Montfort Associação Cultural

1 de março de 2010

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A visita do Prof. Orlando a Fortaleza/CE ou a reestruturação do site Montfort

Autor: Guilherme Chenta

  • Consulente: Antônio Mário Araújo da Ponte
  • Localizaçao: Fortaleza – CE – Brasil
  • Escolaridade: Pós-graduação concluída
  • Profissão: Advogado
  • Religião: Católica

Caros senhores,

Peço-lhes, reiteradamente, a gentileza da informação do nome da pessoa de contato e o endereço do núcleo da Montfort, em Fortaleza. CE, assim como qual o período no qual estará aqui (em Fortaleza) o Prof. Orlando Fedelli.

Agradeço a gentileza da informação que aguardo com o maior anseio.

um abraço cordial.

Mário Araújo

 

São Paulo, 27 de fevereiro de 2010
 
Prezado Dr. Mário Araújo, salve Maria.
 
Vasculhando o sistema do site em busca de cartas que me permitam explicar a nossos leitores as necessidades que o projeto Legado Montfort visa atender, deparei-me com cerca de cinco mensagens suas, enviadas em seguida, com um intervalo regular de um dia entre uma e outra.
 
Como todas tinham teor semelhante, respondo apenas a última delas.
 
Realmente, Dr. Mário, o Sr. estava com muita vontade de conhecer o Prof. Orlando! :-)
 
Por isso, espero muito que tenha visto a notícia – colocada há cerca de um mês em nosso rudimentar Quadro de Avisos – de que ele estará hoje em sua cidade, palestrando.
 
Pode não parecer, mas garanto ao Sr. e aos demais leitores amigos deste site que não se trata de uma perseguição pessoal.
 
Muito pelo contrário, a causa de inconvenientes como esse é bem mais simples. Posso resumi-la numa única frase: há uma desproporção entre o sucesso da Montfort e sua estrutura. O que, em outras palavras, quer dizer o seguinte: muita gente, hoje, nos procura, mas não temos os meios adequados para atendê-las, pois nos faltam pessoas e tecnologia.
 
Pessoas? Tecnologia?
 
Sim, isso mesmo. Explico.
 
Há muita gente ao redor do Prof. Orlando, porém cada uma dessas pessoas tem uma série de compromissos que lhes impossibilita, embora queiram, se dedicarem adequadamente ao atendimento de todos aqueles que recorrem à Montfort. Apesar de o Prof. Orlando ter uma centena de alunos aqui em São Paulo, apenas uma quantidade muito reduzida deles colabora efetivamente com o site (atualmente, apenas uma pessoa tem cuidado, e como voluntário, da administração das cartas, por exemplo). A maior parte dos alunos do Prof. só participa do site, isto é, só usufrui dele.
 
Poderia aprofundar a distinção que fiz entre colaborar e participar e analisar um pouco mais a natureza e as dificuldades do trabalho voluntário, mas como estou fazendo isso no Blog, recorro a minha própria história para ver se consigo expor rapidamente o “sério” problema de mão de obra que temos aqui na Montfort no que diz respeito a nosso trabalho de divulgação e defesa da Fé na internet.
 
Eu, por exemplo, embora tivesse estudado com o Prof. Orlando por há mais de uma década, jamais escrevi uma linha no site ou participei de sua administração até o início do Legado. E não faltaram convites insistentes, principalmente por parte do próprio Prof. Orlando, para que eu o fizesse: filho, pegue umas cartas para responder; escreva uma artigo, etc., etc.
 
Sempre me dediquei a trabalhos menores (cuidei da cantina da sede, participei do corais da Montfort – gregoriano e polifônico –, dei uma ou outra aula, colaborei com algumas campanhas), pois eles não concorriam demais com meus deveres de estado: estudar e trabalhar.   
 
Por mais que eu quisesse, jamais tive disponível o tempo necessário que o site exige. E o mesmo ocorre com os demais membros da Montfort, pois ninguém aqui, a não ser o Prof. Orlando, tem a Montfort como atividade primeira na vida. Pelo contrário, trata-se de um extra, algo a mais que as pessoas fazem por amor a Deus. E que, no entanto, tem feito um enorme sucesso.
 
Por esse motivo, apesar de haver aqui uma centena de alunos, faltam-nos pessoas. Que, além de serem poucas, pouco podem se dedicar ao site, que se tornou, hoje, no Brasil, uma referência indiscutível em termos de divulgação e defesa doutrinária do catolicismo.
 
