Montfort Associação Cultural

24 de julho de 2009

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Atos políticos da Igreja não são verdades de fé

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Marcelo F. Souza
  • Localizaçao: Campinas – SP – Brasil
  • Religião: Católica

A Paz de Cristo!

Li a carta enviada do amigo Luis Carlos referente ao reconhecimento Pontífico da Canção Nova pela Santa Sé (que sei que já aconteceu), e a “promoção” do padre Jonas Abib à Monsenhor, mas as resposta ainda não me foi convincente. Se me perdoem, gostaria de uma opinião sobre meus pensamentos, na verdade 4 pensamentos:

1 – Se o Vaticano além de reconhecer a RCC, reconhece a Canção Nova como “Associação de fiéis Internacional de Direito Pontifício”, Isso não é a mesma coisa que dizer “É Lícito para nós este caminho”? Afinal, para mim existe tanta gente que prega e ensina por aí que o Vaticano nem sabe que existe.(Isso inclui a nós mesmos). Ter a aprovação do Vaticano não nos dá mais segurança, ou a sua opinião não vale?

2 -Erros não existem em todo o lugar? Para o Vaticano aprovar a RCC e a Canção Nova não é sinal que pelo menos reconheceu mais acertos do que erros, ou a Santa Sé está errada?

3 – Segundo resposta dada ao irmão, a Igreja “promove” pessoas mesmo sendo “publicamente amasiados”, e os Monsenhores ensinam coisas erradas (está na resposta ao Luis Carlos),
Por favor me respondam: Se a Igreja aprova a RCC por engano, dá o reconhecimento Pontífico para a Canção Nova (talvez a maior representante da RCC atualmente no mundo) erroneamente , promove qualquer um, inclusive o seu fundador a Monsenhor erroneamente também, Virou bagunça a Igreja?…

4 – A Igreja diz e documenta que a RCC é heresia como li por aqui?..ou isso é opinião própria?
Atos errados, como já disse, acho que existe em todo lugar. Aqui, ali ,em tudo. Ninguém é perfeito. Pedro negou Cristo e dele Fez base a Sua Igreja, quanto menos a RCC deixaria de errar.
Por isso, sempre procuro me posicionar junto á opinião da Igreja, pois acredito que a Obediência ainda me convém e mesmo se Ela errar, creio que “O que ligares na terra, será ligado no céu” e não serei julgado por obedecer a Sua ordem e a Sua Igreja.
Se estamos chamando de hereges aquilo que a Igreja aprova, não estamos sendo hereges, ofendendo sua própria posição?

Afinal como eu já disse, sem ofensa, mas a Igreja não sabe que existe este site, nem que eu ,nem você existe, ou pelo menos não há um reconhecimento do que está escrito nele, Isso pode deixar em dúvida a sua veracidade, mas por outro lado, reconheceu a RCC e a Canção Nova. O que vale mais? A minha, a sua opinião, a do meu amigo ou a da Santa Igreja?

Por favor,
se puderem me responder detalhadamente a essas questões, pois acredito que estas respostas mais detalhadas dariam um fim às dúvidas de muitos que passaram por aqui.

Obrigado e a Paz!

Marcelo F. Souza
Campinas , SP

Muito prezado Marcelo,
Salve Maria.
 
Seu erro é dar a atos administrativos ou elogios a grupos e pessoas o valor de atos que imputariam em aprovação doutrinária, obrigando a obediência e até sob fé.
O Osservatore Romano, jornal oficioso do Vaticano, acaba de publicar elogio a Harry Potter, que o Cardeal Ratzinger havia criticado. Daí se poderia concluir que o Cardeal Ratzinger está em contradição com a Igreja?
O mesmo jornal Osservatore Romano fez artigo elogioso a Michael Jackson. E, então, você concluiria que a Igreja está a favor desse cantor?
Mas, dir-me-ia você, a RCC é um movimento aprovado pela Igreja.
Durante muitos anos, o Padre Marcial Maciel foi elogiado pelas autoridades romanas, e o Papa João Paulo II o defendeu contra os ataques e denúncias que eram feitas contra ele. Hoje, está provado que os acusadores desse padre estavam certos, e que foi um erro elogiar e aprovar tudo o que esse padre fazia… E agora até a obra dele — Os Legionários de Cristo Rei – aprovada pela Igreja, está submetida a inspeção da Santa Sé para se reformar lá tudo o que for preciso.
Meu caro, aprovações de grupos e institutos não são dogmas.
E há casos bem mais sérios.
São Pio X elogiou o Sillon de Marc Sangnier, e depois o condenou numa Carta Apostólica, na qual esse santo Papa declarou que se enganara elogiando o Silllon.
E Pio XI chamou Mussolini de “O Homem da providência”…
Diante desse elogio, italianos que então pensassem como você, defenderiam o Fascismo de Mussolini por causa desse elogio de Pio XI ao chefe do fascismo…
Ingenuidade é que o leva a dar a atos políticos o valor de dogmas ou de verdades de fé.
Abra os olhos meu caro e receba o meu abraço amigo.
 
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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