Montfort Associação Cultural

31 de janeiro de 2005

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Ambiguidade dos protestantes

  • Consulente: Jorn Lande
  • Localizaçao: São Paulo – SP – Brasil

A paz de Cristo e a sabedoria de Lutero!

Analisando a carta de Wagner Herbet Alves Costa (em
http://www.montfort.org.br/perguntas/protestantismo_diabo.html) eu quero
somente mostrar algumas realidades para as suas cegueiras espirituais:

“O protestantismo é ao mesmo tempo Sim e Não. Ou seja, é a duplicidade de
língua. Duplicada como é a extremidade da língua serpentina.”

Parece que a Igreja Católica tambem está “dividida”: de um lado os
tradicionais e do outro a RCC e afins…

“E com essa língua bifurcada de serpente amaldiçoada, ele vem contaminando
povos e nações – levando o veneno de suas heresias para todas as partes do
mundo. E para se comprovar quão peçonhenta é tal víbora, basta observá-la.”

Ele falou do protestantismo né? Tente ler pensando no vaticano…

“- Se confrantarmos o protestantismo a respeito da validade do batismo de
criança, então veremos a ambigüidade; pois nele há parte que diz sim há
parte que diz não!”

Prove-me TODAS as passagens biblicas referentes ao batismo. Pode-se afirmar
qual o batismo é o certo?
Qual batina é a certa? Qual a opção sexual do Padre é a certa?

“- Se confrontarmos o protestantismo se o dia de preceito é o domingo também
constataremos a ambigüidade; pois há parte que diz sim e há parte que diz
não!”

Pare e pense: vc vai a uma firma e pergunta “Olá, vcs produzem biscoitos.
Qual é o horario de almoço de vocês?” então o gerente responde “12:00hs as
13:00hs”. Você anota em sua pesquisa. Segue indo a outras firmas que
produzem biscoitos perguntando sobre o horario do almoço. Os horarios são os
mais variados: 12:00-12:45; 11:30-12:30… etc. Então vc conclue: “Empresas
de biscoito não tem horario de almoço em comum… elas são ambiguas quanto a
este assunto, logo, há partes que diz este e há parte que diz aquele!”

Por que as empresas são ambiguas quanto a horario de almoço? Por que o
“protestantismo” é “ambiguo” quanto ao “domingo”? ah sim… deve ser porque
elas (igrejas) não estão interligadas para agendarem o mesmo dia…

“Domingo” é simbólico. O importante é o “dia do descanço” para com as suas
atividades semanais. Colocar o “domingo” como prioridade, dando-lhe valores
para discussões inuteis, é colocar o homeme para o “domingo”, e não ao
contrário. Não tem nada escrito na Biblia que o “Domingo” é o dia para o
homem ir à Igreja. Primeiro, o homem tem que descançar, depois ele pensa em
Deus… é assim que está na Biblia. Pois no 7º dia Deus descançou, e não
ficou pensando em nós… E, descançando, estamos colaborando com Deus, para
com as atividades que realizaremos, honestamente, na semana que virá.

“- Se confrontarmos o protestantismo a respeito se a mulher pode presidir
assembléia cristã, novamente, contemplaremos a ambigüidade; pois há parte
dele que diz sim e há parte que diz não!”

Não é “ambiguidade”, é “costume”. Por que freira não pode ser como um Padre
e vice-versa? São ambiguos por natureza. Mas o que eles fazem são de
“cultura”, costumes…

“- Se confrontarmos o protestantismo no que tange à virgindade perpétua de
Maria, de novo, a ambigüidade se fará presente; pois nele há uma parte que
diz sim e há uma parte que diz não!”

E eles, protestantes, são sábios em dizer “sim ou não” para a virgindade de
Maria. Cara, me mostra em Mateus, logo no primeiro capitulo, no texto
ORIGINAL, aonde está escrito VIRGEM, quando o anjo anuncia a “jovem”
maria???

“- E assim por diante…”

Isso…”e assim por diante”… a divisão de Cristo que vcs tanto temem está
dentro de vocês mesmo. Veja a “multiplicação dos pães” que lindo!!! Veja
vocês, montfort que feio: querendo só o pão da vida pra vocês…. Cristo
Rulez!!! Vocês ainda precisam crescer. E só ficam nesta mesmice de sempre
pois justificam sua tolice com aquele ditado de sempre: “Ficamos muito
contentes em receber sua mensagem, que mostra que estamos no caminho certo.
Pois se somos odiados por defender a verdade…”
(http://www.montfort.org.br/perguntas/pastor_ofendido.html). Dá um tempo,
Cristo não foi odiado, foi amado e invejado!

