulos porque os conduziu ao encontro com Jesus, ao qual rendeu testemunho. Não exaltou a si mesmo, não quis ter os discipulos ligados a si. João também era um grande profeta, a sua fama era muito grande. Quando Jesus chegou, ele se colocou atrás e indicou-o: “Depois de mim vem aquele que é mais forte que eu. Eu vos batizei com água, mas ele vos batizará no Espírito Santo” (Mc 1, 7-8).  

Da mesma forma, a educação deve formar o jovem para venha a agir bem por si mesmo: . O verdadeiro educador não liga as pessoas a si, não é possessivo. Quer que o filho, o discípulo, aprenda a conhecer a verdade e estabeleça com ela um relacionamento pessoal. O educador cumpre o seu dever até o fim, não permite que falte a sua presença atenta e fiel, mas o seu objetivo é que o educando escute a voz da verdade falar ao seu coração e a siga em um caminho pessoal”.

Finalmente, para saber como agir é preciso invocar o Espírito Santo: mediante a oração e os Sacramentos. É Ele, de fato, que ilumina a mente, inflama o coração do educador para que saiba transmitir o conhecimento e Amor de Jesus. A oração é a primeira condição para educar, porque rezando, nos colocamos na disposição de deixar a Deus a iniciativa, de confiar os filhos à Ele, que os conhece antes o melhor que nós, e sabe perfeitamente qual é o verdadeiro bem deles. E, ao mesmo tempo, quando rezamos, nos colocamos em escuta das inspirações de Deus para fazer bem a nossa parte, que nos cabe e devemos realizar. Os Sacramentos, especialmente a Eucaristia e a Penitência, nos permitem de cumprir a ação educativa em união com Cristo, em comunhão com Ele e continuamente renovados pelo seu perdão. A oração e os Sacramentos nos obtém a luz da verdade, graças a qual podemos estar ao mesmo tempo serenos e fortes, usar a docilidade e a firmeza, calar e falar no momento certo, exortar e corrigir na maneira justa.”

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