Montfort Associação Cultural

19 de abril de 2007

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Absurdo: Diretor de escola defende o aborto como forma de evitar a superlotação nas escolas

Autor: Lucia Zucchi

  • Consulente: Fábio Rodrigo Conceição
  • Localizaçao: São Paulo – SP – Brasil
  • Escolaridade: Superior concluído
  • Profissão: Diretor de Escola
  • Religião: Ateu

Sou totalmente a favor do aborto, mas reconheço os argumentos da igreja. Realmente o aborto é uma assassinato de uma vida, realmente é uma espécia de seleção(eugenia) e ralmente não deveria ocorrer. Na minha visão deveria haver acesso a um completo planejamento familiar para se evitar filhos indesejados usando camisinha, laqueadura, pílula, diu e outros meios, mas vejo que a Fé católica é contrária a praticamente todos os meios de prevençao, pois crê na castidade. Mas quando a mulher nao tem acesso ou usa mal os meios de prevençao e ainda não quer o filho, creio que o melhor seja o assassinato desta vida, pois hoje “obriga-se” uma mulher a ter um filho, mas quem obriga a dar amor e carinho. 
Onde o aborto foi liberado diminuiu a criminalidade, pois os rejeitados tem mais chances de serem criminosos, apesar disso não ser uma verdade absoluta, mas onde foi liberado o aborto houve queda dos crimes, principalmente dos crimes contra a vida. 
Creio que o assassinato de um indefeso pode justificar-se pela possibilidade de evitar outros assassinatos de inocentes. Um filhote de lobo é indefeso, mas cresce depois. “Quem poupa o lobo condena as ovelhas”(acho que um santo católico disse isso).
A igreja católica ja defendeu a pena de morte, veja-se a inquisiçao, ou talvez ainda adminita em alguns casos. Nas fogueiras da inquisisao moreram muitos inocentes também, ou seja, as vezes liquidar uma vida pode ser a opçao para preservar outras.
Respeito a posição da igreja, afinal a bilica condena o aborto, seria estranho se a igreja admitir o que Deus condena.
Creio que a igreja deve continuar com sua luta, mas no sentido de convencer as mulheres a não abortar e não no sentido de manter o dispositivo legal contra o aborto. 
O estado não pode legislar baseado em conceitos religiosos ou em dúvidas de quando a vida começa. O estado deve legislar pela técnica ou sendo impossível a técnica que se convoque uma consulta popular. A igreja deve lutar pela consciencia das pessoas, pela conversão dos pecadores, inclusive sendo lícito que tente convencer as mulheres a não abortar, mas não creio que a igreja deve fazer pressão para que o estado mantenha ou adote determinada posição.
Uma pessoa deve escolher se tem o direito de pecar, pois deus deu aos homens livre arbítrio, ou será que deus deveria ter colocado um anjo de guarda na árvore do bem e do mal para Eva e Adão não pecar????? Deus deixou Eva e Adão escolher entre obedecer e pecar, desta forma a igreja não deve interferir para que os homens continuem perdendo o direito de escola.
Eu pessoalmente creio que nenhuma mulher deveria abortar, pois deveria haver planejamento familiar, mas aprovo o aborto como pólica profilática contra o crime e superlotaçao nas escolas. Dizem que o mundo ainda necessita de pessoas, principalente na Europa, mas acho que o Brasil tem que adotar medidas contra o crescimento da população, pois não há emprego para todos, escola para todos e moradia para todos. Aborto também é uma forma de política de saúde.
Repito que creio até que a igreja esteja certa na sua luta contra o aborto, pois minhas idéias a favor não podem combater algo que vem pela fé. A igreja existe pela fé em um Deus, se Deus mandou não fazer a igreja deve seguir. Mas a igreja não deve pretender usar o Estado para auxiliar em sua luta pelo que a mesma acredita, pois ao estado cabe respeitar as diversas formas de pensar. Que a igreja faça passeatas, coloque propaganda na TV, use as missas e outros meios para evitar o aborto e pregar sua forma de pensar, mas que não queira obrigar as pessoas a seguir, pois igreja trata de fé – E aqueles que nao têm fé?????
Não Brasil infelizmente existe a prática de muitas igrejas, nao somente a católica, de obter benefício do Estado seja financeiramente, seja através de lobismo contra ou a favor de determinadas leis. O Estado deve ser totalmente separado da igreja.
Espero uma resposta de vossas senhoras

