Montfort Associação Cultural

17 de janeiro de 2005

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Aparições em Medjugorje

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Juliana Rodrigues de Melo
  • Idade: 19
  • Localizaçao: Goiânia – GO – Brasil
  • Religião: Católica

A Paz de Jesus!

Meu nome é Juliana Rodrigues de Melo, tenho 15 anos e gostaria de esclarecer agumas coisas sobre o tema “Nossa Senhora Aparece em Medjugorje?”.

Em primeiro lugar, quando a Virgem fala que não precisa de 100 ou 200 pai-nossos e que é melhor rezar um só com o desejo de ligar-se ao Pai, está bem claro que ela se refere às pessoas que rezam um monte de pai-nossos mas não estão rezando com o coração. Ela quer dizer que é melhor rezar uma oração com o coração e com amor do que rezar um monte de orações, mas com o espírito longe, porque uma oração feita com o coração vale muito mais do que a que é feita somente com a boca. Na minha opinião, o que falta em vocês é o Espírito do Discernimento, pois vocês não estão conseguindo discernir as palavras da Santíssima Virgem.

E no caso do jejum, ela deixa claro que o jejum não é feito para as pessoas passarem fome, mas para reeducar o corpo e entrar em ligação mais profunda com Deus.

No caso da Missa, vocês esqueceram de uma coisa: esse bem que ela proporciona só é acolhido quando se está com o coração preparado para ouvir a Palavra e acolher o amor de Deus; caso contrário, como poderemos sentir o amor de Deus com o espírito longe? Sem preparação, ficamos com o pensamento longe, ficamos pensando em coisas de um banalíssimo dia enquanto o nosso Salvador se entrega a nós por amor. Agora me respondam: é certo deixar que o espírito se esvoasse na presença de Deus? Se estivéssemos ao pé de sua Cruz, no Gólgota, nós o adoraríamos ou adormeceríamos na sua frente?

Por isso eu digo a vocês que é muito importante sim fazer uma preparação antes da Santíssima Missa.

Outra coisa: a Virgem, falando que “Se a gente assiste à Missa tepidamente, volta para casa frio e com o coração vazio”, quis dizer que a gente volta com o coração sem amor, isto é, nós não deixamos que Jesus nos mostre o seu grande amor, pois construímos, assim, uma barreira que impede o seu amor de entrar. E também a Virgem e Deus não querem que façamos coisas por obrigação, e sim por amor; amor aos nossos irmãos, amor à Ele… Portanto, não devemos ir à Santa Missa por obrigação.

Em segundo lugar, quero esclarecer que a Virgem Santíssima não falou: “Venham à Missa para demonstrarem seu amor para comigo”, como dito no texto. Ela assim falou: “Demonstrem o seu amor vindo à Missa” . E mesmo se ela tivesse falado o que vocês escreveram no texto, por que não demonstrar o nosso amor a ela, uma vez que amando à nosso Mãe e a honrando, estamos fazendo o mesmo com Deus? Sim, porque os corações de Maria e Jesus permanecem juntos.

Totalmente errado o que vocês disseram: que “Deus louva aquele que faz a Sua vontade mesmo sem sentir e desejar”. Erradíssimo! Porque na verdade, Ele fica com o coração magoado com aqueles que fazem sem querer ou de má vontade. Deus se contenta com pessoas que vão à Ele com humildade, simplicidade e amor no coração para o servir. Iria por acaso um Pai achar bom se pedisse à seu filho um favor e este fosse fazê-lo emburrado e sem querer? Creio que não.

Na parábola dos dois irmãos, peço a todos que releiam esta parábola, antes pedindo discernimento à Deus, porque a interpretação de vocês está totalmente errada.

A finalidade da oração é sentir Deus e também pedir misericórdia à Deus, por tantos pecados e ofensas; vivenciar o amor de Deus. E a felicidade provém sim de sentirmos o amor; claro que sofreremos, pois todos os que seguem a Cristo, carregam uma cruz, porém seremos felizes em Deus, seremos felizes só por saber a quem pertencemos: a Deus.

A Virgem também fala sobre a razão de suas aparições. Ela diz que deseja que sejamos felizes na tera e ter-nos com ela no céu. A oração é para os que ainda andam duvidosos de suas mensagens, e também porque se as pessoas rezarem, elas terão as respostas do Criador e verão logo o por quê das aparições.

Agora, o por quê dela falar que o papa é o pai de todos, já está explicado: o Papa é o escolhido de Cristo para guiar seus cordeiros, por isso cabe a ele ter a tarefa de um pai, e aqui ela falou simbolicamente.

Eu não escrevi para os criticar, mas para falar das verdades que vocês omitiram e os enganos que vocês revelaram.

