Montfort Associação Cultural

3 de janeiro de 2010

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A verdade transforma o estilo de vida

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: William Bottazzini Rezende
  • Localizaçao: Pouso Alegre – MG – Brasil
  • Escolaridade: Superior incompleto
  • Profissão: Professor
  • Religião: Católica

Caríssimos irmãos da Montfort!

Salve Maria, mãe de meu Senhor!

Gostaria de relatar o quão importantes vocês da Associação Cultural Montfort foram em minha vida.

Vivi por 22 anos submerso em um oceano de confusão protestante. Ao nascer tornei-me cristão através do batismo na Santa Igreja Católica. Contudo, algum tempo depois, ainda sendo carregado no colo, passei a frequentar “cultos” protestantes de uma denominação batista de minha cidade. Ademais, todos os meus parentes maternos são protestantes. Posso afirmar que era um protestante dedicado. Lia as Sagradas Escrituras com atenção tendo aprendido inclusive o grego e o hebraico, pois em meu íntimo tudo o que eu queria era estar próximo de Nosso Senhor. Todavia, era um aleijado espiritual tentando correr. Por desconhecer a Sagrada Tradição, imaginava poder conhecer Cristo tão somente pela Bíblia.

Por muitas vezes era impiedoso em palavras no que se referia à Santa Igreja e à Nossa Senhora. Por ter sido guiado por cegos ao longo de toda minha vida, tornei-me cego tal qual os que me conduziam e não enxergava o colossal abismo em que eu estava por precipitar-me. Conforme os anos passavam, tive contato com autores e obras que me despertaram inquietações em questões relativas à minha fé. Os líderes espirituais ao quais estava eu submetido não possuíam “know-how” necessário para apaziguar meu ânimo sedento por explicações que fossem ao menos razoáveis.

Então comecei a perceber como estava enredado em mentiras e ilusões. Percebi que a “religião” em que fui criado era um misto de sentimentalismo e interpretações distorcidas da Bíblia. Quando me dei conta, pude perceber que o meu “cristianismo particular” não passava de uma mera crendice folclórica desprovida de razão.

Devo confessar que, por um estranho paradoxo, quando, ainda em meio protestante, comecei a analisar alguns fatos históricos, passei a perceber que a Igreja não era “A Grande Meretriz” como até então havia sido ensinado. Descobri o papel fundamental que a mesma desempenhou na divulgação da Boa-Nova. Ora, tal trabalho evangelizador ao longo dos séculos custou caro à Igreja. Nosso mártires são testemunhos históricos irrefutáveis de tais acontecimentos. Mesmo assim, sofria eu, como muitos, de um orgulho patológico que eu posso denominar como “prostentantite severa”, onde adimitir algum acerto da Igreja era um crime hediondo.

Pois bem, a soma do meu orgulho com a falta de resposta dos “pastores” me levou a procurar a Verdade em várias denominações e religiões e, finalmente, caí no ateísmo. Afinal, tornou-me enfadonho a moral protestante que oscila entre o “Puritanismo Absoluto” e o “Liberalismo Total” com muita facilidade. Outro fato que me incomodava era que cada líder protestante se considerava “O Escolhido” e execrava os demais que também se consideravam como tal. Isso para não mencionar os que escolhiam títulos nada humides para si como “Bispo” ou até mesmo “Apóstolo”. O sujeito acorda um belo dia e se denomina “uma autoridade inspirada por Deus”. Frequentei centros espíritas e li livros de Kardec. Porém, rapidamente percebi o tamanho da bobagem que eu estava fazendo quando recebi uma carta psicografada de minha avó que ainda está viva! Tudo se transformou em uma grande piada.

Mas, felizmente, percebi que o ateísmo era um outro absurdo e minhas dúvidas persistiam. Até então nunca tinha ouvido um católico expor sua posição religiosa com clareza. Afinal, padecemos de um mal chamado “Católico-não-praticante” que infesta nossa cultura do “tô nem aí”. Até que um dia comecei a dar aulas de italiano (sou professor de: inglês, espanhol. francês, italiano, alemão, russo, árabe, chinês, japonês, latim, grego, hebraico, aramaico, esperanto e romeno) para um padre de minha cidade (que também é o prior do Mosteiro de São Bento de Pouso Alegre) : Dom Bento. Aos poucos, Dom Bento (hoje, meu grande amigo pessoal), foi me ajudando a elucidar pontos que para mim permaneciam obscuros.