Só quero lembrar que a “duplicidade” que o autor tanto ficou encomodado é
devido ao mesmo caso do exemplo da firma de biscoitos lá…

“E o que pode advir dessa infernal duplicidade, senão: confusão, divisão e
rebelião. Tudo isso, frutos cultivados pelo inimigo de Deus e de sua
Igreja.”

Tudo isso vocês fazem. Vejam a confusão que é este site! Vejam a confusão
que a RCC fazem pra vocês que pregam uma UNICA verdade. Vejam a confusão que
é ter padre pedófilos e padres simples e honestos, a confusão que é ter
padres comprometidos com o celibato e padres gays que vivem em
relacionamento homosexual. Eu já passei pelo ITESP, cara… sei como é.
Confusão não tem religião. Inimigo de Deus não tem religião. O palco desta
confusão e a casa deste inimigo é um só: nosso coração.

“Em suma, o protestantismo é do jeito que o diabo gosta!”

Amem! Catolicos tambem. E desafio-o: prove-me. hehehehe

“P.S.: Dou graças a Deus que me conduziu a este insigne site da Montfort.
Pois só posso ver, nesse encontro pela internet, a mão providencial de
Deus.”

Qual deus?

Segue abaixo a resposta do leitor Wagner Herbert Alves Costa:

Viva Cristo Rei! Viva a Virgem de Guadalupe!
Wagner Herbet Alves Costa
Itapetinga-BA

Caro Senhor Lande,

Deus é um só, sendo uma a verdade! E graças haveremos de dar a Ele, sempre, por ter concedido à humanidade uma mestra, infalível na Fé (no que devemos crer) e na Moral (como devemos viver), que é a amada Igreja de Católica: dissipando, assim, as brumas das dúvidas e das confusões… Um porto seguro para os que buscam a Deus e a sua verdade.
 
Lembremos, por exemplo, que o protestantismo afirma, ao mesmo tempo, ser a vontade de Deus que se guarde o dia de preceito como sendo o sábado (postulando, em conseqüência, que guardar um outro dia é errado) e afirma que o dia de preceito é o domingo (sendo errado guardar outro). A questão básica é haver “o” dia de preceito (e qual seria ele), sem admitir duas soluções.
 
Mas de todo não podemos discordar do senhor, pois é certo que o que o diabo pode agir em pessoas de todas as “religiões”(como o Espíritismo), inclusive em pessoas da Igreja. A diferença é que o demônio atua também nas doutrina destas outras religiões.
 
É para isso que Deus instituiu uma única Igreja: para que sua verdade seja preservada e conhecida – ainda que, no comportamento, vários de seus membros acabassem sucumbindo ao maligno. E como deve saber, desde os tempos apostólicos existiram maus católicos (o joio) e, no entanto, a doutrina Una foi sempre preservada. O mesmo deposito de Fé.
 
O senhor lança desafios. Um deles é que se mostre em Mateus, capítulo primeiro, onde estaria no original  VIRGEM… Está escrito: “Eis que a virgem conceberá” (Mt 1,23)… <> [http //dubitando.no.sapo.pt/Mt.htm].
 
Ademais, sobre vários pontos que o senhor apresentou creio já existirem no site Montfort respostas, e recomendo que o senhor as leia.
 
Se uma pessoa (ou instituição) apoia a afimação de uma coisa e, ao mesmo tempo, apóia a negação dessa afirmativa isso não é um discurso que gera certeza, é algo que não se resolve (é sim ou é não?), portanto, ambiguidade.
 
Alguém lê um cartaz: “pode estacionar aqui” e no mesmo cartaz ”não pode estacionar aqui”… 
 
E  com maior precisão afirmo: o Protestantismo é CONTRADITÓRIO. E a Igreja de Deus não pode ser ambígua, nem contraditória….
 
A Igreja de Deus não tem, nem pode ter, “duplicidade de língua” naquilo que ensina com sendo verdades reveladas por Deus. 
 
O problema é que se Deus não tivesse uma Igreja, una em sua doutrina, a confusão e incerteza reinariam, não é mesmo? E não só nas questões explicitadas, mas naquelas “assim por diante”. Pois qual seria a verdade de Deus: um grupo protestante afirma que as almas (no além) estão inconscientes, outros que estão conscientes, Uns afirmam que Maria é Mãe de Deus, outros negam. Uns confessam a extinção do inferno, outro dizem que este é eterno; uns que a eucaristia é “sacramento”, outros que é mero símbolo… E uma pessoa de boa vontade questionar-se-ia qual seria, de fato, as verdades ensinadas pelo Altíssimo?… E foi isso que fizeram vários ex-protestantes (que se tornaram católicos), como Marcus Grodi.