E quanto à “vidente” Vassula Ryden, foi pelos seus livros com poderosíssimas mensagens de Jesus que eu me converti, pois eu era protestante, vivia negando o amor de Deus transgridindo a sua Lei, mas pela infinita misericórdia de Deus eu me converti graças aos seus livros.

Meus irmãos, peço à vocês do fundo do meu coração que não me entendam mal por esta mensagem e que orem bastante a fim de que o Espírito Santo ensine à vocês cada um dos seus dons. Encarecidamente, peço também que reparem o mal com o bem porque o mundo precisa de grandes reparações, porque se o nosso Deus é um Deus de misericórdia, também é um Deus de justiça.

Gostaria que vocês colocassem minha mensagem no “Espaço do leitor”, e que a paz de Jesus e o amor de Maria cubra a todos vocês!

 

Prezada Juliana, salve Maria.

Em primeiro lugar, parabéns por sua redação. Você se exprime muito bem já aos 15 anos. Poucos adultos, se exprimiriam melhor.

Pena que você erra muito em suas afirmações. E a razão desses erros e de sua visão torcida sobre a oração e a religião é que você dá uma ênfase excessiva e errada ao sentimento. Daí você tirar conclusões pouco caridosas a nosso respeito, pondo em dúvida se somos “católicos mesmo”.

Curioso que você diz ter se convertido lendo a tal de Vassula que nunca foi “Católica MESMO”! Ela é confessadamente uma pessoa cismática, e suas afirmções são heréticas.

Por isso estranhamos que, de sua leitura, alguém possa realmente se converter… Mas, como Deus escreve direito por linhas tortas, tomara que pelas tortas linhas da Vassula, você tenha lido direito e se tornado “Católica mesmo”. Seria uma primeira vez que uma árvore má produz bom fruto…

Sim, somos Católicos Apostólicos Romanos MESMO. E não por sentimento. Mas por Fé, que é uma virtude intelectual e não um sentimento, cara Juliana.

Você nos permita responder suas acusações e suas críticas, algumas bastante juvenilmente um tanto azedas, mas que lhe perdoamos por seu ardor.

Você nos diz que:
A finalidade da oração é sentir Deus e também pedir misericórdia à Deus, por tantos pecados e ofensas; vivenciar o amor de Deus. E a felicidade provém sim de sentirmos o amor” .

Minha cara Juliana, você está totalmente desorientada. As finalidades da oração são adorar a Deus, pedir-lhe perdão, agradecer seus favores, e pedir-lhe novas graças.

De modo algum a finalidade da oração é “sentir a Deus “. Isto é puro sentimentalismo que degenera, na oração, em sensualismo.

Você está sendo muito mal orientada na oração, e em suas cartas.

Converse com o Padre que a orientou e pergunte-lhe de que tratado de mística ele tirou essa idéia de que a finalidade da oração é sentir a Deus.

Minha cara, todos os mestres em meditação e mística católica condenam a busca de sentimentos na oração. Se Deus no-los dá, muito bem, mas eles não devem ser procurados como fim. Aliás, é impossível sentir a Deus.

E a felicidade, minha cara, não provém de sentir o amor. Isso é puro romantismo e não catolicismo.

E como cheira a existencialismo e a modernismo sua expressão — certamente recebida de outros — de “Vivenciar o amor”.

Isso parece texto de mau sermão, de algum padre que andou lendo autores modernistas…

A felicidade, cara Juliana, provém de cumprir e aceitar a vontade de Deus. “E”n la sua voluntade è nostra pace”, diz Dante (Par. III, 85), parodiando São Boaventura: “In tua voluntate, pax nostra”.

Você está completamente errada ainda ao afirmar:
E também a Virgem e Deus não querem que façamos coisas por obrigação, e sim por amor; amor aos nossos irmãos, amor à Ele… Portanto, não devemos ir à Santa Missa por obrigação.

A primeira prova de que temos realmente amor a Deus é que desejamos obedecer a sua lei e a da Santa Igreja. Sua frase acabaria levar a dizer que, não tendo amor, se está desobrigado de obedecer.

Não é desse modo que imitaremos a Jesus que “se fez obediente a té a morte, e morte de cruz” (Felip. II, 8).

Quanto ao que é melhor, rezar bem, poucas orações, do que rezar mal muitas orações, é evidente que é preferível a primeira hipótese, e não entendemos de onde você tirou que defendêssemos o contrário..

Sobre a tal Vassula Ryden, discordamos totalmente de sua opinião sobre ela. Leia, em noso site, o trabalho publicado a respito dessa falsa vidente.

Quanto a Medjugorje, Roma já se pronunciou a respito, condenando essas falsa aparições.

Pedimos, sim, perdão por todas nossa falhas e pecados, e rogamos também que Ele nos dê a nós todos — a nós e você também, prezada Juliana – o verdadeiro espírito de discernimento que não nos faça enredar-nos em sentimentos enganadores.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli.

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