Montfort Associação Cultural

20 de março de 2006

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A noite de São Bartolomeu

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Leandro da Silva Farias
  • Localizaçao: São Paulo – SP – Brasil
  • Escolaridade: Superior em andamento
  • Profissão: Monitor de Qualidade
  • Religião: Católica

A paz do Meu Senhor e meu Deus jesus cristo!

caros amigos,

ja tem cerca de uma semana que venho lendo algumas publicaçoes do site MONTFORT e fiquei muito feliz por saber q ainda existem pessoa interessadas a defender o verdadeiro deposito da fe, e a lutar contra todo tipo de heresia seja ela nas seitas protestantes ou seja no seio da propria igreja, hoje infelismente vemos padres (infelismente a maioria) que nao se interessam mais em santificar o povo de deus, eles nao sao mais como os nossos santos padres de outrora sao somente meros administradores de paroquia e dizimo, e nao mais educadores, mas confio que com vossa ajuda aos poucos reverteremos esse problema.

comrespeito a noite de sao bartolomeu gostaria de conhecer mais a fundo o ocorrido e as suas consequencias, o papa Gregório XII mandou celebrar mesmo uma missa para oq ele acreditava ser o fim do protestantismo na frança? E do Te Deum que o Papa mandou cantar de felicidade, foi por causa da dita noite?

estou com todas essas dificuldades mas espero que vcs possam me ajudar o mais rapido possivel.

pax et bonum

Muito prezado  Leandro,
Salve Maria.
 
    Muito me alegraram suas palavras, demonstrando sua compreensão clara da atual crise da igreja, que é, antes de tudo, uma crise do clero, desviado pelos erros do Modernismo, aprovados pelo Concílio Vaticano II.
     Como você mora em São Paulo, se quiser, poderei lhe dar algumas palestras sobre as guerras de religião na França e a Noite de São Bartolomeu, que foi, antes de tudo, uma ação política de Catarina de Médicis contra o líder protestante Almirante Coligny e seus sequazes. Do massacre ordenado pela Rainha e por seu filho, o Rei Carlos IX — um rei ensandecido – por motivos inteiramente políticos e pessoais, resultou uma grande diminuição da ameaça protestante na França. O Papa mandou cunhar uma moeda comemorativa dessa diminuição da ameaça herética, e, segundo você me informa, teria ordenado um Te Deum para agradecer a Deus a libertação da França da heresia huguenote. Porém, não foi a Igreja e nem o Papa, e nem o alto clero francês que determinaram esse massacre. Seria preciso lembrar que, antes, os protestantes haviam feito outros massacres de católicos, assassinado o Duque Francisco de Guise, destruído igrejas e profanado muitas vezes hóstias consagardas e destruído imagens. Os huguenotes eram uma bem pequena fração dos franceses, mas nessa minoria ínfima, se contavam inúmeros príncipes e personagens muito importantes, entre os quais Henrique de Bourbon, que vai se tornar, infelizmente, o Rei da França, Henrique IV. 
     Aliás, foram esses huguenotes que tentaram fundar no Rio de Janeiro uma colonia protestante, por ordem de Coligny e sob o comando de Villegaignon, colônia que foi destruída graças a ação do Bem Aventurado Padre Anchieta e Nóbrega, com as tropas de Mem de Sá e de seu filho, Estácio de Sá.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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