Montfort Associação Cultural

9 de agosto de 2007

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Agradeço a grande contribuição da Associação Montfort para a divulgação da doutrina católica

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Hilton Deives Valeriano
  • Localizaçao: Hortolandia – SP – Brasil
  • Escolaridade: Superior concluído
  • Profissão: Professor de Filosofia
  • Religião: Católica

Prezado professor Orlando Fedeli, quero agradecer a grande contribuição da associação cultural Montfort para a divulgação da doutrina católica e a verdade da fé presente na Santa Igreja. 
Em um mundo marcado pelo relativismo, é preciso ter coragem para defender suas convicções. Sua postura deveria ser adotada por todos que se consideram Católicos e verdadeiros cristãos. Como merecer a redenção negando o escândalo da cruz? Pois é isso que se apregoa com a postura covarde característica de todo relativismo. 
O ecumenismo (a face relativista da religião) é o contra-senso da cruz; é a negação da verdade presente nos evangelhos, e por isso, de cristo! 
É inadmissível que a verdade conviva e dialogue com o erro e com a mentira. Cristo, a verdade, não pode conviver com a mentira, ou seja, com o demônio! 
Percebo que aqueles que atacam seu trabalho, muitas vezes carecem de senso crítico e sofrem de ódio irrestrito por tudo que esteja relacionado com a Igreja Católica, pois qualquer pessoa que tenha lido os inúmeros artigos presentes no site não pode negar o conteúdo profundo dos mesmos. 
Acredito que quem tenha lido os seguintes artigos de sua autoria deva concordar comigo: In Lumine Tuo, A parábola do bom samaritano, beleza das almas, No caminho de Emaús, O Pai nosso e os vícios capitais. Penso que muitos padres deveriam ler esses artigos para se purificarem de seus discursos ideológicos e mundanos. 
A ausência de espiritualidade de muitos padres é lamentável! Parece que desconhecem a riqueza da patrística e escolástica. 
Numa perspectiva histórica, filosófica e teológica, qualquer pessoa que tenha lido também esses artigos de sua autoria não pode negar sua qualidade de intelectual e estudioso fazendo apenas críticas cegas: Filosofia e escultura na Idade Média (uma aula de estética medieval!), Processões Divinas (uma aula de teologia!), Desigualdade e Igualdade: considerações sobre um mito, Conceituação, Causas e Classificação das Utopias, Ilha e Utopia (minuciosas análises históricas que deveriam ser desdobradas em estudo mais amplo, o que daria um belo ensaio!). 
A leitura de seus estudos sobre a Gnose é imprescindível: Conspiração na História: exemplos do Antigo Testamento, Gnose: religião oculta da história, Considerações sobre a gnose: Panteísmo e Gnose
A respeito da grande argumentação em forma de estudo A Gnose “Tradicionalista” de René Guénon e Olavo de Carvalho, fiquei impressionado com a postura de um homem que se auto-intitula filósofo e ao invés de propor argumentos que visem justificar o seu ponto de vista em um debate acaba por proferir apenas sofismas. 
Sou formado em filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Não tenho dúvida que é sempre mais fácil apelar para a retórica. Na maioria das vezes é mais convincente. Mas para quem se propôs buscar e defender a verdade deve ficar com a lógica. Não tive tempo de ler ainda os estudos A Cidade do homem contra a Cidade de Deus – as revoluções da modernidade, Romantismo e Modernidade, Origens do Romantismo Alemão, As três revoluções na arte, Música e beleza e Fátima: um “segredo contendo um enigma envolto em um mistério. Mas pelos artigos anteriores posso antever a qualidade desses.
Não posso deixar de elogiar também os artigos: Doutrina e arte de H. Wyndisch, Cidade das trevas de Irineu Plácido, Épocas obscuras? de Rogério Côrte Sassonia, Primado de Pedro de Marcos Libório, o estudo sobre Eugenia de Paulo Sérgio Pedrosa, além do triste Adeus, homens de bem do mesmo autor. 
Gostaria de citar também o belo estudo (verdadeira rememoração) Anotações esquecidas (todas) de Marcelo Fedeli. 
Acredito que muitas das respostas às questões levantadas pelos leitores dariam belos estudos, e devido a insistência de questões relacionadas à virgem Maria e à existência do diabo, penso que vocês deveriam elaborar um estudo mais profundo sobre esses temas. Ainda aguardo a resposta sobre a questão das diferenças entre os seguintes documentos do magistério: Encíclica, Bula, Decreto, Motu Proprio, audiências. 
Também aguardo as informações necessárias para comprar seu livro Carta a um Padre, com dedicatória! 
É a terceira vez que escrevo. Gostaria de saber também porque a Igreja aboliu o Index. Acredito que ele seria importante nos dias de hoje. Os ignorantes pensam que ele seja uma mera censura e que impediria a leitura de livros contrários à doutrina. Corrija-me se estiver errado: penso que sua função tenha sido sempre a de tornar evidente doutrinas maléficas à fé e não a proibição de suas leituras, ou seja, o Index sempre foi uma devesa da Igreja às ameaças ao depósito da fé. 
Faço a seguinte sugestão: que vocês criem um Index no site. Seria de grande utilidade a enumeração de livros heréticos e de artigos que visem a refutação dos mesmos. Acredito que isso fortaleceria seu apostolado. 
Gostaria também de saber sua opinião sobre o grupo Permanência e sobre Gustavo Corção. 
Espero um dia poder assistir uma palestra sua aqui em Campinas. 
Desejos a todos a Paz de Cristo e que Maria Santíssima nos ilumine e nos proteja das trevas do mundo.

Muito prezado Professor Hilton ,
Salve Maria.

    Muito lhe agradeço suas calorosas palavras de apoio, que tanto mais peso por provirem de um professor de Filosofia. Deus lhe pague. Rogo-lhe que, em suas orações, se lembre de nós da Montfort, que tanto precisamos de graças, especialmente eu que sou o mais indigno dos membros desse site. E não estou usando de retórica. Meus alunos são minha honra e minha glória, por eles espero obter de Deus misericórdia.
    Vou providenciar que lhe levem um livro meu que autografarei com prazer. 

    Foram os modernistas que propugnaram pela abolição do Index (ver a Encíclica Pascendi), pois o Index era uma muralha da Fé. Foi PauloVI que os atendeu depois do Concílio Vaticano II.

    Leigos como nós podem criticar livros. Só a Igreja pode elaborar um Index de livros proibidos. Rezemos para que um Papa o refaça.

    Um abraço bem amigo e até bem breve.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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