Montfort Associação Cultural

21 de novembro de 2006

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Aos assassinos da Liturgia

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Augusta Barnuevo
  • Idade: 40
  • Localizaçao: Salvador – BA – Brasil
  • Escolaridade: Superior em andamento
  • Profissão: Tradutora
  • Religião: Católica

Prezado Sr. Orlando, Tenho apreciado muitissimo os artigos do site, e agradeço pelo mantenimento do mesmo, o qual é fonte de sabiduria e de apostolado.

Modestamente traduzi este texto de D. Domenico Celada, publicado no jornal “Vigilia Romana”, em novembro de 1971, uma carta de protesto “violenta” como se diria nos dias de hoje, em que se defende tanto o “respeito humano”. Vale a pena apresenta-la a seus leitores e a toda a comunidade fiel aos ensinamentos da Santa Igreja Catolica Apostolica Romana e à Missa de Sempre. Obrigada pela atenção.


[nota do site Montfort: a publicação deste artigo enviado pela consulente não significa que concordemos com todas as idéias presentes no mesmo]

                                                            AOS ASSASSINOS DA LITURGIA

     Faz tempo que desejava escrever-lhes, ilustres assassinos da nossa liturgia. Não certo porque eu espere que as minhas palavras possam ter qualquer efeito sobre vocês, há muito caídos nas artimanhas de Satanás e transformados em seus obedientissimos servos, mas para que todos aqueles que sofrem pelos inumeráveis delitos por vocês cometidos possam encontrar a sua voz.
     Não se iludam senhores, as atrozes pragas que vocês abriram no corpo da Igreja gritam vingança, diante de Deus, justo vingador.
     O Vosso plano de subversão da Igreja, è antiqüíssimo. Foi tentada a realização por tantos dos vossos predecessores, muito mais inteligentes que vocês, e que o pai das tenebras tem já acolhido no seu reino.
     E eu lembro a Vossa inveja, o Vosso sorriso burlesco, quando auguravam a morte, uns 15 anos atrás, àquele grandíssimo Pontífice que foi o servo de deus D. Eugenio Pacelli, porque ele havia compreendido os vossos intuitos e havia se oposto com a autoridade dos Três Reinos.
     Depois daquele convenio de “liturgia pastoral” sobre o qual tinham caído como uma espada as claríssimas palavras de Papa Pio XII, vocês deixaram a mística Assis espumando de raiva e veneno.
     Agora vocês conseguiram. Por enquanto ainda, haveis criado a vossa “Obra prima”: A nova liturgia, que esta não seja obra de Deus, è demonstrada antes de tudo (deixando de lado as implicações dogmáticas) de um fato muito simples: è de uma feiúra assustadora.
     E o culto da ambigüidade e do equivoco, não menos o culto da indecência. Bastaria isto para entender que a vossa “obra prima” não provém de Deus, fonte de toda beleza, mas do antigo deturpador das obras de Deus.
     Sim, haveis tirado dos fieis católicos as emoções mais ouras, derivantes das coisas subrlimes das quais è estada substanciada a liturgia por milênios. A beleza das palavras, dos gestos, das musicas.
     O que tem sido nos dado em cambio?
     Um mostruário de feiúra, de traduções grotescas (como è noto vosso pai que esta embaixo não possui senso do humorismo), de emoções gástricas suscitadas pelos chiidos das guitarras elétricas, dos gestos equivocados.
     Mas, se não bastasse. Tem um outro sinal que demonstra como o vosso “capolavoro” não provém de Deus. E são os instrumentos dos quais se serviram para realização: A fraude e a mentira.
     Conseguiram fazer crer que um Concilio decretou o desaparecimento do idioma latim, o arquivamento do patrimônio da musica sacra, a abolição do tabernáculo, a inversão dos altares, a proibição de ajoelhar-se diante de Nosso Senhor, presente na eucaristia, e todas as outras Vossas progressivas etapas, que fazem parte –como diriam os juristas- de uma única maquinação criminosa.
     Vocês sabiam muito bem que a LEX ORANDI è também a LEX CREDENDI e, portanto, mudando uma teriam, por conseqüência, mudado a outra.
     Vocês sabiam que apontando as vossas lanças envenenadas contra o idioma vivo da Igreja, teriam praticamente matado a unidade da fé. 
     Vocês sabiam que, decretando o ato da morte do canto Gregoriano da polifonia sacra, haveriam de ser introduzidos ao vosso complacimento todas as indecências pseudomusicais que dissagraram o culto divino e jogaram uma sombra equivocada sobre as celebrações litúrgicas. 
     Vocês sabiam que, destruindo os Tabernáculos, substituindo os altares pelas “mesas para a refeição eucarística”, negando aos fieis de se ajoelharem diante do filho de Deus, em breve haveria de ser extinta a fé na real presença divina.
     Haveis trabalhado a olhos abertos, obstinados contra um monumento ao qual haviam posto as mãos os céus e a terra, porque sabiam que destruiriam com isso a Igreja.
     Chegaram ao ponto de nos tirar a Santa Missa, arrancando ate mesmo o coração da liturgia católica (aquela Santa Missa em vista da qual fomos ordenados sacerdotes e que ninguém no mundo poderá nos proibir, porque ninguém pode pisotear o direito natural).
     Eu sei, agora podem rir pelo que estou prestes a dizer, e riam mesmo. Chegastes ao ponto de tirar das litanias dos Santos a invocação ao flagello terremotus, libera nos Domine, e nunca como agora a terra tem tremido em diversas latitudes.
     Haveis tirado a invocação a Spititu fornicationis, liberanos domine, e nunca como agora estamos abertos à imoralidade e a pornografia em suas formas mais repelentes e degradantes.
     Haveis abolido a invocação Ut inimicos sancta ecclesiae umiliare digneris, e nunca como agora os inimigos da igreja prosperaram em todas as instituições eclesiásticas, em todos os níveis.
     Riam, riam. Vossas risadas são vulgares, agitadas e sem felicidade. Certo esta, que nenhum de vocês conhece, como nos conhecemos, as lagrimas da felicidade e da dor.
     Vocês não são sequer capazes de chorar. Os Vossos olhos bovinos, bolas de vidro e de metal que sejam, olham as coisas sem as ver, seis similares às vacas que olham o trem.
     A vocês prefiro o ladrão que arranca o cordão à criança, prefiro o ladrão com a arma em punhos, prefiro até o bruto e o violador de tumbas, gente muito menos suja que vocês que HAVEIS ROUBADO AO POVO DE DEUS TODOS OS SEUS TESOUROS.
     Esperando que o Vosso pai que esta lá embaixo acolha também vocês no seu reino, lá onde è pranto e rangedor de dentes, quero que vocês saibam da nossa indesmoronavel certeza de que os tesouros NOS SERÃO RESTITUIDOS e será uma RESTITUTIO IN INTEGRUM. Haveis esquecido que Satanás é o eterno perdedor?

Muito prezada Dona Augusta,
Salve Maria.

     Tenho que lhe agradecer duas vezes. 
     A primeira por suas palavras amigas e de apoio ao site Montfort.
     A segunda pelo excelente artigo que me enviou e que eu não conhecia.
     Quantas verdades há nele, e como parecem se realizar agora as suas predições.
     Não conheço o padre autor dessa carta, de tom terrivelmente profético, e um pouco violenta demais em suas maldições. Ela é porém, por outros lados, imensamente verdadeira.
     Quem foi Dom Domenico Celada?
     A senhora poderia me enviar mais informações sobre ele?
     Escreva-me sempre.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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