Diante desse quadro, no contexto do Legado, e, mais especificamente, no contexto do 3º objetivo de nosso projeto, tenho defendido a ideia de que a única solução para esse problema – única, porque já tentaram, sem sucesso, cooptar, por inúmeras vezes, voluntários para a tarefa – é, por meio das doações de nossos leitores, conseguir contratar pelo menos uma pessoa que possa se dedicar em período integral a atender nossos leitores naquilo que disser respeito a informações que não sejam de cunho doutrinário. Caso contrário, esse problema persistirá indefinidamente. Mais ainda: jamais conseguiremos coordenar e por em contato, como tencionamos, os diversos amigos da Montfort que nos escrevem, mas que, embora morem nas mesmas cidades, não se conhecem!
 
Esse problema, é verdade, será atenuado, graças a Deus, com a nova versão do site Montfort que está para sair em maio e que atenderá minimamente nossas necessidades tecnológicas do momento, em cuja solução, no entanto, precisamos ainda investir mais um pouco.
 
Para citar o mínimo, concentro-me no atual sistema de gerenciamento de cartas do site. Para o Sr. ter uma ideia, elas chegam todas numa única caixa. Cartas como as suas, simplesmente pedindo uma informação, xingamentos e elogios, tudo é recebido numa única e mesma caixa, sem contar as perguntas de cunho doutrinário sobre os mais diversos temas, muitas das quais não têm a menor importância (Por que a missa de sétimo dia é celebrada uma semana após o falecimento?) e ficam lá simplesmente fazendo volume e escondendo as que realmente interessam. O Sr. não imagina a dificuldade que é caçar as mensagens relevantes, encaminhá-las aos respondedores e reenviá-las, pelo sistema do site, que contém várias etapas e janelas e campos a serem preenchidos, aos consulentes, tudo isso, com trabalho voluntário! 
 
Por isso, nessa nova versão do site – parcial, porque ainda não temos os recursos necessários para arcar com sua mudança completa –, haverá uma seção com canais específicos para:
 
1.      Pessoas interessadas em participar de aulas da Montfort em nossa sede;
 
2.      Pessoas interessadas em participar de aulas da Montfort fora de nossa sede (seu caso);
 
3.      Pessoas interessadas em organizar uma aula da Montfort em sua localidade;
 
4.      Pessoas interessadas em organizar grupos de estudos em sua localidade;
 
5.      Pessoas interessadas em participar de uma Missa Tridentina;
 
6.      Pessoas interessadas em organizar uma Missa Tridentina;
 
7.      Padres e seminaristas;
 
Esperamos, com isso, atender de modo mais satisfatório àqueles que recorrem a nós com espírito de amizade e ajudá-los no que precisarem.
 
Se tudo correr bem e a Montfort do Legado continuar recebendo apoio, partiremos para uma reformulação da parte de estudos. E, nela, forneceremos roteiros e uma hierarquia de temas a serem examinados de modo a facilitar os esforços daqueles que desejam empreender a árdua tarefa de aprender. Esses temas serão expostos por meio de textos, entrevistas e vídeos.
Aliás, Dr. Mário, esses 100 vídeos do Prof. Orlando que o Legado pretende gravar não são mais que uma parte dessa nova seção de estudos que estamos elaborando.
 
O Legado, haveria eu de explicá-lo mais longamente em outra oportunidade, parte do Prof. Orlando, mas gira em torno do site e visa transmitir de modo mais eficaz a luta que a Montfort como um todo vem desenvolvendo há mais de 25 anos.
 
E é por isso que digo sempre ser o Legado vivo e não uma herança morta, algo nostálgico com cheiro de caixão. Não! Absolutamente, não! Ele existe para que a luta continue. Pois ele visa, em última instância, manter e ampliar a luta inicialmente empreendida pelo Prof. Orlando em defesa da doutrina católica. Repare, nesse sentido, que haverá canais específicos para comunicação com pessoas interessadas em organizar grupos de estudos em suas localidades, sendo uma das grandes preocupações do Legado a de sistematizar e transmitir toda a experiência da Montfort para que esses grupos se concretizem, consolidem e cresçam, levando o combate ao modernismo e a defesa ao Papa a todos os cantos do Brasil, sem que a Montfort abra filiais, como tenho dito em todas as apresentações que fiz pelo Legado e no Blog. Porque o que interessa não é a Montfort, mas a defesa do Papa e da Missa.
 
Enfim, Dr. Mário, desculpe-me a empolgação e a consequente extensão desta carta. Espero ter explicado bem explicadinho ao Sr. o porquê da demora à resposta de sua carta não se tratar de uma perseguição pessoal e, aproveitando a oportunidade, tê-lo convencido de quanta coisa boa podemos fazer juntos (e somente juntos) com o Legado.
 
Pois o Legado não é um sonho, como muitos podem pensar. É uma realidade que está ao alcance de nossas mãos.
 
E está se concretizando.
 
Basta lutarmos por ele.
 
Todos juntos.
 
Abraço,
Guilherme Chenta
Coordenador do projeto Legado Montfort

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