Montfort Associação Cultural

6 de fevereiro de 2006

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Abraão e os três estrangeiros

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Renan Saldanha
  • Idade: 19
  • Localizaçao: Rio de Janeiro – RJ – Brasil
  • Escolaridade: Superior em andamento
  • Profissão: Designer Gráfico
  • Religião: Católica

Prezado Sr. Fedeli, Salve Maria!

Venho através desta carta buscar mais informações a respeito do Patriarca Abraão. Para isso, conto com sua sempre atenção em responder as cartas e com seu imenso conhecimento certamente concedido por Deus.

O que a ciência diz a respeito de Abraão, considerado patriarca por Judeus, Cristãos e Muçulmanos?

Qual a interpretação que se dá à passagem dos três estrangeiros que o visitam em descrição no Gênesis?

Existe alguma relação entre a história de Abraão com os conflitos por terra naquela mesma região em nossos dias?

Gostaria tambem que me indicasse leituras sadias sobre o personagem, pois aprecio muito sua história.

Aproveito ainda para parabenizar toda associação pelo trabalho realizado e, por proporcionar leituras edificantes em defesa da Fé e da Igreja. Contem sempre com minhas orações.

Saudações

Muito prezado Renan,
salve Maria!
 
    Muito obrigado por suas palavras, mas, muito mais, por suas caridosas orações. Que Deus o recompense.
    A única fonte histórica sobre Abraão é a Sagrada Escritura onde Moisés registrou, inspirado por Deus, a tradição hebraica.
    A Sagrada Escritura goza de autoridade absoluta pois, de fato, é Deus o seu Autor. Os escritores da Bíbliá, Moisés, os profetas, os reis Davi e  Salomão, os Evangelistas e os Apóstolos, foram usados por Deus como instrumentos. Dai a variedade de estilos de cada um dos escritores. Se um pintor usa um pincel bem fino, o traço será fino. Caso o pincel seja mais largo, o traço refletirá a forma desse pincel.
    Além de sua autoridade divina, a Sagrada Escritura tem também um altíssimo valor e autoridade do mero ponto de vista histórico. Todo documento antigo autêntico é uma fonte legítima da História. Ora, a Sagrada Escritura dá relatos muito pormenorizados da vida do povo hebreu — como também de outros povos — confirmados por inúmeras outras fontes históricas. Logo, a Sagrada Escritura, mesmo de um ponto de vista puramente humano, é documento histórico autêntico e fonte de informações verídicas.
    A passagem da vida de Abraão narrada no Gênesis, sobre três personagens que apareceram a Abraão — e que o Patriarca chama de Senhor, no singular — é interpretada como uma visão figurativa da Santíssima Trindade. Abraão se refere aos três como Senhor, no singular, pois compreendeu, que embora houvesse três pessoas, havia uma só substância, daí a unidade de Deus na Trindade de pessoas. Claro que isto foi mostrado a Abaraão em figura, pois que o Mistério da Santíssima Trindade só foi explicitamente revelado por Jesus Cristo, no Novo Testamento.   
    Os conflitos que houve pela posse da palestina entre judeus e filisteus no passado são figura dos conflitos atuais.
    Porém, o caso atual é muito mais complexo, porque, para compreendê-lo, deve-se levar em conta, a Diáspora anterior a Cristo, o deicídio cometido pelos judeus contra Cristo no Calvário, a conseqüente destruição de Jerusalém, predita por Jesus, a expulsão dos judeus da Palestina em 70 e 130 d.C., as sucessivas ocupações dessa região por diversos povos, a expansão mussulmana, e enfim, o sionismo, o nazismo e a consequnete implantação do Estado de Israel em 1948.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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