 
        “Marcus Grodi entrou na Igreja presbiteriana como pastor, mas as dúvidas continuaram: “Como poderia eu estar certo de que nossos pontos de vista presbiterianos estavam corretos em comparação com os de meus irmãos metodistas ou da Assembléia de Deus ou da Igreja de Cristo ou dos Anglicanos – ou até dos católicos? Como poderia eu saber que a minha interpretação da Escritura era coerente com aquilo que Jesus Cristo realmente disse? Eu queria ser fiel. Eu sabia que um dia compareceria diante de Jesus Cristo, meu Senhor, e teria que dar contas das almas das pessoas que dirijo. Eu tinha consciência de que devia ter certeza de que os meus ensinamentos eram verídicos e os meus procedimentos corretos” [MOURA, Jaime Francisco de, Por que estes ex-protestantes se tornaram católicos, 1a edição, Editora COMDEUS, São José dos Campos-SP, 2003, p. 104].
 
        As divisões, no Protestantismo, surgiram por causa dos pestilentos princípios da Sola Scriptura e o Livre Exame (obras de Satanás) os quais foram refutados em vários textos dessa nobre associação. E essas segmentações não causam escândalo nos que não crêem, prejudicando a difusão do Evangelho?… Afinal, qual seria a verdade — diante de tantas discrepâncias de ensinamentos? 
 
        É por isso que São Paulo, por exemplo, rebatia com veemência as doutrinas heréticas que surgiam (bem como seus propaladores). Doutrinas que eram apresentadas em alternativa aos “costumes” de sempre da Igreja [que, na verdade, não são costumes, mas ensinamentos presentes no deposito da Fé.]. “A palavra deles é como uma grangena que corrói, entre os quais se acham Himeneu e Fileto. Eles desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição já se realizou: pervertendo a fé de muitos” (2 Tm 2,17-18). “Himeneu e Alexandre, os quais eu entreguei a Satanás” (1 Tm 1,20).   
 
        Sem dúvida, o Apóstolo dos Gentios se incomodava, e muito, em haver duas doutrinas (ou ensinamentos) contrários! E não aceitava que tanto uma quanta a outra valiam. (Rejeitando essa duplicidade, que é contraditória.) E mostra, também, que – desde as origens – surgiram pessoas ou grupos de pessoas que divergiam do ensinamento “oficial”. Os quais, mais cedo ou mais tarde, acabavam sendo expulsas, se não renegassem os erros… Assim, e sempre, na História da Igreja, é passível de surgir grupos ou movimentos que podem ser lançados fora, mesmo que se demore algum tempo para fazê-lo. [Alguns defendem, nalguns casos, que se deva tentar podá-los, aparar as arestas, adubar com bons nutrientes… Como o exemplo daquela parábola da figueira no meio da vinha e que foi tratada com paciência (mas até esta tem limite): “Há três anos que venho buscar frutos nesta figueira…. “Senhor, deixa mais este ano para que eu cave ao redor e coloque adubo. Depois, talvez, dê frutos. Caso contrário, tu a cortarás” ” (Lc 13,7ss).
 
        Outra questão, também já tratada no site da Associação Cultural Montfort, é que Deus instituiu uma Igreja Hierárquica, onde há pessoas governam o rebanho de Deus: “Obedecei aos vossos dirigentes, e sede-lhes dóceis; porque velam pessoalmente por vossas almas (Hb13,17). O problema é que muitos acabam achando que sua interpretação particular a respeito desta ou daquela passagem da Escritura é a certa, sem precisar ouvir o que diz o Magistério Eclesial… Já pensou o número de seitas que surge todo dia por que, nem que seja num ponto, exista quem, discordando do ensinamento “oficial”, entenda diferentemente… Que babilônia de interpretações vê-se no protestantismo!
 
 
Que Deus ilumine o senhor, sr. Lande – que creio que tem apreço pela busca da verdade (dado os questionamentos que fez) - para que ele perceba que Cristo estabeleceu uma Igreja que deve ser una. E que não pode haver Igreja Una, senão, mantendo-se a unidade e integridade do depósito da Fé: Uma Só Fé!
 
Bibliografia
 
- BÍBLIA DE JERUSALÉM, Editora Paulus, SP, 1996.
- http //dubitando.no.sapo.pt/Mt.htm.
- MOURA, Jaime Francisco de, Por que este ex-protestantes se tornaram católicos, 1a. edição, Editora COMDEUS, São José dos Campos, SP, 2003.
 
Fique com Deus!

 

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