Montfort Associação Cultural

15 de fevereiro de 2007

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Aula de blasfêmias em faculdade católica do Ceará

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Anônimo
  • Localizaçao: Fortaleza – CE – Brasil
  • Escolaridade: Superior concluído
  • Religião: Católica

Caro Prof. Orlando!
Ave Maria Puríssima!

Em primeiro lugar, gostaria de agradecer-lhe por todo o bem que o senhor faz ensinando a mim e aos demais ignorantes na doutrina da Santa Igreja. Agradeço e louvo a Deus todos os dias por ter tido a graça de encontrar este maravilhoso site, pois a crise entre os leigos e o clero é estarrecedora.

Quando eu tive acesso ao vosso site pela primeira vez, entre 1999/2000 creio, não tinha noção da situação em que os filhos da Igreja se encontravam, uns em completa letargia, alguns em completo engano e outros em heresias obstinadas e enraizadas, principalmente, aqueles que deveriam ser responsáveis pela formação dos católicos, pois nos diz as Sagradas Escrituras: “Maldito o que faz um cego errar no caminho; e todo o povo dirá: Assim seja.” Dt 27, 18 Bíblia Sagrada, tradução de Pe Matos Soares. O que será, portanto, destes formadores na fé que fazem com que os fiéis, espiritualmente cegos, caiam nas valas da heresia, da indiferença religiosa, da desobediência ao Santo Padre, da não aceitação dos dogmas proclamados pela Madre Igreja?

Peço ao senhor que não me identifique no cabeçalho desta mensagem, caso ela seja publicada em seu site, apenas cite a cidade e o Estado, pois o que vou lhe contar, eu ouvi dentro de uma sala de aula de Introdução às Sagradas Escrituras no ITEP – Instituto Teológico-Pastoral do Ceará, que junto a mais duas instituições que funcionam no antigo Seminário da Prainha, aqui em Fortaleza, se chamarão FACAP – Faculdade Católica da Prainha e eu temo por represálias por parte de professores e dirigentes.

Como vinha dizendo, na aula de Int. às Sag. Escrituras, o professor, do qual também omitirei o nome, recitou para os alunos tomarem nota, por sinal, estou com as minhas anotações em mãos que:

– O homem seria um ser ideológico(aqui entraria a religião). social, político e econômico, segundo os estudos sociológicos;
– Jesus Cristo seria Caminho no que indica a passagem de Gn 18,19 – Verdade no que indica o trecho de Pr, 12,17 e que seria Vida no que indica o trecho de Pr 12,28. Todos fazendo relação à JUSTIÇA e que o conceito desta JUSTIÇA seria o bem-estar social, a ordem da sociedade como JAVÉ a quer;
Que “Shalom” em hebraico e “Irene” em grego significam PAZ, porém “Shalom” também denotaria SAöDE e que esta SAöDE seria a prosperidade material, a posse dos bens necessários à vida plena para todos, pois Cristo teria vindo para nos dar, a todos, vida e vida em abundância. E que esta palavra também teria uma dimensão social, pois faz parte das aspirações políticas de Israel e tem uma significância pública muito além daquilo que é meramente espiritual. A paz é fruto da justiça (Is 32,17) e da paz social (Is 48,18; Sl 85,11).
Eu citou também que segundo uma 1ª Teologia, da Patrística, Jesus Cristo teria vindo para morrer na cruz por amor à humanidade, mas que numa revisão, numa 2ª Teologia, “atualizada”,Ele morrera na cruz por ser um legítimo judeu que quis implantar o Reino de Deus e não foi aceito pelos de sua época, que não teria aceito esta justiça, devido as classes dominantes;
– Que o povo brasileiro seria adepto de uma religião voltada ao sofrimento porque nós teríamos herdado dos portugueses, através do colonialismo imperialista, por exemplo, as devoções a Nossa Senhora das Dores (aqui, fazendo uma postura de desolação, de cabeça baixa e mãos postas) e de Bom Jesus dos Aflitos ( imagem que temos em uma Igreja, aqui em um Bairro chamado Parangaba, onde Jesus estaria todo descarnado, cingido pela cintura, denotando muito sofrimento), enquanto os portugueses teriam como devoção Jesus Ressuscitado (com bandeira na mão e sorriso no rosto e postura de vencedor) e que nas colônias inglesas as primeiras coisas que se fundavam era uma escola e um hospital e que nas colônias portuguesas, eram uma igreja, uma delegacia e uma prefeitura, símbolos do poder;
– Ele também gosta de citar várias historinhas, supostamente engraçadas, praxe nossa, do povo cearense. Porém, esta que eu vou contar ao senhor, não é nada engraçada, pelo contrário, é de arrepiar e eu só posso acreditar que faz parte de folclore, que ela não pode ser verdadeira, pois se ela o for, Deus tenha misericórdia de nossas almas. Este professor nos contou que nos bastidores do Concílio Vaticano II, um famoso Cardeal que foi Arcebispo da cidade de Fortaleza e hoje, creio, se encontra na cidade de Aparecida, quando tinha 38 anos, ao encontrar um Cardeal “velho”, “radical”, “ainda tridentino”, que estava a lhe contar que o Concílio deveria citar a Família de Nazaré como modelo para as famílias do mundo inteiro, lhe disse sem o menor temor, sem tremer, que isso não seria bom, que o “velho” Cardeal estava esquecendo que a Família de Nazaré não seria um bom exemplo, pois: a moça tinha sido mãe sem marido, o pai queria fugir e o filho com 12 anos se perdeu e ninguém sabia onde encontrá-lo e que exegeticamente, tinha acontecido isto mesmo! Acreditem, três blasfêmias vindas da boca de um sacerdote, suponho que era o que ele era na época. Enquanto o professor dava uma risadinha, alguns riam também e, fiquei eu, em estado de choque. Pedindo a Deus que isto não tenha sido verdade, pois se não for, peço já perdão a Deus, por ter propagado esta história, porém um aluno perguntou se isso tinha acontecido mesmo e ele confirmou que sim. Vale lembrar que Jesus Cristo nos disse que prestaríamos conta de cada palavra ociosa que tenhamos dito.
– Ele também nos disse que nos bastidores do Concílio Vaticano II, todos brigavam, a não ser o Papa, pois ele só era um e não tinha com quem brigar.
– Também nos falou que Nossa Senhora só foi reconhecida como mãe de Deus, no 3°/4° século depois de Cristo, dando a entender que esta verdade não existia antes.

