Montfort Associação Cultural

29 de abril de 2013

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Até tu, Lombardi? O “porta-voz” do Vaticano admite “reconhecimento de ‘outras formas de união’ entre duas pessoas”

O Padre Lombardi mostra finalmente a que veio!

Durante anos ele entravou de todos os modos o ensinamento de Bento XVI – a ponto de ser chamado ironicamente de “porta-desmentido”, pelo seu vezo de afirmar descaradamente que o Papa tinha dito B onde se ouvira claramente A. Como por exemplo em 2009, quando Bento XVI condenou o “supressão da vida como uma questão de saúde reprodutiva” e o Pe. Lombardi “explicou” que a Igreja “não condena o aborto indireto (terapêutico)  apenas se expressou contra os programas de saúde reprodutiva que defendem o aborto como meio de controle da natalidade”…

Juntando-se a Dom Vincenzo Paglia, do Conselho Pontifício para a Familia (!) que defendeu, às vésperas da renúncia de Bento XVI, “soluções de tipo de direito privado e, na minha opinião, também de natureza patrimonial” para “outras formas de convivência não familiares, que são muitas”; a Dom Rino Fisichella, ex-presidente do Conselho Pontifício Pro Vida, atual titular do Conselho para a Nova Evangelização e defensor do aborto praticado na menina do Recife, que “concedeu” que “o legislador deve responder a exigências que antes não existiam“; ao ex-cerimoniário Dom Piero Marini, que defendeu a “união civil para casais gays” , o Padre Lombardi nos “explica” que a consideração pelo “casamento entre homem e mulher”, em sua opinião, “não impede que se possam reconhecer de algum modo outras formas de união entre duas pessoas”

Embora simples catequista, eu gostaria de lembrar a esses Senhores Prelados, membros da Cúria Romana, que o Catecismo de São Pio X, em suas perguntas 963 e 964, nos ensina que o “pecado impuro contra a natureza”, ou seja, o homossexualismo, está entre aqueles pecados que, por sua gravidade, “bradam ao céu, pedindo a Deus por vingança”, clamor que Deus atende punindo-os “com os mais severos castigos”.

Comentário Lucia Zucchi

Notícia publicada em Rosso Porpora

Tradução Montfort 

Abaixo o trecho do relato de Giuseppe Rusconi, que estava presente à entrevista coletiva do Padre Federico Lombardi à imprensa estrangeira, em 25 de abril de 2013, publicado em seu site Rosso Porpora:

Interrogado por nós [jornalistas] sobre sua própria avaliação da aprovação parlamentar definitiva por parte da Assembleia Nacional francesa da revolução antropológica em matéria de família, o Padre Lombardi respondeu que “é uma boa coisa que uma criança saiba que tem um pai e uma mãe”, que se deve “claramente evidenciar que o matrimonio entre um homem e uma mulher é uma instituição específica e fundamental na história da humanidade. Isso não impede que se possam reconhecer de algum modo outras formas de união entre duas pessoas. Sobre o que aconteceu na França, o Padre Lombardi ressaltou que “a aprovação não o alegra”, evidenciando ainda a competência da Conferência Episcopal francesa na matéria (o porta-voz dos bispos [franceses] Bernard Podvin expressou “profunda tristeza”). Quanto a eventuais reações do Papa, “é o Papa que deve falar, deixo a palavra a ele”.

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