Montfort Associação Cultural

12 de junho de 2006

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Apostolado com os parentes

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Anônimo
  • Localizaçao: – Brasil
  • Escolaridade: Superior em andamento
  • Religião: Católica

Caros Senhores!

Peço que indiquem legitimidade ou falsidade na seguinte afirmação:
Nos, enquanto Católicos Apostólicos Romanos, devemos levar a Boa Nova aos confins mais distantes da terra. Entretanto, em nosso lar, quando convivemos com familiares descrente ou, que agem de maneira erronea, por indução ou desconhecimento da fé católica, não seria justo primeiramente agirmos como prófetas em nossa casa, salvando as almas daqueles que nos deram a vida e tem nosso sangue, antes de pregarmos a palavra mundo afora?
Afinal, não temos uma divida com nossos pais biológicos que nos deram a vida?
Não seria então justo, nós, salvarmos primeiramente suas almas?
Afinal, o próprio Cristo teve família e a salvou elevando sua mãe e pai a titulo de Santos!

Muito prezado XXX,
Salve Maria.
 
    Cristo mandou que amássemos o próximo. E ninguém é mais próximo de nós do que nossos pais, filhos e irmãos. Por isso temos o dever de fazer apostolado como nossos parentes.
    Entretanto, Nosso Senhor também disse que o inimigo do homem está em sua casa, e que ninguém é profeta em sua terra. Quer dizer que, nossos parentes, conhecendo bem nossos defeitos, tendem a não acreditar no que dizemos.
     Por isso, com nossos parentes, mais que argumentos devemos dar bons exemplos de virtude. Só os bons exemplos convertem nossos parentes. 
     Estou lendo agora uma biografia de Santo Afonso de Liguori. Ele teve que sofrer, durante muitos anos, a oposição de seu pai, que não acreditava nele, e nem em sua vocação religiosa, tendo se oposto fortemente e com raiva a seu filho muito santo. Depos, se converteu com o exemplo de vida de Santo Afonso, e ouvindo, por acaso, no meio de uma multidão, um sermão dele.
    Portanto, meu caro, reze por seus parentes. Dê a eles bom exemplo de vida cristã.
    E o primeiro exemplo de vida cristã é o de nunca, jamais julgar-se profeta. Porque não somos profetas, mas pecadores.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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