Montfort Associação Cultural

8 de abril de 2015

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Aula ao vivo sobre a TFP, IPCO e Arautos do Evangelho será realizada em 16 de abril, a partir de 21 horas

Em razão do volume de cartas recebidas em nosso site sobre o tema TFP, IPCO e Arautos do Evangelho, realizaremos através da Internet uma aula ao vivo, no dia 16 de abril com início as 21:00 horas, e duração prevista de uma hora e trinta minutos, a fim de atender e responder aos nossos amigos e leitores.

Trata-se de um tema considerado importante nos meios que possuem qualquer tipo de relação com o Catolicismo, como destaca o artigo TFP Le masque et le visage, cuja conclusão transcrevemos abaixo.

O acesso para a aula será feito através da página inicial do site Montfort: www.montfort.org.br., não havendo necessidade de inscrição prévia, e poderá ser realizado com a utilização dos diversos equipamentos que possuem acesso a internet.

[Atualização: assista à vídeo-aula clicando aqui.]

Aqueles que desejarem poderão enviar, desde agora,  perguntas para serem respondidas durante a aula para o email: cartas@montfort.org.br. colocando no título do e-mail. “Aula ao Vivo – TFP”. No decorrer da aula também poderão ser feitas perguntas através do mesmo email.

 

TFP, a máscara e o rosto

Carlo Alberto Agnoli e Paolo Taufer

Publicado em Le Sel de la Terre, n.10 em 1994

Título original: TFP, le masque et le visage

Tradução Montfort 

Conclusão

 

Ao termo desta investigação, podemos dizer:

- que a T.F.P. aplica toda sua atenção ao comunismo e reduz praticamente a ele o fenômeno revolucionário;

- Ela cala suas origens sectárias e ocultas;

- Ela faz silêncio igualmente sobre as fontes financeiras ocultas do comunismo, que, no entanto, são bem conhecidas. Os estudiosos verdadeiramente católicos que estudaram a questão chamaram muitas vezes a atenção dos seus leitores sobre este ponto.

Ora, o conhecimento da matriz ideológica e financeira do comunismo apresenta um interesse soberano para quem pretende estudar e combater a Revolução. Subindo através dessa matriz até a Maçonaria e a alta finança apátrida, descobre-se que a revolução liberal-democrática e a Revolução Bolchevista  nascem de uma mesma fonte e terminam em uma única central. Isso leva a perceber que o processo revolucionário é homogêneo, não só no plano intelectual como o Prof. Plinio Corrêa observa, mas também no plano do programa e da organização. Assim as falsas antíteses (capitalismo-socialismo, facismo-comunismo; mundo comunista-mundo livre) caem por si mesmas. A atenção do observador, afastando-se então dos fantoches, se põe a procurar os planos e o manuscrito do diretor de teatro, escondidos do público. É precisamente a distração dos povos a este respeito, o desvio de sua atenção das fontes da grande comédia política, que constituem a principal força da Revolução. Este ilusionismo de alto nível consegue alistar, sob uma ou outra das suas muitas bandeiras falsamente antagonistas, todas as forças que poderiam lhe fazer obstáculo e fazê-las cooperar, para além dos contrastes até mesmo violentos, com o objetivo universal conhecido dos altos iniciados.

Nesse sentido, Albert Pike, grande teórico da Maçonaria, em “Moral e Dogma”, escreveu no século passado que a ação da Maçonaria em relação às massas populares é comparável àquela dos antigos reis do Egito, que captavam as águas do Nilo para fazê-las servir a seus fins. É tomando apenas as afinidades intelectuais entre a revolução liberal e a revolução socialista, sem distinguir sua dependência comum em relação aos centros de poder, que a T.F.P. pode, como vimos, tomar posição a favor do establishment maçônico norte-americano, vendo nele um baluarte contra o perigo comunista.

Não vamos tentar saber aqui se esta atitude é o fruto de um erro ou de uma escolha deliberada. Mas deve-se notar que o alto poder mundialista, através de Weyrich, Helms e da Nova Direita em geral, está prestes a conseguir, através da TFP, uma operação magistral, aquela de canalizar, em seu proveito, a própria tradição católica, fazendo-a cooperar com o advento da new age, esta Nova Era que caracteriza o desaparecimento da Igreja-instituição e que a TFP espera também, chamando-o de “era de Maria” [na verdade, "Reino de Maria"].

 

70 – Seria fácil ilustrar as raízes sectárias e financeiras do fascismo, como já foram reveladas aquelas do nazismo. Ver, por exemplo: P.F. de Villemarest : Les sources financières du nazisme, C.E.I. 27930 – Le Cierrey, 1984 ; Gerald Suster : Hitler the occult messiah, St Martin’s Press, New York, 1981 ; Werner Gerson (pseudônimo do martinista Pierre Mariel) : Le nazisme, société secrète, édition Belfond, Paris, 1976 ; René Alleau : Hitler et les sociétés secrètes, Grasset, Paris, 1969 ; Giorgio Galli : Hitler e il nazismo magico, édition Rizzoli, 1989 ; e mais especificamente, P. Taufer et C.A. Agnoli : L’ascesa del nazismo e lo sterminio degli ebrei, édition Civiltà, Brescia, 1988.

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