Montfort Associação Cultural

25 de julho de 2011

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A introdução da morte no mundo e os efeitos do batismo

Autor: Emerson Chenta

  • Consulente: Gustavo Uchôas Guimarães
  • Localizaçao: Varginha – MG – Brasil
  • Religião: Católica

Caros irmãos, paz e bem!
Pesquisando a respeito da doutrina do pecado original, a fim de me aprofundar mais no assunto, surgiu uma dúvida da qual depende a continuidade do meu estudo sobre a doutrina:

Foi o pecado original de Adão e Eva que introduziu a morte no mundo; oras, se o batismo apaga o pecado original, porque continuamos mortais?

Desde já, agradeço a atenção e a resposta.
Fiquem com Deus!

São Paulo, 25 de julho de 2011
 
Prezado Gustavo Guimarães, salve Maria!
 
Sua pergunta é pertinente. E encontramos a resposta para ela no Catecismo de Trento (II Parte – Do Batismo, §§ 43-48) e na Suma Teológica (III part., q. 69, a. 3).
 
De fato, o batismo tem a virtude de tirar as penalidades da vida presente. Essa virtude, porém, não se realiza na vida presente, mas somente na ressureição.
 
Segundo São Tomás na Suma: “o batismo tem a força de tirar todas as penalidades da visa presente; não as tira, porém, na vida presente, mas por sua força os justos são isentos delas na ressureição, quando “este ser mortal tiver revestido a imortalidade”, como está na primeira Carta aos Coríntios”.
 
As razões disso são:
 
1. Pelo batismo somos incorporados a Cristo, tornando-nos membros de seu Corpo. Ora, deve ocorrer com os membros do corpo o que ocorreu com a cabeça. Portanto, assim como Cristo, que desde a sua concepção, embora tenha sido pleno de graça e de verdade, teve um corpo capaz de sofrer, padecer e morrer, assim também o cristão que alcança a graça (graça santificante) e a verdade (a Fé) em sua alma pelo batismo deve permanecer na vida presente com um corpo capaz de sofrer, padecer e morrer como Cristo e por Cristo. Por isso diz São Paulo: “Herdeiros de Deus, co-herdeiros de Cristo, visto que, participando dos seus sofrimentos, também teremos parte na sua glória”. (Cf. Suma Teológica e Catecismo de Trento).
 
2. A manutenção dos efeitos de rebeldia da nossa carne é oportuno para nosso desenvolvimento espiritual, tanto pela luta contra a concupiscência, quanto pelo esforço para sanar os efeitos das demais debilidades. (Cf. Suma Teológica, Ibidem e Catecismo de Trento).
 
3. Para que os homens não procurassem o batismo por interesse (a ausência de sofrimento na vida presente), em vez da glória da vida eterna. (Cf. Suma Teológica, Ibidem e Catecismo de Trento);
 
4. Para que a fraqueza física, a doença, o sentido da dor e o ímpeto da concupiscência nos sirvam de campo e sementeira de virtudes, donde possamos colher maiores frutos de glória e prêmios mais abundantes (Cf. Catecismo de Trento);
 
Espero tê-lo atendido.
 
Salve Maria,
Emerson Chenta
 

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