Montfort Associação Cultural

26 de agosto de 2004

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Atuação política da CNBB

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Paulo
  • Localizaçao: – Brasil

Prezado Prof. Orlando Salve Maria, A CNBB, ao propor o tema da Campanha da Fraternidade, assumiu finalmente que é um braço do PT. Vide matéria abaixo.

Em Nosso Senhor Jesus Cristo

Paulo

Campanha da Fraternidade 2004: Água fonte de vida

São Paulo – SP, 12/11/2003 – 11:48 A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil lança, todo ano, através da Campanha da Fraternidade, um tema para a reflexão da sociedade com o intuito de despertar e nutrir o espírito comunitário e a solidariedade na busca do bem comum. Ao longo dos anos, os temas têm variado de acordo com as situações específicas por que passa a Igreja Católica. Mais recentemente, devido à crescente necessidade de renovação e de envolvimento com assuntos sociais, tem proposto discussões mais voltadas aos problemas sociais e existenciais do povo brasileiro. A Campanha da Fraternidade de 2004 aborda a questão da água, com o lema: “Água, fonte de vida”.

Com o objetivo de chamar a atenção das autoridades e da população para o tema, foi realizada ontem, 11/11, no Auditório Teotônio Vilela, por iniciativa do deputado Sebastião Almeida (PT), a divulgação do texto-base do lançamento da Campanha da Fraternidade 2004, com a presença do bispo Fernando Legal, membro da CNBB, dos deputados Fausto Figueira, Enio Tatto, Marcelo Cândido, Simão Pedro, Beth Sahão, José Zico Prado todos do PT, Vanderlei Macris (PSDB), líder do Governo na Assembléia, Ricardo Castilho (PV), Nivaldo Santana e Ana Martins (do PCdoB), além de outras autoridades e membros da Igreja Católica.

A grande preocupação do século

Iniciando o debate, Sebastião Almeida parabenizou a Igreja Católica pela escolha de tema tão oportuno, ressaltando que há milhões de pessoas que não dispõem de esgoto, a maioria das internações são em decorrência de ingestão de água contaminada, a distribuição do líquido é desigual, além de nos últimos 50 anos o consumo de água ter aumentado 50%, o que torna primordial repensar sobre a utilização dos recursos hídricos.

“A grande preocupação do século”, foi como Ricardo Castilho se referiu ao problema da água, afirmando que “é preciso que, através da mídia, sensibilizemos a sociedade para a necessidade de nos darmos as mãos numa cruzada pela salvação de nossos recursos naturais, ou seja, da humanidade”. Vanderlei Macris afirmou que a água precisa ser tratada como um bem e a Igreja Católica mostra o caminho, trazendo este debate a público. “Parabenizo a CNBB em meu nome e em nome do governador Geraldo Alckmin”, concluiu. Simão Pedro e Fausto Figueira ressaltaram que a água não pode ser fonte de lucro, por se tratar de um bem público. “Fomos educados exaltando nossos bens naturais, dentro da concepção de que são inesgotáveis, o que provocou descuido em relação aos nossos recursos”, declarou Nivaldo Santana, sugerindo que todos tenhamos “uma visão mais estratégica da água”.

A Igreja e a realidade social

O bispo responsável pela CF no Regional Sul 1 da CNBB, dom Fernando Legal, declarou que, complementando todos os importantes aspectos levantados pelos oradores que o antecederam, existe a questão simbólica da água para a Igreja Católica: “A água é a renovação, a purificação, a fonte da vida, e precisa ser respeitada, preservada. Atualmente, a Igreja tem-se preocupado mais com a realidade social da comunidade e, embora tenha radicalmente uma função espiritual, não exclui os aspectos materiais da nossa vida, tem consciência de que para haver fraternidade é necessário superar os obstáculos que impedem esta fraternidade. Alguns me perguntam: o que a Igreja tem que ver com questões sociais? Respondo que a Igreja se destina à pessoa humana, que tem uma dimensão temporal, material, muito significativa. Se quisermos construir uma sociedade justa, fraterna, precisamos enfrentar os desafios sociais que a realidade nos impõe. Espero que possamos contribuir para a conscientização de que precisamos garantir que a água permaneça fonte de vida abundante para todos”, finalizou.