Mas eu ainda não tinha coragem de fazer perguntas que eu considerava invasivas (como todo protestante, eu queria “tirar satisfações” a respeito das imagens, de Maria ser a Mãe de Deus, da autoridade papal etc.) Foi aí que através de um site de buscas cheguei acidentalmente à Montfort e na parte destinada à Apologética li a resposta do professor Orlando Fedeli a um tal de “Saul”. Todas as minhas armas contra a Igreja, eram praticamente as mesmas que “Saul” possuía. Ao terminar, eu não tive outra escolha: humildemente reconheci que estava errado e que tinha sido enganado por toda minha vida. A verdade se descortinou diante dos meus olhos e tudo fez sentido.

Passei a ler as outras respostas do professor Orlando e dos demais colaboradores da Montfort e ficava extasiado com a clareza das explicações e com a segurança com a qual ensinavam a verdade. A partir deste momento, passei a amar a Igreja de todo meu coração! Dom Bento, foi meu tutor espiritual e o responsável pela profissão de fé e pela minha Primeira Comunhão. Ah como é bom tomar parte no sacrifício da Santa Missa! Aliás, a primeira Missa que assisti foi celebrada no rito Pio V (este rito é celebrado com frequência no mosteiro de minha cidade).

Pela misericórdia de Deus, minha esposa, também ex-protestante, se converteu à verdadeira fé. Hoje, não há nada que eu ame mais do que ler e estudar sobre a Igreja e defendê-la (dentro de minhas infinitas limitações) com unhas e dentes. Influenciado pelo prof. Fedeli, entrei na Faculdade de História e pretendo fazer Teologia em seguida para, se Deus assim me permitir, poder realizar um dia este trabalho maravilhoso de defesa da Santa Igreja e, consequentemente, de defesa do próprio nome de Nosso Senhor. Quero poder fazer o mundo reconhecer que sem a Igreja, não haveria a civilização que temos. A Igreja ama e luta em prol da vida e consequentemente da raça humana (inclusive em prol dos que a odeiam). Sem a Igreja nem mesmo o próprio Cristo conhceríamos. Pois não teríamos o “Corpo” do qual o Senhor é a cabeça.

Eis a bela noiva e fora dela não há salvação! O Noivo só possui uma única noiva, ora esta é a própria Igreja que herdou toda a tradição dos Apostólos e que foi fundada na Pedra.

Prof. Orlando muito obrigado por existir e por ter contribuído profundamente para minha conversão. Você me ensinou a reconhcer a Verdade e a guardar a ortodoxia da Igreja. Ainda tenho muito a dizer e torço para que um dia possa fazê-lo pessoalmente. Espero um dia poder te dar um forte abraço de agradecimento.

Forte Abraço!

E que Cristo e Nossa Senhora continuem dando forças a todos vocês para que realizem tão maravilhoso trabalho!

William Bottazzini Rezende

Muito prezado William, salve Maria.
 
Posso dizer-lhe que sua carta me foi muito consoladora. Em meio a tantas ofensas e calúnias que assacam contra o site Montfort e contra minha pessoa, sua carta foi um refrigério em minha luta. Ela é um copo de água fresca que anima o combatente. Por meio de sua carta, Nossa Senhora me faz ver que Ela continua protegendo e abençoando o trabalho do site Montfort. Salvar uma alma da heresia já valeria como recompensa por todo o meu trabalho. Gostaria muito de ir até Pouso Alegre para visitá-lo e dar aí uma palestra para você e seus familiares e amigos, se os houver interessados. Gostaria também de manter sempre meu contato com você para que estejamos sempre unidos em nossas vidas lutando pela verdade Católica.
 
Para isso, escreva-me sempre.
 
Desejo a você e aos seus um Santo Natal
 
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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