Montfort Associação Cultural

7 de junho de 2006

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Ausência de fósseis de espécies atuais

Autor: Fábio Vanini

  • Consulente: Nuno Almeida
  • Idade: 24
  • Localizaçao: Ponta Delgada – Portugal
  • Escolaridade: Superior concluído

Se se nega a evolução como se explica a ausência de abundantes fósseis contendo espécies actuais, fosseis esses que deviam ser muito antigos?

Prezado Nuno, salve Maria!

    Não sei quem lhe afirmou isso, mas não é verdade que não se encontram fósseis de espécies atuais. O número de espécies de foraminíferos, por exemplo, encontrados em camadas geológicas do Cambriano e vivas, ainda hoje, é imenso. Outros exemplos clássicos são o Celacanto e o Limulus, chamados fósseis-vivos, que impressionam por seu tamanho e por parecem, aos olhos evolucionistas, animais primitivos. No entanto, são espécies vivas há milhões de anos sem mudarem nada.
    Recentemente, mais um caso de fóssil-vivo foi registrado. Veja a noticia abaixo, cujos destaques são nossos:



19 de maio de 2006 – 15:15 Cientistas descobrem nova espécie de “fóssil vivo”
Outro “fóssil vivo” do grupo Neoglyphea havia sido descoberto em 1908, nas Filipinas AP

PARIS – Cientistas franceses informa ter descoberto um exemplar de uma espécie de crustáceo que, acreditava-se, tinha sido extinta há 60 milhões de anos. O “fóssil vivo”, fêmea da espécie batizada de Neoglyphea neocaledonica, foi descoberto a 400 metros de profundidade durante uma expedição nas Ilhas Chesterfield, diz nota do Museu Nacional de História Natural e do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento. Outro “fóssil vivo” do grupo Neoglyphea havia sido descoberto em 1908, nas Filipinas, pelo navio de pesquisas U.S. Albatross. O espécime ficou sem identificação até 1975, quando dois cientistas franceses o identificaram e batizaram: Neoglyphea inopinata. Mais dessas criaturas foram encontradas em expedições entre 1976 e 1984. Em outubro, os biólogos marinhos Philippe Bouchet e Bertrand Richer De Forges encontraram a nova espécie do mesmo gênero num platô submarino entre Austrália e Nova Caledônia. Em entrevista por telefone, Bouchet descreveu a criatura, de 12 centímetros, como “uma mistura de camarão e lagosta”.
(fonte: www.estadao.com.br/ciencia/noticias/2006/mai/19/151.htm)



    Também não podemos nos esquecer das diversas espécies de árvores, samambaias e algas como exemplares fósseis datados também de centenas de milhares de anos, mas que ainda vivem perfeitamente hoje, sem “evoluir”.
    Dizem os evolucionistas que esses seres vivos não evoluiram pois já estariam suficientemente adaptados ao meio em que vivem. Ora, mas a Evolução não é uma regra da natureza? E as muitas espécies que usam ou são usadas como recursos por esses fósseis-vivos, como ficam? Pois elas teriam, em teoria, mudado muito nesse tempo. E a hipótese neodarwinista do “equilíbrio dinâmico” nas mudanças genéticas, quando todos os seres vivos estão em contínua evolução, para permanecerem vivos e adaptados?. É a famosa hipótese da “Rainha Vermelha”, dos contos de Alice, que corre numa esteira, para ficar no mesmo lugar.
    E o meio, não foi alterado em centenas de milhares de anos?
    Em suma, os fósseis-vivos são uma pedra no sapato dos partidários de Darwin e seus descendentes. E uma pedra bem aguda.
    Outro problema maior ainda para os evolucionistas: a chamada explosão do Cambriano. Como explicar o surgimento repentino da grande maioria dos filos atualmente existentes em tão pouco tempo, mostrado nos registros fósseis datados desse período geologico? Muitos destes fósseis são de espécies ainda vivas.
    O que não existem são fósseis que registrem mudanças graduais nas espécies. Esse cabelo não foi achado no ovo de Darwin.
    Meu caro Nuno, quem te disse que não existem fósseis de espécies ainda vivas falsificou uma informação. Enganaram-te e com má vontade.

No Coração de Maria Santíssima,
Fábio Vanini

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