Fábio Rodrigo Conceição 



Comentários: POR ACASO AO DIGITAR NO GOOGLE “MALDITA IGREJA” APARECEU UM TEXO DE VOCEIS

Prezado Fábio Rodrigo ANTICONCEIÇÃO (ou anti-concepção, que vem a ser a mesma palavra…)
 
     Salve Maria!
     Como professora e como mãe, devo confessar que sua carta me aterrorizou, sob vários aspectos… Não foi o menor desses aspectos o fato de você se declarar Diretor de Escola! 
     Se bem entendi, você quer que a Igreja pare de defender perante a sociedade o direito à vida dos nascituros (palavra de origem latina, significa aqueles que vão nascer!) e limite-se a fazê-lo perante seus fiéis. Quanto ao assalto, sequestro, assassinato, perjúrio, abandono de menores, doentes e anciãos, auto-mutilação, genocídio, sacrifício humano e outros crimes que, vez por outra, grassam em uma ou outra sociedade, você acha que a Igreja também deveria lavar as mãos do sangue de suas vítimas, ou deve continuar a fazer todos os esforços para impedí-los ?
     Se bem me lembro, uma das acusações que se fazem contra o Papa Pio XII é a de não ter condenado com a devida força o nazismo e seus crimes… Então, para você, ele teria feito muito bem de não tentar impor a doutrina católica para a sociedade nazista, admiradora do paganismo? Bastava então que ele ”tentasse convencer” os católicos que não matassem judeus e não se metessem com os assassinatos alheios? 
 
“Creio que o assassinato de um indefeso pode justificar-se pela possibilidade de evitar outros assassinatos de inocentes.”

     ”Convém que um homem morra pelo bem de todo o povo” (João 11, 50). Quem disse isso foi Caifás, ao condenar Cristo à morte, admitindo que Ele era inocente. É do mesmo modo que você propõe entregar à morte um inocente, pelo suposto risco de que ele vá cometer crimes um dia…
     E você, meu caro, que já é moralmente culpado de um crime, ao defender a sua prática. Que deveria ser feito com você? 
     
Você diz ainda (copio sua carta porque ela me parece i-na-cre-di-tá-vel!):

“aprovo o aborto como pólica (?) profilática contra o crime e superlotaçao nas escolas”

     Meu Deus, que perigo! Calma! Se sua escola está superlotada, avise a Secretaria de Ensino antes de começar a defender o infanticídio!!!
 
“O estado não pode legislar baseado  em conceitos religiosos ou em dúvidas de quando a vida começa.”

     Quem diz quando a vida humana começa não é de forma alguma a Igreja, é a biologia! Isso está sobejamente reconhecido desde os progressos da embriologia do século XIX e das descobertas a respeito do DNA e seu papel no surgimento do novo ser em consequência da concepção. Isso é cristalino para qualquer cientista que não esteja ideologicamente empenhado na defesa do aborto. Abra um manual qualquer de medicina e mostre-me um outro momento em que se defina o surgimento de uma vida humana!
     Quanto aos conceitos religiosos nos quais o Estado não deve se basear, então basta que um direito seja defendido pela Igreja para que o Estado não possa defendê-lo também? Se tirarmos do Código Penal todas as proibições expressas nos Dez Mandamentos, porque seriam apenas exigências da Igreja, garanto que não vai sobrar muita coisa como função do Estado… talvez apenas a cobrança de impostos, e olhe lá!
     Ou talvez a função do Estado seja, para você, defender o único, novo e importante direito que você criou: “o direito de pecar”!
     É tamanha a sua incoerência, vinda da parte de um educador, que não creio que minha resposta o ajude em alguma coisa!
     Que sirva, no entanto, para evidenciar os absurdos a que chegam os defensores do aborto!
 
In Corde Jesu,
Lucia Zucchi 

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