Fonte: Assessoria de Comunicação/Assembléia Legislativa

Muito prezado Paulo, salve Maria !

É lamentável o que faz a CNBB, há tantos anos. Só se preocupa com economia, produção e outras questões materiais, mais parecendo um partido político — e de esquerda, atrelado ao PT e ao PC — do que uma entidade, nem digo católica, mas simplesmente religiosa.

E a cada renovação de sua direção, ela continua sempre a mesma “Plus ça change, plus c´ est la même chose”…

Veja o que disse Dom Fernando Legal, nessa notícia que você me envia:

Alguns me perguntam: o que a Igreja tem que ver com questões sociais? Respondo que a Igreja se destina à pessoa humana, que tem uma dimensão temporal, material, muito significativa”.

Se é verdade que o homem possui uma dimensão temporal, esse Bispo, sofisma, pois deixa de dizer que essa dimensão temporal é subordinada à finalidade eterna do homem.

Ele omite dizer também que cabe particularmente ao Estado cuidar das questões temporais, como água e esgoto, e que à Igreja especificamente cabe a preocupação com o fim eterno do homem.

Dom Fernando Legal diz esses sofismas absurdos com a maior despreocupação, porque sabe que ninguém o contestará, e se o contestar, ele fingira que não ouviu. Ou ainda, se não der para ficar calado, protestará que insultaram seu caráter episcopal, que, aliás, merece todo o respeito.

Mas é esse mesmo caráter episcopal de que ele está revestido, como sucessor ds apóstolos, é que exige que ele fale como Apóstolo, como Bispo, e não como vereador em comício de subúrbio. É pelo caráter episcopal que ele tem a obrigação de tratar especialmente de questões de Fé e não de água e esgoto. Desafio que se me mostre onde, no Evangelho, Cristo tratou de problemas de esgoto nas cidades da Palesina, quer seja em Jerusalém, quer em Cafarnaum.

Agora a CNBB se preocupa com a água. Quando deveria se preocupar com as almas que estão se afogando em heresias e pecados que a CNBB jamais combate. Por que a CNBB não cuida da poluição da livrarias católicas onde se vendem livros repletos de heresias? Essa é a poluição com a qual os Bispos deveriam se preocupar.

E com a poluição da TV, que faz a CNBB?

Esse Bispo, — como em geral a CNBB praticamente toda — temporaliza a missão da Igreja, e pretende sacralizar o dever do Estado.

Daí, esses Bispos temporalizadores falarem mais como candidatos a vereador do que como sucessores dos Apóstolos. E, falando uma linguagem puramente política e humana, eles fazem a CNBB parecer sucursal de um partido político. E normalmente de partidos maxistóides.

É um verdadeiro desastre apostólico, sem ser jamais um sucesso eleitoral e nem sequer sucesso de popularidade.

Veja ainda agora a CNBB se apressar a combater a diminuição da idade de responsabilidade penal, para defender a inimputabilidade de criminosos juvenis, mas que, aliás, ela considera aptos para votar nos partidos marxistas.

A CNBB, pejando-se de democrática, pretende que se deve fazer sempre a vontade do povo. Mas, quando o povo, praticamente inteiro, — (uma certa estatística apontou que 98% do povo quer a punição dos criminosos juvenis) — exige a punição desses criminosos, a CNBB, como qualquer radialista esquerdista ou como todo político demagogo, afirma que, nesse caso, o povo está errado, e deve ser “conscientizado”.

Quer dizer, quando o povo é arrastado pela mídia e pelos demagogos a defender um erro ou o mal, deve-se acatar o que quer a maioria do povo. Mas quando a maioria é contrária ao que querem os demagogos marxistóides e os Bispos vermelhos da CNBB, aí o povo deveria ser, antes, “conscientizado” a mudar de opinião…

Na realidade, para esses demagogos, e para esses Bispos avermelhados ou vermelhos, a vontade do povo só vale se coincidir com a vontade e os erros deles.

E eles ainda se dizem democráticos…

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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