Excluindo o assunto sociológico, estas blasfêmias foram proferidas em uma única aula!!!!!

Confesso prof. Orlando que se não fosse a promessa de Nosso Senhor Jesus Cristo de que as portas do inferno jamais prevaleceriam contra a Sua Igreja e que Nossa Senhora de Fátima, enviada por seu Filho e Deus, e dando um toque de Mãe a esta promessa, ao dizer que no final, seu Imaculado Coração, privilégio supremo de Deus a uma criatura humana, triunfaria, eu não sei se ainda teria o ânimo de continuar lutando, pois as heresias são muitas, as blasfêmias abundantes e o Mal como uma epidemia, alastrado entre o clero e os leigos. Às vezes, eu me sinto, guardando as devidas proporções, como um dos apóstolos no barco, na tempestade, em vias de afundar, enquanto Jesus dorme.

Sei que o senhor já deve ter visto, ouvido e lido sobre muitos destes escândalos entre os filhos da Igreja, mas o senhor poderia nos contar fatos verídicos e registrados que aconteceram nos bastidores do Concílio Vaticano II? E o senhor poderia nos citar alguma bibliografia e talvez se possível nos adiantar alguma coisa sobre as provas da existência da alma no homem, contra os ateus?
Que Deus o abençoe, proteja a Armada da Associação Montfort, e que as mudanças nefastas que o Concílio Vaticano II provocou no seio da Igreja retroajam, imediatamente, com a graça de Deus e a intercessão de Nossa Senhora, Mãe da Igreja.

Que Cristo em Sua infinita Bondade, tenha compaixão de nossa miséria e que Ele do alto da Cruz, sendo ainda crucificado por nós, continue a dizer: Pai, perdoai-lhes, porque eles não sabem o que fazem.

In Corde Jesu et Mariae.
Estudante de “Pretensa” Teologia.

Muito prezado X,
Salve Maria.

    Devo agradecer-lhe, antes de tudo, suas boas palavras sobre o site Montfort, e pedir-lhe que sempre reze por nós.
    O que você conta é uma aula de um “Teólogo” da Libertação marxista, ou seja, da Telogia da Escravização Castrista. Essa é uma praga que se espalhou por todo o Brasil apesar das condenações de João Paulo II e do Cardeal Ratzinger, devido à proteção da CNBB.
    O eclesiástico contador de piadas blasfemas que foi Arcebispo de Fortaleza e depois foi para Aparecida só pode ser o Cardeal Aloisio Lorscheider, que agora defende a convocação de um Cóncílio Vaticano III para terminar a obra de destruição do Vaticano II.
    Graças a Deus, as coisas começam a mudar. A fundação do Instituto Bom Pastor com o dever de celebrar apenas a Missa de sempre, e com o direito de criticar o Concílio Vaticano II, dá uma grande esperança.
    A anuciada liberação da Missa de sempre, realizando-se, trará graças imensas para a Igreja.
    A tempo oportuno, enviarei uma pessoa amiga da Montfort de Fortaleza, entrar em contato com você para convidá-lo a participar de reuniões de amigos da Montfort na capital do Ceará. 
    Um forte abraço bem amigo. 
    Escreva-me sempre, porque unindo nossas orações e esforços poderemos ajudar muitas almas.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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