Montfort Associação Cultural

1 de fevereiro de 2007

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Batismo de recém-nascidos com risco de morte

  • Consulente: Anônimo
  • Idade: 29
  • Localizaçao: Recife – PE – Brasil
  • Escolaridade: 2.o grau concluído
  • Religião: Católica

Prezados Amigos do Montfort,
A Paz do Senhor Jesus!

     Há cerca de quatro anos tive uma filha, que nasceu muito prematura (com 27 semanas apenas), por causa de um descolamento precoce da minha placenta. Sua vida foi curta, pois faleceu sete dias depois, por causa de muitas complicações decorrentes de sua prematuridade. Meu maior desejo de mãe era batizar minha pequena, assim que fosse possível, mas infelizmente não houve tempo para isso, e ela se foi sem receber este Sacramento. Como se já não me bastasse a dor da perda, ainda recai sobre mim o peso dessa dúvida (dívida). O que a Igreja fala sobre esse tipo de acontecimento?
     Mais uma vez gostaria de parabeniza-los pelo site e pela Missão. Que orgulho e que alegria eu sinto em meu coração em saber que existem, ainda, católicos comprometidos com a Igreja, com a Fé, e sem querer mudar o Imutável. Que o Senhor Deus cumule de Bençãos a todos os que fazem parte dessa missão, e que o Divino Espírito Santo os ilumine cada vez mais.

Muita paz em seus corações!

Prezada X,
Salve Maria.

     Tenha confiança na bondade de Deus. Se você está preocupada com a sorte eterna de sua pequena, muito mais está Nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós.
     A Igreja não tem um dogma a respeito disso; alguns teólogos dizem que essas crianças terão uma outra chance de escolha, outros pensam que gozarão eternamente de uma felicidade puramente natural, não tendo adquirido direito ao céu através do batismo, comprado com o sangue de Cristo.
     Caso haja outro evento desses, com você ou com uma pessoa conhecida sua, saiba que, em caso de necessidade extrema, qualquer pessoa pode batizar, em qualquer lugar. Basta jogar água natural – qualquer água – na cabeça da criança, dizendo, ao mesmo tempo: “Eu te batizo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. Isso basta para o sacramento. Eu mesma já batizei o bebê doentinho de uma amiga, numa maternidade, usando para isso água da torneira do banheiro recolhida numa tampinha de mamadeira. Como ele, graças a Deus, sobreviveu, fizemos todos os ritos complementares do batismo, depois, na igreja. Mas o batismo propriamente, já estava feito.
     Deus a ajude e console.

Salve Maria.
Francisca Romana Miranda

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